DAS ALTURAS SEMPRE OS PÁSSAROS CONCLUIRAM UMA VISÃO QUASE DRAMÁTICA PARA O QUE SUPOSTAMENTE PARECE SER O PARAÍSO; E A MENTE, QUE SOFREGAMENTE MENTE, CONTINUARÁ A DEIXAR O RASTO DA INEXISTÊNCIA DAS RESPOSTAS QUE NOS ILUDEM O SONHO. POR ISSO... SÓ NOS RESTA VOAR!
sexta-feira, setembro 30, 2005
quinta-feira, setembro 29, 2005
Clubes portugueses e a Europa do futebol!
Parece no charco a 'fraude nacional de clubes' !
Portugal conseguiu atingir a III Divisão da Europa de Clubes ao fim de 40 a tal anos de saudáveis lutas desportivas.
Quando Mourinho ofereceu o último grande troféu ao futebol português de clubes, sabia que depois dele não sobraria mais nada. E na altura fê-lo com jogadores sem referência e a custo zero!
O rei vai agora mais nu!
Portugal conseguiu atingir a III Divisão da Europa de Clubes ao fim de 40 a tal anos de saudáveis lutas desportivas.
Quando Mourinho ofereceu o último grande troféu ao futebol português de clubes, sabia que depois dele não sobraria mais nada. E na altura fê-lo com jogadores sem referência e a custo zero!
O rei vai agora mais nu!
Os excluídos da vida!
Torna-se evidente, e por isso nunca é demais escrever e divulgar, que João Carlos, o brasileiro assassinado em Londres pelas forças 'cegas' da polícia londrina, despejando no 'cão louco' (como a ele se refere a sua infeliz mãe) a sua frustração e a sua fúria através de uma chuva de balas de forma definitivamente injustificada, além de não ver devolvida a única coisa que teria importância, a sua vida, dificilmente terá limpeza na execução da justiça devida.
Nem as imagens aparecem; dizem que na altura em que se deu o crime as câmaras não funcionavam!
Fosse ele alguém de referência e tudo seria supostamente diferente.
As notícias que se vão referindo ao caso não terão hoje mais serventia do que uma rápida reza para uma urgente libertação de muita da nossa má consciência.
'Aconteceu, foi pena, mas a vida continua'! Não tem mais impacto que outra inócua notícia qualquer.
Como dizia aquele jornalista na TV, citado por José Gil no seu livro: "... é assim a vida!".
Nem as imagens aparecem; dizem que na altura em que se deu o crime as câmaras não funcionavam!
Fosse ele alguém de referência e tudo seria supostamente diferente.
As notícias que se vão referindo ao caso não terão hoje mais serventia do que uma rápida reza para uma urgente libertação de muita da nossa má consciência.
'Aconteceu, foi pena, mas a vida continua'! Não tem mais impacto que outra inócua notícia qualquer.
Como dizia aquele jornalista na TV, citado por José Gil no seu livro: "... é assim a vida!".
Curiosidades...
'Tendo em mente a ajuda que poderei prestar ao meu país e também no intuito de deixar o meu lugar aos mais novos, blá, blá, blá...", - deve ser algo como isto que dizem 'os sobas' quando chega a altura!
Você sabia que eu - Papa Amoras - me vou reformar com a terna idade de 49 anos? E com um bocadinho de sorte ainda vou arranjar outro emprego, que a vida está p'ró carote!
Você sabia que eu - Papa Amoras - me vou reformar com a terna idade de 49 anos? E com um bocadinho de sorte ainda vou arranjar outro emprego, que a vida está p'ró carote!
quarta-feira, setembro 28, 2005
Mais uma má notícia!
O desinteresse dos investidores estrangeiros por Portugal!
Entretanto, as campanhas eleitorais - muitas, imensas, caras, espectaculares (pelo lado triste e negativo) - vão-se desenrolando e, ao mesmo tempo, vão-nos mostrando um quadro no qual se vê uma tentativa desesperada de passar a imagem de que 'temos gente com ideias e determinação' para mudar o que está mal, em Portugal!
