domingo, janeiro 22, 2006

PRESIDENCIAIS 3

Não era necessário, senhor Sócrates! Passar por cima da declaração de Alegre, oh, senhor 'primeiro', não era necessário... a sério.

PRESIDENCIAIS 2

Cada um deve dormir com as ilusões que cria no seu universo quotidiano. Também Soares pode ter chegado á altura de as regar, às ilusões.

Acabei de vê-lo e ouvi-lo, na sua declaração de derrota, e vi, também, os responsáveis pela sua enorme e inadequada derrota a derramarem as suas lágrimas de crocodilo no velório da sua obra pouco explicada. Pouco explicada porque nunca assumida ou afrontada com o respeito devido aos portugueses.
Altura para pensar que muitos resultados na política acontecem pela necessidade que as pessoas comuns e anónimas têm de castigar todos os movimentos que no seu âmago contenham uma visão puramente partidária e não nacional, embora publicitados como tal.

PRESIDENCIAIS 1

Acabei de ligar as 'antenas' para o que se está a passar na noite televisiva e o ruído vai alto!
Parece que Cavaco Silva vai sentar-se na 'cadeira palaciana', à primeira volta. Mas nunca fiando! Se uma décima vem abaixo, vamos ter Alegre presidente. E aí, lá vem o resto do país abaixo.
Em redor tudo se começa a mexer. Sente-se.

RTP, SIC e TVI: acabei de eliminar a RTP. Triste espectáculo, de mau gosto, enorme o espaço, falta de ritmo, convidados decepcionantes na prestação, enfim, uma tristeza!

Sobram a SIC e a TVI. Parece-me que vou ficar-me pela TVI. Não gastou dinheiro, colocou uma rapariga mal-comportada a apresentar, e isso é óptimo para a audiência, na qual me incluo.

Vai ser animado. Acabei de ver o ministro Santos Silva a ser empurrado. Mereceu. Espero que sim, que apanhe mais uns empurrões lá no quintal da Prisa. O senhor é inconsequente no discurso e as pessoas que o ouvem, caramba, não são completamente vazias de sentido, não?

sábado, janeiro 21, 2006

As ondas...






Uma das coisas que me fascina, sempre que observo o movimento das ondas, é a retoma da regularidade, depois de umas tantas tresmalhadas abanarem o confortável movimento harmónico do todo.

Como observador atento, precisamente da mesma forma que o faço quando me encontro bem próximo da imensidão da água que me estende a sua natural serenidade, congratulei-me, há momentos, com o desfecho da pretensa contenda ou aceso debate entre 'um jovem Pássaro pleno de qualidades, mas ainda sem o tempo necessário para as refinar, e um Insubmisso de inteligência apurada e de respeito'.

O 'Corvus cavalheiro', ao expressar o seu pedido de desculpas pela fogosa precipitação exibida em momento de peleja que se revelou pouco profícua, ao fazê-lo, estava eu a escrever, acabou por demonstrar a sensibilidade própria do 'mundo dos pássaros'.

Agora que tudo está sanado, e com honra para todas as partes, devemos continuar mais limpos, mais fortes e mais crescidos, sabendo apenas uma coisa: temos o poder do pedido de desculpas na nossa mão e o poder de saber aceitá-lo!
Somos - definitivamente - necessários ao resto da comunidade.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Uma Lástima…



…É como posso classificar o meu equívoco. Não me alongarei em explicações para justificar o lapso que deu origem a tanta celeuma. Posso apenas dizer que nada teve a ver com psicotrópicos adulterados, o que, se me permite, me parece uma especulação depreciativa e de mau gosto, especialmente vinda de alguém que se auto intitula de “cavalheiro”. Achei igualmente lamentável classificar-me como “porcaria”. Penso que essa atitude denota uma certa falta de nível da sua parte. Penso ainda que era absolutamente desnecessário descer tão baixo. Afinal aqui estou eu a assumir o meu erro publicamente. Informo que tal atitude, para além de gratuita, não abona muito a favor da sua imagem junto de mim e dos restantes membros de “Os Pássaros”, mas isso “são outros quinhentos”.

Aqui fica portanto o meu sincero pedido de desculpa ao Sr. António Mira pela gigantesca “gaffe” que cometi. Não foi de todo minha intenção (como aliás será óbvio para qualquer ser humano provido de um mínimo de sensatez) cometer um erro de tão graves dimensões. O “Insubmisso” é um blog que respeito, não só por ter sido a minha primeira casa na “blogoesfera”, como por alojar dois membros que me são caros e que muito estimo, o David e o Bruno. Espero que compreendam o enorme constrangimento que senti ao constatar o meu equívoco e me perdoem igualmente.

Os factores “Paulo Baldaia”, “programa da SIC”, as iniciais PMB, uma boa dose de precipitação e o misto de tantas coincidências, levaram-me de facto a cometer um erro com o qual mais não posso fazer senão aprender alguma coisa. Será essa, em última análise, a única utilidade dos erros que cometemos ao longo das nossas vidas.

Só para terminar, quero apenas reforçar a ideia de que lamento a acidez da sua reacção e o mau gosto das suas observações a meu respeito, Sr. António Mira. E lamento porque, todas as expectativas que nutri (desde a minha entrada no “Insubmisso”) a seu respeito, de um ser culto, competente e interessante, se esvaíram ao ler as suas últimas palavras acerca da minha pessoa. Quanto à ideia de remover o link de “Os Pássaros” do vosso blog e desde que os seus pares assim o entendam, quero apenas dizer que acho muito bem. Não quero de todo assombrá-lo diariamente com o link para um blog onde habitam “porcarias” como eu. Força, vá em frente. Muita sorte e felicidades são os meus desejos para si, Sr. Mira.

Atenciosamente,

Paulo Duarte Lourenço

Senta-te e Pensa!



Ao defensor do Mira:

Que eu saiba não ofendi ninguém. Nem percebo porque entendeste como ofensa um comentário tão vago. Não me vou alongar nesta explicação porque o assunto não é contigo e daquilo que eu sei, o Mira já é crescidinho e sabe, com certeza, lidar com este tipo de questões sem ajuda dos seus pares.

