No passado sábado, Francisco Anselmo Barros, ecologista de 65 anos, ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra a instalação de um projecto industrial na bacia de Alto Paraguai.
Fico sem palavras para um acto que independentemente de tudo o que o possa rodear constitui nos dias de hoje uma lição na relação e vivência neste planeta onde a materialidade económica contaminou todos os homens. Afinal parece que ainda existem exemplos de sacrifício em prole da preservação do meio físico e humano. Não é o sacrifício falso de uma intervenção militar que tem sempre por trás razões económicas, mas sim um acto do qual não se poderá retirar qualquer lucro que não seja a sensibilização dos órgãos do poder e das pessoas em geral.
1 comentário:
Perda irreparável, de um mundo onde só reina a unanimidade econômica, seca, fria e suicida à nossa volta.
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