Simplesmente: patético!
Entretanto, as campanhas eleitorais - muitas, imensas, caras, espectaculares (pelo lado triste e negativo) - vão-se desenrolando e, ao mesmo tempo, vão-nos mostrando um quadro no qual se vê uma tentativa desesperada de passar a imagem de que 'temos gente com ideias e determinação' para mudar o que está mal, em Portugal!
Simplesmente: patético!
terça-feira, setembro 27, 2005
Não perceberam!!!
O V&V, Koeman, e alguns jogadores não perceberam o jogo que realizaram em Old Trafford.
O melhor V&V não chegou nem chega para o pior Manchester U. dos últimos 20 anos!
A cobardia paga-se caro na Champions!
O melhor V&V não chegou nem chega para o pior Manchester U. dos últimos 20 anos!
A cobardia paga-se caro na Champions!
O avião!

Imagine-se Portugal visto do ar.
Aconteceu que, hoje, ao ler esta notícia, fiquei deveras impressionado. Pensei, ás tantas, que havia sido composta apenas para enfeite do meu desconfiado imaginário.
Entretanto, belisquei-me, e, ainda sem querer acreditar na veracidade da impertinente dor causada pelo resultado desagradável da prova a que me submetera, resolvi tirar um cochilo, na intenção de desmentir o sucedido, o que sucederia no momento do regresso à vida real.
E sonhei! Sonhei com uma situação que teve o condão de me ter colocado, ao acordar, perante uma situação que considero bem mais aflitiva. O sonho surgia-me como a consequência tardia da incómoda notícia.
Ano de 2050. A cena tinha lugar no interior de um pequeno helicóptero, onde pai e filho reflectiam acerca da paisagem que iam observand0, de forma admirada e atenta.
Dizia-lhe o pai, com terna paciência :
"... vê, meu filho, estamos a sobrevoar Portugal, o nosso adorado país que, dando uma imagem de vitalidade e força numa altura em que a nossa Europa se desunhava para conseguir ultrapassar os males intestinais que a perseguiam vigorosamente, resolveu investir - sem medo - em... 'aeroportos".
E os aeroportos, às centenas, todos alinhados em intermináveis filas, desfilavam pelos seus olhares, tocados de um espanto cada vez maior!
"Muitos! Nasciam como batatas." continuou o pai, "Na ideia dos nossos passados benfeitores, tantos seriam eles, os aeroportos, que acabariam por obrigar o mundo, espantado e de olhos pregados em Portugal, a curvar-se diante do país e a conceder-lhe a importância desmesurada que ele sempre ansiou ter. Tornar-se ia, assim, um parceiro de peso, merecendo por isso o respeito dos demais." O miúdo, entretanto, olhava o pai com admiração e acentuada curiosidade!
"Meu filho, aproveitando o facto dos deuses dos ares haverem sido benéficos para com o território nos primeiros cinco anos do século XXI, amputando-o do verde vital através de ainda hoje inexplicados fogos que apareciam inesperadamente, de alto a baixo, esses nossos heróis governo-pensadores da altura, resolveram investir todo o pouco dinheiro que se encontrava no fundo dos bolsos mais bem guardados, em aeroportos, ideia terrivelmente inovadora, nessa altura de tantos perigos." Agora, o vigor do pai, orgulhoso da descendência de tão brilhante espécie de ideólogos, encontrava-se em crescendo e já a sua cara espelhava uma satisfação incontida, transbordante de uma inevitável vitória impossível de conter, mas não de contar.
"E foi assim, meu querido filhinho, que nós, os portugueses, os maiores construtores do mundo conhecido, soubemos resistir ao que na altura parecia ser uma situação perdida.