Ao Mira:

“Pseudo” pela forma depreciativa como te referes ao “programa da SIC whatever”, ou seja, o “Levanta-te e Ri”.
“Pseudo” porque se achas que é pena o Baldaia participar no “Levanta-te e Ri”, estás provavelmente a ofendê-lo mais a ele do que alguma vez eu te poderia ofender a ti.
“Pseudo” porque me deparo com um clássico lusitano da boca fácil.
“Pseudo” porque se não reconheces o valioso contributo que o Baldaia representa para o programa, devias tentar fazê-lo. Programa esse que sim, tem as suas falhas e sim, podia ser bem melhor. Mas a grande diferença entre nós é que eu sou capaz de dizer quais são as falhas e o que podia ser melhor.
“Pseudo” porque, ao contrário de ti, eu perdi tempo a analisar as falhas e a reflectir sobre as soluções.
“Pseudo” porque eu não acredito na inteligência de alguém que condena uma coisa que desconhece e forma uma opinião fácil.
“Pseudo” porque ninguém ficou para a história por dizer “isto não presta”. Disso qualquer um é capaz, até aqueles que provavelmente desprezas acima de tudo. Para a história ficam apenas os que se propõem transformar aquilo que não presta em algo extraordinário com o seu singelo e tantas vezes grandioso contributo, como faz o teu novo colega de blog.

Os meus cumprimentos ao Baldaia, que conheci pessoalmente em Alter-do-Chão e desde o primeiro instante me cativou pela sua simplicidade e sentido de humor peculiar.

Um abraço.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

A triste verdade

Jamais a mais vistosa cosmética poderá esconder a marca do atraso!

Vitae.



Hoje comprei uma Leica D-lux2! Para assinalar o acontecimento gostaria de homenagear a minha gata, que ao longo dos últimos dez anos me tem acompanhado cá em casa, aturando as minhas alegrias e tristezas, receios e ansiedades, vitorias e derrotas, as festas e os silêncios, os amigos e outras “gatas”.

Chama-se Vitae, a minha gata. É uma tentação para todos os gatos da vizinhança!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Dente por dente!

A Administração californiana não pára! O Governador está mais perigoso do que aparentava ser quando 'trabalhava' no cinema.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Mais do Mesmo!



Depois da água, os bancos! Desta feita Portugal tem dois meses para alterar a legislação em matéria de pagamentos de juros às instituições financeiras estrangeiras, onde é aplicada uma taxa de retenção na fonte de 20%. Caso não o faça adivinhem o que acontece…? Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, pois claro!

Será que desta feita vamos resistir à tentação latente ao nosso espírito rebelde de não cumprir as ordens que vêm de cima?
Façam as vossas apostas. Daqui a dois meses cá estaremos para ver.

O Historiador

Apercebi-me imediatamente de qualquer coisa de muito estranho. Um cheiro subia nas suas páginas, que não era apenas o do papel envelhecido e o do velino gretado. Era um fedor de decomposição, um odor terrível e enjoativo, um cheiro a carne velha ou apodrecida. (...) O pequeno volume parecia vivo nas minhas mãos, e contudo cheirava a morte.

retirado de O Historiador, Elizabeth Kostova, Gotica

sábado, janeiro 14, 2006

É Claro Como a Água…



…Que continuamos estúpidos e incompetentes! É lamentável admiti-lo mas o poder político em Portugal tende a ganhar contornos de anedota que, nesta fase dos acontecimentos, será consideravelmente de mau gosto. Continuo eu próprio sem perceber que jogo é este, do qual desconheço as regras (logo, todo o eventual prazer que possa dar entrar no mesmo), que consiste em desobedecer continuamente a prazos e directivas de Bruxelas…

Portanto; estamos falidos, subdesenvolvidos, recordistas a coçar os tomates, quase nada especializados, incompetentes, pouco competitivos, pouco produtivos, pouco criativos (ou pelo menos continuamos num esquema organizacional que estrangula facilmente qualquer esboço de criatividade e competência), pouco profissionais, muito ladrões, muito aldrabões e muito mandriões… E não percebo porquê (se calhar por tudo o dito atrás) continuamos a adorar ser condenados pelo Tribunal Europeu…

Eu pergunto, mas afinal para que é que serve a nossa classe politica e para que é que entramos na “Europa” se:

1 - Não se cumprem as necessidades básicas de qualidade de vida do cidadão comum, proporcionando-lhe uma vida decente e confortável num país onde viver à rasca se tornou uma herança genética (só para alguns, que são a maioria, claro).

2 – Estar na “Europa” apenas serve para mostrar a outros países aquilo que durante séculos conseguimos esconder para nós próprios, que somos uma classe de ladrões, burlões, incompetentes e aldrabões muito especial e de primeira categoria.

A questão!

É a PT apenas e definitivamente um problema para Portugal, ou são os portugueses que definitivamente estão com problemas em lidar com um sistema político adequado a gente de elevação na mente e no espírito, como é a Democracia?

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Mais curioso ainda...!

"O pai de um amigo meu, em 1836 ou 1848, num ódio repentino a tudo o que lhe lembrava o velho Portugal, foi-se à sua mobília antiga, de pau-preto torneado e de assentos de couro lavrado, e num só dia vendeu, queimou, sepultou em sótãos, dispersou todas essas formas vetustas, que lhe vinham do passado; depois correu a um estofador da esquina, e comprou, ao acaso, num lote, uma mobília francesa. O que este homem fez, todo o Portugal o fez. Num rompimento desesperado com o velho regime, tudo quebrou, tudo estragou, tudo vendeu. Achou-se de repente nu; e como não tinha já o carácter, a força, o génio, para de si mesmo tirar uma nova civilização, feita ao seu feitio, e ao seu corpo, embrulhou-se à pressa numa civilização já feita, comprada num armazém, que lhe fica mal e lhe não serve nas mangas."

Eça de Queiroz

terça-feira, janeiro 10, 2006

Curioso!...













Tem mais de 100 anos esta construção de Antero de Quental acerca da República.
E pensar que com tanto génio político à solta por aí, nas asas da quase recente história portuguesa, a coisa parece não estar ainda de consenso nos admiráveis dias de hoje!

Escrevia assim o emérito Antero: ... "ora a República tem isto de particularmente admirável, que não se apoiando nem na força, nem na tradição, nem em coisa alguma de exterior à sociedade, firmada só no direito, cairia na mesma hora em que deixasse de ser justa."

Não é curioso?...

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Singelo Tributo

Depois de ter visto o menino Alegre aos tiros no 'campo de treino', afirmando-se na linha dos bons atiradores que as suas armas familiares legaram a Portugal - pratos vi logo que sim, animais voadores, vulgo passarada (gente que nos é chegada!), depreendo, pelas suas sorridentes palavras -, apetece-me dedicar-lhe esta poesia singela de Pessoa.