O dinheiro passou a entrar a jorros no país, as pessoas passaram a ser ricas e felizes, os outros europeus e cidadãos do mundo, ao perceberem que a única coisa que podiam cá fazer era aterrar de qualquer maneira e em qualquer posição, resolveram destruir todos os seus inúmeros e velhos aeroportos, passando, todos eles, a utilizar os abençoados aeroportos portugueses.
E desde aí - meu adorado filho - Portugal passou a ser conhecido em todo o mundo como... o avião!"
segunda-feira, setembro 26, 2005
domingo, setembro 25, 2005
sábado, setembro 24, 2005
Um Pedro especial...
Também o 'povão' deve ter ficado estupefacto com esta 'lusa lei', que faz com que Pedro Santana Lopes se encontre reformado aos 49 anos, por 30 anos de exercício de cargos públicos.
Está na lei, está na lei! Cumpra-se.
Já Cavaco Silva se quedou estupefacto - só pode ter sido com a lei em vigor! - com o caso de Fátima Felgueiras, dizem as notícias de ontem.
Bem, estamos a entrar na próxima fase do desenvolvimento sustentado; chama-se a fase da 'estupefacção'!
E pensar que os nossos 'fazedores de opinião' têm sustentado nos últimos tempos a ideia de que Portugal é um país modelo, no que se refere a leis!
Está na lei, está na lei! Cumpra-se.
Já Cavaco Silva se quedou estupefacto - só pode ter sido com a lei em vigor! - com o caso de Fátima Felgueiras, dizem as notícias de ontem.
Bem, estamos a entrar na próxima fase do desenvolvimento sustentado; chama-se a fase da 'estupefacção'!
E pensar que os nossos 'fazedores de opinião' têm sustentado nos últimos tempos a ideia de que Portugal é um país modelo, no que se refere a leis!
Só Mais Uma Noite Com ELLA!

Bem sei que este post chega tarde e a más horas, mas não posso deixar de recomendar aquilo que vi ontem à noite e considerei um dos melhores espectáculos de palco a que assisti no nosso país. É da companhia Lisboa Ballet Contemporâneo e chama-se “Uma Noite Com Ella”. Esta performance de dança contemporânea pretende ser um tributo à vida e à música de Ella Fitzgerald, sendo dela portanto todo o pano de fundo sonoro. Em termos cénicos, a luz e a cor ganham dimensões espantosamente expressivas dada a simplicidade das opções utilizadas, que contribuem em muito para aproximar o espectador de uma outra dimensão, perto dos sonhos, onde nos deixamos embrulhar num manto quente, tecido de musica, cor, luz e movimento.
Sem dúvida um espectáculo a não perder, coreografado e cenografado por Benvindo Fonseca e com a participação de todos os bailarinos da companhia: Isadora Ribeiro, Alessandra Cito, Ana Santos, Ângela Eckart, Débora Queiroz, Hugo Martins, Marcelo Magalhães e Nuno Gomes. Partidipam ainda o saxofonista Eddy Jam e a cantora Marta Platier. O desenho de luz é de Paulo Graça e os figurinos de José António Tenente.
Sem dúvida um espectáculo a não perder, coreografado e cenografado por Benvindo Fonseca e com a participação de todos os bailarinos da companhia: Isadora Ribeiro, Alessandra Cito, Ana Santos, Ângela Eckart, Débora Queiroz, Hugo Martins, Marcelo Magalhães e Nuno Gomes. Partidipam ainda o saxofonista Eddy Jam e a cantora Marta Platier. O desenho de luz é de Paulo Graça e os figurinos de José António Tenente.
Quem quiser passar a “Noite Com Ella” só tem hoje, Sábado às 21h00 para o fazer, no Teatro Camões, Parque das Nações. Os bilhetes variam entre os 5,00 e os 20,00 euros, por isso não há desculpas! Vale mesmo a pena ver.
quarta-feira, setembro 21, 2005
A Pior Série de TV do Mundo!

Hoje perdi algum do meu tempo a ver mais um episódio daquela série que passa no canal AR. Para que não esteja a ver o que é: Assembleia da Republica. Fiquei triste com a falta de qualidade dos conteúdos deste canal, hoje talvez mais do que nunca. Para além do argumento em geral ser mau e a execução técnica medíocre, o casting é pouco interessante e os temas demasiado “batidos”. Como qualquer programa de televisão, também este tem uma fórmula que, a meu ver, já está gasta e cai no pior dos erros, é previsível. Achei bastante penoso e injusto o personagem Mendes ter um guião muito mais fraco que o do seu antagonista Sócrates.
Quem escreve os diálogos do Sócrates, embora esteja longe de ser genial, apesar de tudo consegue um discurso mais “cheio” e vivo, mostrando nitidamente de que lado está o dinheiro. O Mendes por seu lado, dependia de um texto fraquinho, murcho, sem a força e a vitalidade que os opositores em qualquer série costumam ter. Fez-me lembrar um filme que detestei por isso mesmo, “O Gladiador”, em que de um lado temos um Russel agressivo, sanguinário, ex-militar, invencível e virtualmente imortal e como antagonista, aquela amostra de actor o Joaquim “Fonix”, um débil e efeminado imperador, cheio de maneirismos desinteressantes e sem cara para levar um par de estalos, muito menos do Russel, que desde os primeiros minutos de confronto é claramente o vencedor.
Ora se o mau não mete medo e o bom é infinitamente mais forte e superior (atenção, esta questão de "bom" e "mau" não se aplica directamente à série da AR, porque aliás, para mim são todos facções do mal. O interesse deste exemplo é apenas o desiquilibrio de forças entre antagonistas), qual é o interesse do filme? Pois foi exactamente isso que hoje senti a ver a tal série da AR. Aquilo cá para mim já não dura muito. Quem aguenta anos a fio ver uma data de gajos com gravata, num décor todo em madeira que a única coisa que fazem é ataques, defesas e contra-ataques, sempre da mesma maneira e sobre os mesmos temas? Se ainda avançasse, se houvesse aquela dinâmica das séries americanas em que a cada episódio as personagens se deparam com um problema e têm obrigatórimente que o resolver, fascinando o público com o rol de idéias que trocadas entre presonagens dão origem a uma solução, acabando por ter um papel didático junto do espectador, isso está bem. Sempre empolga e dá alguma emoção à coisa. Agora aquela pastelice? Pelo amor de Deus!
Quem escreve os diálogos do Sócrates, embora esteja longe de ser genial, apesar de tudo consegue um discurso mais “cheio” e vivo, mostrando nitidamente de que lado está o dinheiro. O Mendes por seu lado, dependia de um texto fraquinho, murcho, sem a força e a vitalidade que os opositores em qualquer série costumam ter. Fez-me lembrar um filme que detestei por isso mesmo, “O Gladiador”, em que de um lado temos um Russel agressivo, sanguinário, ex-militar, invencível e virtualmente imortal e como antagonista, aquela amostra de actor o Joaquim “Fonix”, um débil e efeminado imperador, cheio de maneirismos desinteressantes e sem cara para levar um par de estalos, muito menos do Russel, que desde os primeiros minutos de confronto é claramente o vencedor.
Ora se o mau não mete medo e o bom é infinitamente mais forte e superior (atenção, esta questão de "bom" e "mau" não se aplica directamente à série da AR, porque aliás, para mim são todos facções do mal. O interesse deste exemplo é apenas o desiquilibrio de forças entre antagonistas), qual é o interesse do filme? Pois foi exactamente isso que hoje senti a ver a tal série da AR. Aquilo cá para mim já não dura muito. Quem aguenta anos a fio ver uma data de gajos com gravata, num décor todo em madeira que a única coisa que fazem é ataques, defesas e contra-ataques, sempre da mesma maneira e sobre os mesmos temas? Se ainda avançasse, se houvesse aquela dinâmica das séries americanas em que a cada episódio as personagens se deparam com um problema e têm obrigatórimente que o resolver, fascinando o público com o rol de idéias que trocadas entre presonagens dão origem a uma solução, acabando por ter um papel didático junto do espectador, isso está bem. Sempre empolga e dá alguma emoção à coisa. Agora aquela pastelice? Pelo amor de Deus!