O poeta é um fingidor,
finge tão completamente,
Que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas da roda,
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração

terça-feira, janeiro 03, 2006

Nem Que Seja À Martelada…



…Mas acalmem-me este homem, pelo amor de Deus!!! Será que ninguém tem a ousadia, a coragem ou o bom-senso, de dizer a este senhor que já chega? E não me refiro à candidatura, que a essa tem todo o direito e ninguém lho pode negar, mas sim à forma como tem conduzido a mesma; Será que ninguém lhe diz que é muito triste não reconhecer com dignidade uma derrota? Ter como único argumento o auto-enaltecimento de glórias esquecidas? Ou como única arma o ataque cego e cerrado a tudo e a todos, soando por vezes a disparate? E que muito mais triste do que tudo o resto, é o evidente desespero de alcançar, pela última vez, um lugar de relevo na política nacional evidenciando uma senil e exasperante sede de poder que, talvez pela idade (e ao contrário de todos os outros), já não consegue disfarçar?

É triste senhor Soares, convenhamos que é triste!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

2006 em Portugal! 2º Dia

Sentei-me, fixei o monitor da TV e não me espantei.
Lá estava ela, a Fátima, arbitrando uma conversa que me choca como português, pela falência de que somos hoje protagonistas.
4 Cavaleiros verdadeiramente do Apocalipse discutem o tipo de pobreza a que chegámos em Portugal, no ano de 2006.
Finalmente, somos pobres!
Ao fim de muitos anos e de muita história - somos pobres.
Verdadeiramente e orgulhosamente pobres, no lado da Europa que nos pertence e a que nós pertencemos! Pobres!
E agora?
Foi para isto?

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Natal Pobrezinho!



Mais um. Felizmente já foi! Atropelos, encontrões, stress em barda, discussões. Gente rude que nunca pegou num carro, bichas infindáveis para todo o lado. Famílias inteiras, rebanhos à solta, tempo perdido, pouco dinheiro e o desejo secreto de comprar o mundo inteiro! Aperta o cinto até Janeiro. Angustia crescente, proporcional ao esvaziar da carteira, dores de barriga uma noite inteira. Nascimento de quem? Acho que não conheço! Do Pai Coca-Cola até sei o endereço! E olhar especado, no meio de uma praça, para uma árvore gigantone de metal… É assim e cada vez mais o nosso querido Natal!

Eu até gosto, mas longe da romaria comercial e de todos os locais onde possa vir a cruzar-me com bandos vidrados que, coitados, parecem não saber muito bem o que fazem ali. No entanto safei-me, a coisa até correu bem. Dos espanhóis importei a ideia das prendas no dia dos Reis (mais coisa menos coisa). Em geral, a malta faliu toda até ao dia 25 de Dezembro e os que resistiram a essa ruptura financeira não passam de dia 31. A partir de 1 de Janeiro é uma altura fantástica para se comprar as prendas em falta. Toda a gente está calma, as lojas estão vazias e a única fila que se corre o risco de apanhar numa caixa, é formada por todos os que vão a correr trocar as prendas que não lhes interessa. Os vendedores e empregados em geral estão calmos e bem dispostos. Primeiro porque já festejaram tudo o que havia para festejar até ao Carnaval. Segundo, já descomprimiram do stress sofrido nos dias anteriores com duas ou três bebedeiras que resolveram o assunto. Depois, dada a improbabilidade de alguém se pôr a fazer compras nos primeiros dias do novo ano, quem o faz é sempre muito bem atendido. Enfim, mas isto é a minha perspectiva pessimista do Natal (ou melhor, daquilo que o colectivo faz ao Natal). Posso muito bem estar errado no meu pessimismo. Talvez haja quem goste da confusão.
No fundo, aquilo que mais me custou este Natal, foi mesmo esta notícia! É sinal que continuamos um país de terceiro mundo com roupas de plástico. Imitações baratas dos belos tecidos usados pelos do primeiro. É um fingimento atroz, que muito deve enervar e afligir os países que há anos sustentam este mero vagabundo que, na sua farpela sempre rota, gasta os milhões da esmola em putas e vinho verde e ainda assim estende a mão a pedir mais. Um país bonacheirão e bem parolo, onde se veneram as multimilionárias catedrais, por vezes largadas às moscas, dessa droga acessível, muitas vezes único interesse real numa vida inteira de vazio, que é a bola e se deixa demolir sem grandes dramas, de qualquer espécie, a casa de um homem que entrou para a história por mérito do seu talento. Numa cidade, pelos vistos falida, onde cada buraco que se abre é uma fortuna deitada ao mesmo… Mas para isso, haverá sempre dinheiro!

sábado, dezembro 24, 2005

CNE

Ainda sobre a 'fenomenal' questão da CNE acerca da pretensa ilegalidade da Betandwin ao colocar as 'presidenciais portuguesas' na listagem de apostas, obrigo-me a apostar que a CNE... não é credível!


Feliz Natal... se puderem!









Bem, se puderem, se não pensarem em coisas tristes, se puderem viver uma fraterna na frente do bacalhau (os que tiverem o dito na frente do garfo), se puderem apertar os bacalhaus sem remoques, etc., etc., passem um Feliz Natal, mas pensem naqueles que não o podem fazer... se puderem!

terça-feira, dezembro 20, 2005

Raios!

Há alturas na vida em que as pessoas parecem impelidas a cometer imprevidências, pelas melhores razões, entenda-se, mas imprevidências.

Depois do tal debate, o desta noite, pensei ter visto raios e muitas faíscas que pareciam sair do íntimo de Mário Soares. E cheguei mesmo a pensar que isso só poderia ter acontecido por ele se ter arrependido - por um momento que fosse - de se ter metido nesta corrida à presidência.

Se o que me pareceu ver foi, ou for, verdadeiro, é pena, porque o 'velho combatente', agora sem inimigo real à vista, não necessitava de se ter sujeitado a tamanha punição perante um povo, a que ele chamou quase seu, pela invenção do regime que, do mesmo modo, pensa ter assinado, por baixo, a sua autoria!

O tempo é, na verdade, algo a que nós não temos acesso, e isso, por vezes,... magoa.
Pensam que me refiro à idade? Não, de forma nenhuma.

?

Acreditam?

segunda-feira, dezembro 19, 2005

HORUS

Muito para lá de Deus há um país
Onde o luar é duma outra cor.
Adivinham-se as rosas, não dão flor.
E as árvores estão poisadas, sem raiz.

Ei-lo, passa ao Sol-posto na alameda
Evoca e fica quedo erguendo os braços.
Prende nos dedos longos dedos lassos,
Os dedos do Mais Longe que se enreda.

Salas nos modos. O Passado extenso.
N alma há um jardim quase suspenso
Onde não desde Sombra. Ânsia absorta.

Portas nas atitudes que adormece.
Uma das portas não abriu. Esquece.
Meu Deus, o que estará para além da porta?

ALFREDO GUISADO, in «Mais Alto»

Critério editorial?

A velha questão acerca das fronteiras da informação numa sociedade democrática voltaram-se-me quando fui alertado pela leitura perturbadora desta edição do DN, na passada semana, abordando a questão dos movimentos de cariz neo-fascista ou nazi, em Portugal.

Existem maneiras de se tratar de um assunto. Várias, felizmente. Depois de ter percorrido as páginas principais que davam entrada à referida edição, fiquei com a sensação de que havia lido um artigo de propaganda de muita eficaz feitura.

Os responsáveis de tais organismos devem nesta altura estar deveras agradecidos a um jornal com pergaminhos, como é o DN, porque foi, decerto, de uma grande ajuda, para os seus sinistros e anti-constitucionais propósitos, todo a labéu que esteve exposto nas páginas do reconhecido matutino.

sábado, dezembro 17, 2005

O Pessoa

"Creio que estou sendo sincero. Tenho pelo menos aquele amargo espírito que é trazido pela prática anti-social da sinceridade".
excerto de uma carta de Fernando Pessoa a Cortes Rodrigues

FORÇA BRUTA!



Fuerzabruta é talvez um dos melhores espectáculos ao vivo da actualidade. Estreado em Lisboa a 8 de Novembro e formado por ex-elementos do grupo argentino De La Guardia, Fuerzabruta é na minha opinião o caminho para um futuro, já presente, da arte de performance. Corpos, luz, som e tecnologia ao serviço dos sentidos!

Difícil de definir, é como os próprios anunciam no seu site:

Fuerzabruta não é o teatro do futuro nem a obra que se repete uma e outra vez. Fuerzabruta é agora. Não inventa nada. Não serve para nada. É. Fuerzabruta é hoje.

Em suma: BRUTAL, ÚNICO, SENSORIAL!

A não perder, às 23:00h na Toyota Box, nas Docas de Alcântara. Só até amanhã, Domingo!
Mais informações no site da UAU - Produção de Ideias.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

A má notícia!







Está-me a parecer que a próxima má notícia, aquela grande má notícia que o Ocidente espera há um tempo já largo, irá surgir através deste 'orador', no mínimo, iluminado!

Em choque!

Acabei de assistir, pela primeira vez e sem querer acreditar, a um debate entre dois candidatos - penosamente 'de esquerda' - à Presidência da República de um país (e aqui estiveram o jornalista e um dos candidatos, o de maior experiência, de acordo) não possuidor de um estado democrático (surpresa?) e no qual foram ditas, de parte a parte, e agora muita atenção:... banalidades!

quarta-feira, dezembro 14, 2005


Pasteis de Belem_24 [Demagocracia]

Assassínio nos States

Foi assassinado (executado é o termo correcto no Ocidente civilizado) pelo actual Governador da Califórnia (antigo funcionário das artes cinéfilas e que detinha o poder de comutar a pena), e em nome da Lei (!), 'Tookie', um potencial Prémio Nobel da Paz!


terça-feira, dezembro 13, 2005

Sem comentário!

Esta é uma notícia que vou deixar sem qualquer comentário!

E a culpa é...

O candidato Mário Soares lamenta a 'falta de renovação na classe política'!
Penso que o lamento é extensivo ao país porque é o dito país que vai sofrendo com essa falta. Agora, a questão: e isso não se deu por...?
Está claro que nunca se poderá apontar uma só razão para tão 'infeliz fenómeno', mas, isso não se deu por...?
Lá estou eu com a pressa de ir buscar responsáveis! Como se o regime, luvre e aberto como é, para nosso bem, fosse compatível com responsabilidade! Sou... um chato!

Pasteis de Belem_24 [Reacções ao Galo de Barcelos]

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Público vs Privado

O João Pedro Henriques é um bom jornalista e um bom tipo que, como todos nós de vez em quando, gosta de dizer uns disparates. Eis três boas razões para gostar do JPH.

Passado o interlúdio músical, vamos ao que interessa:

1) Já leste o "Bilhete de Identidade", JPH? Por duas vezes, referiste que não. É bom escrever sobre o que conhecemos.

2) Se apenas leste as partes picantes - que ocuparão não mais do que uma página de um livro com mais de 354 pág. - à mesa do Snob enquanto esperavas pelo início da segunda parte do debate entre o Cavaco e o Alegre, estás a ser um autêntico voyeur literário, caíndo em absoluta e total contradição.

3) Sobre o livro já expressei a minha opinião aqui. Recomendo-o vivamente.
As questões intímas reveladas pela autora, não me merecem nenhuma censura e até as considero a parte menos interessante da obra. Não percebo, no entanto, como é possível escrever uma auto-biografia sem revelar aspectos da sua vida intíma, embora admita que a autora podia ter omitido os nomes das pessoas com quem teve relações. Legitimamente, porque só a ela compete tomar essa decisão, não o fez. Resolveu ser transparente.

4) A esquerda republicana e laica portuguesa sempre foi tão moralista como muita direita salazarista e clerical que adora criticar. Por muitas obras de Marx, de Hengels, de Lenine, de Trotsky ou de Gramsci que leiam para limpar as suas almas do ópio da religião e limar os defeitos próprios dos seres humanos, continuarão a ser mesquinhos, invejosos, cobardes, machistas, racistas e, para grande pena da f., homofóbicos.
Basta ver, como exemplo, a forma como os grandes partidos da esquerda portuguesa tratam as mulheres. No PCP, a mulher sempre foi tratada como um apêndice, como uma muleta, como a companheira dos camaradas que lutam pelos amanhãs que cantam. No PS, não me recordo de uma única mulher que tenha tido um papel importante no partido, com a excepção de Maria Barroso. O Bloco - e não é preciso dizer mais nada - tem a Ana Drago e a Joana Amaral Dias.
Apesar da fantástica e genial adaptação das quotas, a mentalidade ainda é a mesma.

5) Um dos maiores exemplos históricos do moralismo e da hipocrisia da esquerda portuguesa sobre a esfera pública vs esfera privada foi recordado, mais uma vez, na semana passada. Em 79/80, o PS de Mário Soares e Maria Barroso autorizou que um tempo de antena socialista criticasse a relação entre Sá Carneiro e Snu Abecassis quando o líder do PSD ainda não estava divorciado da sua primeira mulher. Eis um bom exemplo de mesquinhez de pequena-burguesia que não foi eliminado pelas bondades angelicais do socialismo.