Já agora, só uma nota com graça. Isto da televisão é de facto um perigo para mentes mais incautas. No outro dia encontrei uma pessoa que estava convencida e me queria convencer a mim que a série que passa no AR é mesmo verdade e que aquele bando de actores de segunda são mesmo uns gajos que governam o nosso país… Fartei-me de rir!
Estou Alegre, porque não estou só!
Admiro os poetas. Todos os poetas. Todos. Sem excepção.
Até os maus poetas têm desculpa - o que não é o caso, como verão! -.
E têm desculpa porque trilham os caminhos que os separam da perfeição. Buscam-na, uns com mais paciência, outros, talvez, com a insustentável leveza do ser que muitas vezes os define.
E nisto do caminhar pode ser encontrada a chave do homem contemporâneo: a busca é mais importante do que o resultado, diz quem sabe. E porque não, o sonho ainda comanda a vida!
Foi com alegria - por ficar confortado relativamente à conclusão: - não estou sózinho!, continuo a ter reservas ao funcionamento partidário em Portugal - que li uma crítica, e tão dura ela é, acerca do mal dos aparelhos partidários na realização da democracia, como ele a entende, possivelmente misturando ingredientes de insuficiente proteína animal no miolo, tornando-a assim numa utópica questão, q.b..
Alegre chega a referir-se a ela como sequestrada! Aqui, o desencanto do político é total. Eu nunca me atrevi a tanto! E não tenho a responsabilidade que Alegre carrega, como iniciado num partido de referência da cena política portuguesa e como passado/futuro candidato presidencial. Mas foi esta democracia, foi este resultado que ele e todos os seus contemporâneos construíram. Ou não terá sido assim?
É sempre complicado, no término de qualquer obra, o artista perceber que, afinal, a teoria onde se apoiou para a produção da obra não continha argumentos suficientemente sólidos para a desejada consolidação da estrutura.
Não estará sequestrada a disputadíssima democracia portuguesa; as suas instituições, mal ou bem, parecem ir funcionando, embora fora dos cânones do desenvolvimento pretendido, arrastada e muito pachorrentamente, com um futuro complicado; bem, 'vai-se andando', como se diz por cá.
Talvez tenha no seu útero um traço darwiniano levado ao extremo pelo sentir lusitano, que nestas coisas de sobrevivência nunca brinca nem brincará!
Meu caro, deixe-me tratá-lo por Manuel, o Alegre neste caso não fará muito sentido, presumo. Também eu fico muitas vezes a cismar: que bom seria viver a democracia (em Portugal) se conseguíssemos ser aquilo que não somos!
Até os maus poetas têm desculpa - o que não é o caso, como verão! -.
E têm desculpa porque trilham os caminhos que os separam da perfeição. Buscam-na, uns com mais paciência, outros, talvez, com a insustentável leveza do ser que muitas vezes os define.
E nisto do caminhar pode ser encontrada a chave do homem contemporâneo: a busca é mais importante do que o resultado, diz quem sabe. E porque não, o sonho ainda comanda a vida!
Foi com alegria - por ficar confortado relativamente à conclusão: - não estou sózinho!, continuo a ter reservas ao funcionamento partidário em Portugal - que li uma crítica, e tão dura ela é, acerca do mal dos aparelhos partidários na realização da democracia, como ele a entende, possivelmente misturando ingredientes de insuficiente proteína animal no miolo, tornando-a assim numa utópica questão, q.b..
Alegre chega a referir-se a ela como sequestrada! Aqui, o desencanto do político é total. Eu nunca me atrevi a tanto! E não tenho a responsabilidade que Alegre carrega, como iniciado num partido de referência da cena política portuguesa e como passado/futuro candidato presidencial. Mas foi esta democracia, foi este resultado que ele e todos os seus contemporâneos construíram. Ou não terá sido assim?