6) Alguma esquerda moralista gosta mais de esconder do que assumir, criticando quem é transparente. A isto chama-se hipocrisia.
7) O "Bilhete de Identidade" conta a história de uma mulher que podia ter ficado por um casamento com um bom partido, um curso de culinária, vários filhos e uma vida pacata e sem dificuldades financeiras.
Filomena Mónica fez um percurso muito diferente das mulheres da sua geração. É parte desse caminho, e o contexto da sua família e da sociedade portuguesa entre 1943 e 1974, que a autora descreve no seu livro.
São estas razões pelas quais o livro deve ser lido.

Pasteis de Belem_19

Histerismos

Histérico, eu?! Ó João Pedro explica lá essa do que "no que toca a histerismo o homem é uma autoridade".

Eu só gostava de saber a opinião da f. sobre o "Bilhete de Identidade" e, já agora, sobre a tua sentença - repito - moralista. Será que a f. tem o mesmo ponto de vista que o JPH?

(E, atenção meninos e meninas, que a minha curiosidade tem só a ver com as opiniões da bloguer f. - por quem eu tenho respeito e consideração - sobre os chamados temas fracturantes).

Daqui a pouco vais ter que responder a outra questão - essa sim, mais trabalhada e elaborada.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Um elogio

Até que enfim um elogio a Maria Filomena Mónica! Ainda por cima sentido, honesto e descomplexado. Estava a ver que as críticas a um livro polémico iriam ficar pelas apreciações hipócritas e moralistas de criaturas que gostam de se ver como cosmopolitas - ler, como exemplo, JPH no Glória Fácil (com a atenuante de já ter pedido desculpa) - e Manuel na Grande Loja do Queijo Limiano. O Martim tem toda a razão.
Filomena Mónica teve coragem para escrever um livro que muitos - a começar pelos protagonistas da sua história - não queriam. Sendo uma mulher emancipada - ao contrário de muitas portuguesas - assumiu descomplexadamente a sua vida intíma, suscitando censura até nos esquerdistas bem pensantes - aqueles que defendem, entre outras grandes causas, a educação sexual e a distribuiçao dos preservativos nas escolas.
De facto, o livro vale não só pela qualidade da escrita, como também pelo retrato polaroid que Filomena Mónica faz do Portugal do Estado Novo com os olhos de uma rapariga/muulher da burguesia lisboeta. Vale também pela descrição de parte da elite sócio-económica do Estado Novo e dos chamados católicos progressistas, além de permitir conhecer um pouco melhor alguns intelectuais que, através da comunicação social, vieram ganhar importância no pós-25 de Abril como Pulido Valente, António Pedro Vasconcelos, César Monteiro, etc. Mas, essencialmente, vale a pena porque descreve parte da vida de uma mulher que quis ir mais além do que a sua família - e o Estado Novo - planeara para ela. Vale a pena, enfim, por descreve a luta de uma mulher pela sua empancipação.
Estranho, aliás, que o feminismo histérico residente no Glória Fácil ainda não tenha dado sinais de vida. Será que é pelo facto de, nesta história, não existir nenhuma bandeira de arco íris?

domingo, dezembro 04, 2005

Será este país uma fraude?

Não, o país nunca foi nem será uma fraude.
Mas há quem lute imensamente por isso, por transformá-lo no tal pântano democrático e diferente - para pior - relativamente aos seus congéneres europeus.
O nome deste filme: A justiça amansada!

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Será?

Escreve Paulo Gorjão no seu 'A Polémica Forçada', de hoje, que '... o PS está estrategicamente desnorteado...'.
Não será que essa é apenas uma aparência? Que PS é este? Estará definido ou para lá vai caminhando? Quantas vítimas contabiliza?
Não será este um plano estrategicamente delineado pelo homem do topo, desde a sua campanha para assegurar a direcção do PS?
Existe algum engano da parte do timoneiro no lançamento dos dois candidatos socialistas?
Onde vê o Paulo Gorjão o desnorteamento?
É um filme complicado? Sem dúvida! Mas não mais complicado que qualquer outro, seja qual for.
E isto não passa de um devaneio. No fundo, estarei a pensar alto e acima das nuvens (não vão elas muito baixas)! Contudo, é apenas um devaneio e nada mais que isso.
Claro que, mesmo assim, é preciso contar com Soares! Anda por cá há mais tempo e não deverá ser considerado, à partida, um derrotado resignado - em qualquer dos quadros, o nacional e o partidário.

quarta-feira, novembro 30, 2005


Pasteis de Belem_17 [Por ai fora...]

Mal contada!

Mal contada! Esta história cheira a esturro! Em Portugal existem muitas histórias mal contadas!

Estradas, Carros & CIA. – III



Em primeiro lugar gostaria de chamar a atenção para a forma como o Sr. António Costa define o comportamento dos portugueses na estrada: “sociedade bárbara”. Acho importante salientar isto porque sempre que penso neste assunto, surge-me a mesma dúvida: Se a sociedade é “bárbara”, os seus governantes serão exactamente o quê?

Uma das maiores anomalias intrínsecas ao lusitano é o instinto de imediata auto-desresponsabilização quando confrontado com qualquer espécie de acusação ou problema derivado do seu próprio desempenho. A culpa é sempre de outro que não o mesmo.

No caso das estradas nacionais e da sinistralidade ocorrida nas mesmas, observa-se isso mesmo. Os condutores são bárbaros e portanto a culpa é deles. Deixá-los morrer. Mas se não morrerem, ao menos que paguem e paguem bem por aqueles que morrem. Esta filosofia da culpa encontrada, facilita de sobremaneira a vida a quem devia ocupar-se destes temas. Estudos sociológicos e comportamentais e formas de intervir na mentalidade do condutor português, criando dessa forma a arma mais eficaz para combater o acidente, a prevenção. Tudo isto parece um conto de fadas e algo que nunca passou na cabeça de ninguém que nos tenha governado desde… Que eu me lembro!

E porquê? Porque é que uma intervenção de fundo deste género tem de soar a um sonho? O tipo de coisa que no nosso imaginário só acontece “lá fora”, no estrangeiro? Porque é que salvar vidas nas estradas de um país não é encarado pelos seus governantes com a mesma convicção, seriedade e sensatez que usa um médico para salvá-las num hospital? Será algo impossível de alcançar neste país? Porquê? Porque dá muito trabalho? Porque o prazo até à visível eficácia dessa mesma intervenção supera os quatro anos? Porque ia custar muito dinheiro? E mesmo sendo um centésimo do que custa a OTA, não se pode andar p’rai a esbanjar? Não sei. Talvez uma de cada.

Mas eles até fazem coisas, encontram soluções… As soluções deles é que não me parecem propriamente pensadas para resolver o problema. Parecem-me antes belas fórmulas de gabinete para encher os cofrinhos do estado. O mais estranho é que ninguém parece perceber isto e ninguém, com poder para tal, se manifesta publicamente, alertando à necessidade de direccionar as medidas tomadas a favor da real preservação da vida das pessoas e não contra fatias consideráveis dos seus rendimentos. Exemplo:

Ao fim de seis meses da entrada em vigor do actual Código da Estrada, o panorama era este:
O anti-bárbaro António Costa anunciava com satisfação que o cálculo encontrado pelo MAI apontava para uma média de menos um morto por semana. Facto que A. C. associa directamente ao respeito dos condutores pelo novo diploma e isto é importante.

O panorama positivo é reforçado pela DGV, segundo a qual se registaram, desde a entrada em vigor no novo CE (a 26 de Março) até 26 de Setembro, 545 mortes nas estradas, o que representa uma diminuição de 43 mortos relativamente ao mesmo período em 2004. Parece-me bem, até diria que afinal a coisa até funciona. Mas… Será que funciona?

Depende do ponto de vista! Se recuarmos um pouco no tempo, ao período entre Janeiro e Março de 2005 (em que já era do conhecimento geral que em breve daria entrada em vigor um novo CE bem mais “apertado”) por exemplo. Neste período verifica-se um aumento de sinistralidade mortal de 6,6% e isto torna-se mais grave quando constatamos que o número total de mortos desde o início do ano até 26 de Setembro é de 804.
A cereja no topo do bolo é o resultado prático do respeito que António Costa acredita existir no coração desses bárbaros amedrontados com o documento. Um recorde de registos de infracções muito graves parece ter sido a resposta dos mesmos bárbaros ao novo CE que, no ano da sua estreia, assiste já a um aumento de 101% face ao período homologo em 2004, são 24.956 ocorrências verificadas em 2005 contra as 12.053 em 2004.

Acho que os bárbaros não vão deixar de ser bárbaros enquanto alguém não se preocupar com as suas vidas em vez das suas carteiras.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Portugal e a Informática no seu melhor

Os cartórios notariais estão parados!

Todos os serviços dependentes do funcionamento destes locais de 'legalização' estão parados. Os utentes estão com os nervos em estado de sítio.

Questões legítimas: de quem é a responsabilidade pela má escolha do sistema? De quem é a responsabilidade pela falta de critério acerca da capacidade e poder de resposta do sistema?

Mais uma vez, o tal país que se quer desenvolvido vai deixar cair o assunto sem que alguém assuma o ónus da culpa.

Porém, acreditem que o negócio deve ter sido simpático para os seus protagonistas! Só me apraz escrever: "Fartai, vilanagem!".

sexta-feira, novembro 25, 2005

O Horizonte de Soares, no Público

"Para muitos portugueses, Soares representa um passado que, correcta ou incorrectamente, está na origem da situação actual do país. Um passado que querem esquecer."
Manuel Carvalho

quinta-feira, novembro 24, 2005

The Boss falou...

Pinto Balsemão falou e disse!
Os pactos de regime - fundamental. Um grande debate é preciso, para se chegar a uma solução que passe pela renovação de poderes presidenciais; de outra forma o país não vai sobreviver, diz ele!
Apenas um pormenor: esta conversa e o respectivo 'mãos à obra' têm pelo menos 20 anos de atraso - se quisermos condescender com o que foi a 'festa' dos primeiros anos de democracia em Portugal, com evidentes responsabilidades para todos os quadrantes.
Não me parece que vamos a tempo de 'relevâncias', mas como vivemos em 'terra de milagres'!...

Fingindo...




É evidente que as elites e o mundo político querem saber cada vez menos da fractura social. Preferem fingir que não existe.


Wolfgang Storz, Frankfurter Rundschau, Frankfurt

quarta-feira, novembro 23, 2005

A mais fraca

Era, na verdade, a mais fraca do grupo.
A equipa do SLB - fabuloso clube que consegue levar perto de 50.000 pessoas ao estádio de França - não tem classe para esta competição; só lá foi porque o resto das equipas portuguesas não têm por onde se lhes pegue. Uma lástima!

O Man United vem fazer a festa ao Colombo! Inevitável.

Ah!, o FCP, outra lástima. Se não fosse o Scolari estávamos perdidos para o futebol!

terça-feira, novembro 22, 2005

Segurança na estrada contra TV

Esta é uma notícia que acabei de ler na SIC Online.

Ao mesmo tempo, e olhando para o monitor de TV, verifico que está a passar um programa de nome TV Turbo, na SIC Notícias.
O 'pivot' conduz um Saab, equipado com tudo, e as imagens mostram o carro em andamento poderoso, passeando todas as suas potencialidades, numa estrada de dois sentidos.

Aproxima-se uma curva. A voz-off do condutor continua a descrição inerente ás qualidades da máquina, de como é bom conduzir o 'lindo' e tirar partido das suas capacidades nas mais variadas situações, quando, de súbito, a imagem 'assassina: o carro aproxima-se da curva, não na sua faixa de rodagem, na legítima, na legal, mas - e creiam na minha estupefacção - na faixa da esquerda em direcção à dita curva! Como se estivesse numa pista!, mas não estava, não era essa a imagem. De vez em quando o carro cruza-se com outros, portanto encontra-se numa estrada normal, aberta ao trânsito.

Palavras para quê? Foi você, Estado, que falou em Prevenção?

Não quero adiantar mais nada, calo-me, e qualquer palavra só irá servir para me sentir mais agoniado, no reino dos dislates e das irresponsabilidades.

E se, por exemplo, fores um cretino nascido fora dos centros onde tudo se decide, se não frequentaste os cursos elitistas que os dirigentes do teu país te ofereceram, se não fazes parte dos pensadores e dos teóricos da democracia portuguesa, estás lixado: não percebes que as imagens não querem mesmo dizer o que tu chegaste a pensar que queriam dizer, agarras no teu carreco, fazes um passe de mágica e imaginas que conduzes como o 'deus condutor da TV', imíta-lo naquela curva onde já te arriscaste algumas vezes e... truz!, bateste ou bateram-te.