É sempre complicado, no término de qualquer obra, o artista perceber que, afinal, a teoria onde se apoiou para a produção da obra não continha argumentos suficientemente sólidos para a desejada consolidação da estrutura.
Não estará sequestrada a disputadíssima democracia portuguesa; as suas instituições, mal ou bem, parecem ir funcionando, embora fora dos cânones do desenvolvimento pretendido, arrastada e muito pachorrentamente, com um futuro complicado; bem, 'vai-se andando', como se diz por cá.
Talvez tenha no seu útero um traço darwiniano levado ao extremo pelo sentir lusitano, que nestas coisas de sobrevivência nunca brinca nem brincará!
Meu caro, deixe-me tratá-lo por Manuel, o Alegre neste caso não fará muito sentido, presumo. Também eu fico muitas vezes a cismar: que bom seria viver a democracia (em Portugal) se conseguíssemos ser aquilo que não somos!
terça-feira, setembro 20, 2005
O país da pequenada!
A democracia, senão for ensaiada, ensinada, regada a partir de tenra idade, da mesma forma que se mata a sede ás plantas de um jardim, dificilmente irá ser percebida e vivida por um qualquer cidadão.
É importante explicar o que é o Estado, como se compõe, quais os factores determinantes para a sua existência, o que são as forças de segurança, de quem dependem, qual a sua especial situação relativamente ao resto dos cidadãos, etc.. Seguidamente, devem ser explicadas as regras para a manutenção de um estado que se pretende democrático. Certamente, existirão constituições menos dúbias que a nossa em aspectos fundamentais no regular funcionamento de países democráticos.
Apesar de serem passíveis a aplicação de algumas originalidades, no âmbito da vivência democrática, que acabam por dar sentido ao seu desenvolvimento como processo e sistema politico, haverá sempre lugar à execução de algumas práticas provenientes de exemplos já testados em lugares, sem dúvida, mais desenvolvidos, democraticamente, e com mais tempo de vida dessa apetecida vivência.
É sabido que todas as questões que relevam da relação entre Governos e instituições militares, especialmente aquelas que dizem respeito às condições de manutenção, proventos e privilégios dessas instituições, devem ser tratadas com um sentido de estado efectivo pelas duas partes. Essa relação, para bem de todos os cidadãos, da sua paz e da sua segurança, jamais deverá descer à praça pública, e deverá, do mesmo modo, estar salvaguardada pelo carácter especial que define a ligação entre as partes acima referidas.
Ou seja, quando a rua sobrevém numa relação entre estas entidades, estamos (a população, os cidadãos), seriamente ameaçados.
Se vivêssemos num estado ditatorial, estaríamos em presença de uma divisão perigosa que poderia (porque não?) levar até a um hipotético estado revolucionário; no caso actual, pensamos que este pretenso confronto – em virtude do nosso estado democrático e da nossa posição como elemento de direito da UE – prefigura uma anomalia, uma doença estranha e perigosa no tecido militar, braço natural do nosso estado democrático.
O que se tem passado com a tal Associação que provoca, convoca o povo de Lisboa, fala em passeio desarmado, controla os fóruns de rádio, insulta o Governo chamando-lhe de prática fascista (se lá estivesse a oposição o léxico não derivaria), etc., é um insulto ao bom senso dos contribuintes e ao pretenso desenvolvimento da democracia portuguesa.
A democracia tem contornos processuais que limitam, felizmente, a tendência que cidadãos menos precavidos têm para reagir impulsivamente a situações que lhes são, por vezes, e como acontece com outros sectores da vida publica e privada, desfavoráveis.
Que se cumpram as regras democráticas e que se enviem os nossos militares para os quartéis – já -, porque a brincadeira está, na minha opinião de cidadão, a ir longe demais.