E pronto, passas a ser um número como na notícia da SIC Online "este ano morreram blá, blá, blá.... ", e ninguém ficou a saber quem eras! Bingo.

segunda-feira, novembro 21, 2005

O futuro não é garantia de competência

Creio apenas saber que o romance não pode já viver em paz com o espírito do nosso tempo: se quer ainda continuar a descobrir o que não está descoberto, se quer ainda «progredir» enquanto romance, só pode fazê-lo contra o progresso do mundo.
A vanguarda viu as coisas diferentemente: estava possuída pela ambição de estar em harmonia com o futuro. Os artistas de vanguarda criaram obras, corajosas é verdade, difíceis, provocatórias, apupadas, mas criaram-nas com a certeza de que o «espírito do tempo» estava com eles e que, amanhã, lhes daria razão.
Outrora, também eu considerei o futuro como único juiz competente das nossas obras e dos nossos actos. Foi mais tarde que compreendi que o flirt com o futuro é o pior dos conformismos, a cobarde lisonja do mais forte. Porque o futuro é sempre mais forte que o presente. É ele, de facto, que nos julgará. E certamente sem qualquer competência.

Milan Kundera, 'A Arte do Romance' Citador

Coisas da Lua









Vista da Lua, a Terra é 4 vezes mais larga do que o Sol e 50 vezes mais brilhante que uma Lua Cheia.
NASA

'Amanhã é outro dia'

Frases plenas de significado

domingo, novembro 20, 2005

'Depois queixem-se'

Frases plenas de significado

Morreu José Azevedo



Morreu o Peter (José Azevedo) fundador do Peter Café nos Açores, para quem tive o enorme prazer de criar a mascote Peterzee.
Fica na memória de quem teve a oportunidade de o conhecer, o seu jeito caloroso de receber os forasteiros do mar.
Até sempre Peter.

sábado, novembro 19, 2005

A Dança

Porque é que os candidatos a lugares de refência na estrutura do sistema constitucional português se prestam a um pé de dança, quer gostem ou não, sempre que precisam de explicar ás pessoas as suas ideias relativamente ao cargo para o qual disputam eleições?

Só pode ser por castigo, não?

E já alguma vez foi feita uma estatística no sentido de se perceber se os que mais dançam têm usufruido de melhores resultados?

Foi por ser um dançarino exímio que Santana Lopes chegou a governar Portugal sem se prestar a uma prova de dança?

Será pela falta de sentido rítmico, condição inerente á 'portugalidade', que o país tem andado á deriva nos ensaios do 'ansiado concerto europeu'?

Não era melhor ofertar uma boa quantidade de adufes aos serviços da Presidência da República, no sentido de poderem servir de banda sonora ao futuro presidente sempre que necessitar do apoio da população, nas situações complicadas que se avizinham no futuro próximo?





sexta-feira, novembro 18, 2005

Francisco Anselmo Barros

No passado sábado, Francisco Anselmo Barros, ecologista de 65 anos, ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra a instalação de um projecto industrial na bacia de Alto Paraguai.

Fico sem palavras para um acto que independentemente de tudo o que o possa rodear constitui nos dias de hoje uma lição na relação e vivência neste planeta onde a materialidade económica contaminou todos os homens. Afinal parece que ainda existem exemplos de sacrifício em prole da preservação do meio físico e humano. Não é o sacrifício falso de uma intervenção militar que tem sempre por trás razões económicas, mas sim um acto do qual não se poderá retirar qualquer lucro que não seja a sensibilização dos órgãos do poder e das pessoas em geral.

Borraram a pintura!

Estes 'patriotas turcos' ainda têm alguma dificuldade em perceber o Ocidente.
Ai, ai, o que pensará o seu 1ª ministro?

quinta-feira, novembro 17, 2005

terça-feira, novembro 15, 2005

O orgulho de ser português!

No site da candidatura de Mário Soares e incluído no seu Manifesto Eleitoral surge esta ideia, inscrita numa frase:

"Reconquistar o orgulho de ser português"

É no mínimo estranho ver esta inscrição numa campanha de Soares. Se não visse não acreditava; pensaria sempre que onde se lê português se devesse ler europeu!

No entanto, e independentemente da surpresa (relativa e agora sem ponta de ironia), penso, também, que é mais do que urgente repensar a questão do 'ser português', porque tenho a convicção de que os modelos aplicados na construção da casa portuguesa têm sido copiados de outros, inadequados ao nosso conteúdo cromossómico, e que, decididamente, não nos servem porque ignoram a nossa natureza.

Seria, nesta altura, uma discussão muito interessante, e poderíamos levantar algumas questões que primam pela falta de 'correcção' política, correcção essa que nos tem sido impigida em litradas descomunais de informação alinhada, nos mais variados canais instituídos, sejam eles públicos, sejam eles privados.

Esta questão não pertence a Mário Soares, nem a ninguém, em especial. Pertence-nos, pura e simplesmente; é de todos.
Mas não se deve confundir o rabo e as calças, nem se pode exigir que, pelos exemplos oferecidos, até hoje, por quem de direito, aos menos aptos, e são milhares em Portugal, essa maioria possa apresentar-se, hoje, adulta, amadurecida, apresentando os níveis de consciência que seria suposto mostrar, de respeito por si, pelo próximo e, consequentemente, pelo seu 'estado'. Essa luta foi perdida e não há que inventar, dizendo ser esse o preço da democracia - é mentira. Infelizmente, o sistema, através dos seus condutores não conseguiu resolver o que poderia ter sido, ao menos, tentado!

Como dizia Teixeira de Pascoaes, afastado da lide do politicamente correcto, tanto no seu tempo como agora: - livrai-nos, senhor, dos que confundem as pernas e os braços com a cabeça!

Pode ser que ainda tenhamos tempo para aprofundar essa discussão sem assistirmos ao final sem glória de uma ideia concreta chamada Portugal.




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sábado, novembro 12, 2005

Monica Bedi

No site da SIC pode ler-se:

A extradição foi autorizada, na presunção de que Abu Salem e Mónica Bedi sejam condenados à morte ou a prisão perpétua.

A questão que coloco é: foi mesmo nesta presunção que a extradição foi autorizada? De certeza?

quarta-feira, novembro 09, 2005

A ilusão

Desde que Cavaco Silva apresentou a sua candidatura, todo o mundo virou anti-cavaquista. Até pessoas insuspeitas, como os caramelos Martim e Manuel, entraram na onda do bota abaixo. A crítica fácil e destrutiva – o “está mal, porque sim” - é uma característica da opinião publicada que me irrita cada vez mais.
Antes do anúncio formal da sua candidatura, jornalistas e opinion-makers sentiam imensas saudades do “rigor e da prosperidade económica” que Cavaco promoveu. Os sucessores António Guterres, Durão Barroso e Santana Lopes eram e continuam a ser arrasados por comparação directa com Cavaco.
Mas, constato agora, todos estavam iludidos. Não sei com que fundamento, tinham a esperança de que Cavaco Silva tivesse mudado. Tinham a ilusão de que o Cavaco de 2005 seria simpático, ágil, com piada fácil na ponta da língua, adepto do diálogo e, principalmente, muito bem acompanhado. Pensavam que a Maria já não teria grande influência – mas, em compensação, teria ganho um guarda-roupa de “mulher do Presidente” –, que o Fernando Lima desapareceria do mapa, que o homem do dinheiro não se chamasse “Zeferino” ou “Manuel Joaquim”…
Enfim, todos tinham a vã esperança de que Aníbal Cavaco Silva não fosse Aníbal Cavaco Silva.

Meus caros: nenhum homem de 60 anos muda de pensamento, de personalidade, de amigos e de mulher.

É de Cavaco que Portugal precisa no Palácio de Belém? Ainda não cheguei a nenhuma conclusão.

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terça-feira, novembro 08, 2005

Investigação séria!

Fomentar o estudo da cretinice em Portugal é um dever de cidadania.

E saber o porquê do aumento desta terrível anomalia que um dia poderá levar à extinção de portugueses com braços e pernas e a transformá-los em lixo com olhos e pedigree, os chamados detritos pasmados, é urgente.

Está generalizada a distribuição da maleita: sectores público e privado.
Se a isto juntarmos a malandrice, a quadrilhice barata, a esperteza típica do 'tuga', o resultado é assustador. Ler a notícia.



segunda-feira, novembro 07, 2005

?Alemanha?

Também tu?

? ! ?

A Europa experimenta uma atitude de incredulidade ao que se vai passando num dos seus órgãos vitais - a França!
Na 'terra da revolução' e 'nas outras terras de outras revoluções', a pergunta é:
como explicar este fenómeno?
Multiplicam-se as hipóteses, e as absurdas!
O que perspectiva este cenário?
Não ouvi! Pode repetir? Não... não consigo entender! ou 'Sim, percebo,... não preciso que me diga mais!'

E que notícia é esta?



sábado, novembro 05, 2005

Primeiro debate de ideias


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Discurso de Candidatura


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!

Nada perturba tanto a vida humana como a ignorância do bem e do mal.
Cícero

Estruturalmente assassino!

Convencionou-se em Portugal que matar um cão ou um gato nas estradas, sejam elas de cariz urbano ou não, e já para não falar nas auto-estradas - para mal dos nossos pecados sempre mal defendidas pela Brisa cobradora, mas com utentes à sua altura - , é um produto do fado português, da sorte e do azar, e... que se lixe, em suma: acontece!

O que quero dizer é que, independentemente de isso poder acontecer 'por acidente', o facto é que essa violência diária faz parte de um quadro de normalidade no nosso país.

O mais infame assassino é aquele que mata quem não se pode defender e, ainda por cima, foge.

Já ouvi dizer que um país com tantos problemas, com o número de desempregados a subir, com estados básicos de subdesenvolvimento na educação, na justiça e na cultura - porque a saúde é disso resultado - não se pode preocupar com os 'animaizinhos' que por aí vagueiam ao sabor das circunstâncias.
Não é verdade. E não é verdade porque o assunto deve ser posto ao contrário: só um povo cujo respeito pela vida e a defesa das condições de manutenção dos indefesos é primordial pode ser autónomo e capaz para poder fazer face, com sucesso, aos seus problemas políticos e organizacionais.

Assim, concluo, ao abrigo dos meus direitos democráticos, que o povo português, no qual me incluo, comporta-se como um vulgar assassino à solta, sem qualquer receio de castigo.

Quando conduzir, pense que não está sozinho e que existem criaturas que não têm culpa de ter nascido num mundo que, na verdade, não pertence a ninguém e que definitivamente não sabem ler nem possuem conhecimentos de trânsito.
E está nas mãos dos utentes exigirem, até para sua segurança rodoviária, a implementação de mecanismos que não permitam a circulação de outsiders nas estradas.

E,... por favor, não manche a estrada de sangue!

Está a chegar!

Estou com um pressentimento de que há Milhafre por perto!

Gralha? No título?

Valentim apoia Alegre!

sexta-feira, novembro 04, 2005


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Sinais!









Sul de Espanha, as fronteiras e o arame farpado, o exército e o 'tratamento' dos esfomeados. Agora... Paris, os de segunda, desempregados, os desintegrados, os interesses instalados, as lutas dos ditos, a fauna política caduca, 'primeiro nós' depois 'logo se vê', a ciência da Paz e da Guerra repleta de equações teóricas e os organismos em movimento, indiferentes às letras e números, cumprindo - e só - a natureza, no Wonderful World das Luzes. Sempre mais uma vez...
É a vida! como diz o apresentador do Gil.
O que se estará a passar com a inteligência da Europa e com a Europa inteligente?

Que tristeza!

Farto-me de olhar e... nada! De Milhafre, nem a sombra...

Pastéis de Belém_2

Pastéis de Belém_1

quarta-feira, novembro 02, 2005

Azar?

Afinal, eu estava com razão!

A verdade às vezes dói e veio ao de cima; e até a reacção do público à atitude 'desportiva' de Simão vem configurar um problema de 'falta de cabeça' que também impera no país.

Mas, enfim, e como é próprio dos mais fracos - bateram-se bem!

Ficam na história do SLB como a primeira equipa a perder com um adversário espanhol!


Definitivo!

Vi os primeiros 20 minutos de jogo, e o V&V da PT, vulgo SLB, até pode vir a ganhar, mas uma coisa tenho como certa - embora não dê para vender jornais -: deve ser a pior equipa do grupo!

Viva o Brasil!

Pastéis de Belém

terça-feira, novembro 01, 2005

Lesões!

Na RTP, Fátima Campos Ferreira pede ao público presente num debate sobre questões presidenciais para não fazer barulho!

Ao mesmo tempo refere que a espontaneidade no seu programa tem uma relação próxima com as touradas!

Vital Moreira, pouco depois, aponta o descanso com que se pode dormir com Mário Soares!

Um dos oradores convidados afirma, extasiado, que, em Espanha, as cabeças pensantes possuem um plano para atacar os seus problemas mais prementes!

A gripe, seja ela qual for, está a chegar e em força.