Será talvez desnecessário referir-me ao papel hipócrita que o PCP tem demonstrado nesta fase de descontrolo mediático, acirrando os ânimos quando deveria ter decoro pelas regras que também são as suas, porque faz parte deste estado e deste país.
Outra coisa: os tempos mudam, e com o tempo tudo muda. Se por um acaso próprio da história das gentes, os militares e as suas associações não percebem que os seus problemas devem ser resolvidos nos locais apropriados, segundo a norma que lhes é própria, então, nós, portugueses do século XXI, estaremos a passar a ideia aos parceiros actuais europeus e ao mundo em geral que acabámos de inaugurar a vida de um país no reino do absurdo.
É importante explicar o que é o Estado, como se compõe, quais os factores determinantes para a sua existência, o que são as forças de segurança, de quem dependem, qual a sua especial situação relativamente ao resto dos cidadãos, etc.. Seguidamente, devem ser explicadas as regras para a manutenção de um estado que se pretende democrático. Certamente, existirão constituições menos dúbias que a nossa em aspectos fundamentais no regular funcionamento de países democráticos.
Apesar de serem passíveis a aplicação de algumas originalidades, no âmbito da vivência democrática, que acabam por dar sentido ao seu desenvolvimento como processo e sistema politico, haverá sempre lugar à execução de algumas práticas provenientes de exemplos já testados em lugares, sem dúvida, mais desenvolvidos, democraticamente, e com mais tempo de vida dessa apetecida vivência.
É sabido que todas as questões que relevam da relação entre Governos e instituições militares, especialmente aquelas que dizem respeito às condições de manutenção, proventos e privilégios dessas instituições, devem ser tratadas com um sentido de estado efectivo pelas duas partes. Essa relação, para bem de todos os cidadãos, da sua paz e da sua segurança, jamais deverá descer à praça pública, e deverá, do mesmo modo, estar salvaguardada pelo carácter especial que define a ligação entre as partes acima referidas.
Ou seja, quando a rua sobrevém numa relação entre estas entidades, estamos (a população, os cidadãos), seriamente ameaçados.
Se vivêssemos num estado ditatorial, estaríamos em presença de uma divisão perigosa que poderia (porque não?) levar até a um hipotético estado revolucionário; no caso actual, pensamos que este pretenso confronto – em virtude do nosso estado democrático e da nossa posição como elemento de direito da UE – prefigura uma anomalia, uma doença estranha e perigosa no tecido militar, braço natural do nosso estado democrático.
O que se tem passado com a tal Associação que provoca, convoca o povo de Lisboa, fala em passeio desarmado, controla os fóruns de rádio, insulta o Governo chamando-lhe de prática fascista (se lá estivesse a oposição o léxico não derivaria), etc., é um insulto ao bom senso dos contribuintes e ao pretenso desenvolvimento da democracia portuguesa.
A democracia tem contornos processuais que limitam, felizmente, a tendência que cidadãos menos precavidos têm para reagir impulsivamente a situações que lhes são, por vezes, e como acontece com outros sectores da vida publica e privada, desfavoráveis.
Que se cumpram as regras democráticas e que se enviem os nossos militares para os quartéis – já -, porque a brincadeira está, na minha opinião de cidadão, a ir longe demais.
Será talvez desnecessário referir-me ao papel hipócrita que o PCP tem demonstrado nesta fase de descontrolo mediático, acirrando os ânimos quando deveria ter decoro pelas regras que também são as suas, porque faz parte deste estado e deste país.
Outra coisa: os tempos mudam, e com o tempo tudo muda. Se por um acaso próprio da história das gentes, os militares e as suas associações não percebem que os seus problemas devem ser resolvidos nos locais apropriados, segundo a norma que lhes é própria, então, nós, portugueses do século XXI, estaremos a passar a ideia aos parceiros actuais europeus e ao mundo em geral que acabámos de inaugurar a vida de um país no reino do absurdo.





