quinta-feira, setembro 29, 2005

Clubes portugueses e a Europa do futebol!

Parece no charco a 'fraude nacional de clubes' !

Portugal conseguiu atingir a III Divisão da Europa de Clubes ao fim de 40 a tal anos de saudáveis lutas desportivas.

Quando Mourinho ofereceu o último grande troféu ao futebol português de clubes, sabia que depois dele não sobraria mais nada. E na altura fê-lo com jogadores sem referência e a custo zero!

O rei vai agora mais nu!


Os excluídos da vida!

Torna-se evidente, e por isso nunca é demais escrever e divulgar, que João Carlos, o brasileiro assassinado em Londres pelas forças 'cegas' da polícia londrina, despejando no 'cão louco' (como a ele se refere a sua infeliz mãe) a sua frustração e a sua fúria através de uma chuva de balas de forma definitivamente injustificada, além de não ver devolvida a única coisa que teria importância, a sua vida, dificilmente terá limpeza na execução da justiça devida.
Nem as imagens aparecem; dizem que na altura em que se deu o crime as câmaras não funcionavam!

Fosse ele alguém de referência e tudo seria supostamente diferente.

As notícias que se vão referindo ao caso não terão hoje mais serventia do que uma rápida reza para uma urgente libertação de muita da nossa má consciência.
'Aconteceu, foi pena, mas a vida continua'! Não tem mais impacto que outra inócua notícia qualquer.

Como dizia aquele jornalista na TV, citado por José Gil no seu livro: "... é assim a vida!".


Curiosidades...

'Tendo em mente a ajuda que poderei prestar ao meu país e também no intuito de deixar o meu lugar aos mais novos, blá, blá, blá...", - deve ser algo como isto que dizem 'os sobas' quando chega a altura!
Você sabia que eu - Papa Amoras - me vou reformar com a terna idade de 49 anos? E com um bocadinho de sorte ainda vou arranjar outro emprego, que a vida está p'ró carote!

quarta-feira, setembro 28, 2005

Mais uma má notícia!

O desinteresse dos investidores estrangeiros por Portugal!

Entretanto, as campanhas eleitorais - muitas, imensas, caras, espectaculares (pelo lado triste e negativo) - vão-se desenrolando e, ao mesmo tempo, vão-nos mostrando um quadro no qual se vê uma tentativa desesperada de passar a imagem de que 'temos gente com ideias e determinação' para mudar o que está mal, em Portugal!

Simplesmente: patético!

terça-feira, setembro 27, 2005

Não perceberam!!!

O V&V, Koeman, e alguns jogadores não perceberam o jogo que realizaram em Old Trafford.
O melhor V&V não chegou nem chega para o pior Manchester U. dos últimos 20 anos!

A cobardia paga-se caro na Champions!

O avião!







Imagine-se Portugal visto do ar.

Aconteceu que, hoje, ao ler esta notícia, fiquei deveras impressionado. Pensei, ás tantas, que havia sido composta apenas para enfeite do meu desconfiado imaginário.
Entretanto, belisquei-me, e, ainda sem querer acreditar na veracidade da impertinente dor causada pelo resultado desagradável da prova a que me submetera, resolvi tirar um cochilo, na intenção de desmentir o sucedido, o que sucederia no momento do regresso à vida real.
E sonhei! Sonhei com uma situação que teve o condão de me ter colocado, ao acordar, perante uma situação que considero bem mais aflitiva. O sonho surgia-me como a consequência tardia da incómoda notícia.

Ano de 2050. A cena tinha lugar no interior de um pequeno helicóptero, onde pai e filho reflectiam acerca da paisagem que iam observand0, de forma admirada e atenta.

Dizia-lhe o pai, com terna paciência :

"... vê, meu filho, estamos a sobrevoar Portugal, o nosso adorado país que, dando uma imagem de vitalidade e força numa altura em que a nossa Europa se desunhava para conseguir ultrapassar os males intestinais que a perseguiam vigorosamente, resolveu investir - sem medo - em... 'aeroportos".

E os
aeroportos, às centenas, todos alinhados em intermináveis filas, desfilavam pelos seus olhares, tocados de um espanto cada vez maior!

"Muitos! Nasciam como batatas." continuou o pai, "Na ideia dos nossos passados benfeitores, tantos seriam eles, os aeroportos, que acabariam por obrigar o mundo, espantado e de olhos pregados em Portugal, a curvar-se diante do país e a conceder-lhe a importância desmesurada que ele sempre ansiou ter. Tornar-se ia, assim, um parceiro de peso, merecendo por isso o respeito dos demais." O miúdo, entretanto, olhava o pai com admiração e acentuada curiosidade!

"Meu filho, aproveitando o facto dos deuses dos ares haverem sido benéficos para com o território nos primeiros cinco anos do século XXI, amputando-o do verde vital através de ainda hoje inexplicados fogos que apareciam inesperadamente, de alto a baixo, esses nossos heróis governo-pensadores da altura, resolveram investir todo o pouco dinheiro que se encontrava no fundo dos bolsos mais bem guardados, em aeroportos, ideia terrivelmente inovadora, nessa altura de tantos perigos." Agora, o vigor do pai, orgulhoso da descendência de tão brilhante espécie de ideólogos, encontrava-se em crescendo e já a sua cara espelhava uma satisfação incontida, transbordante de uma inevitável vitória impossível de conter, mas não de contar.

"E foi assim, meu querido filhinho, que nós, os portugueses, os maiores construtores do mundo conhecido, soubemos resistir ao que na altura parecia ser uma situação perdida.
O dinheiro passou a entrar a jorros no país, as pessoas passaram a ser ricas e felizes, os outros europeus e cidadãos do mundo, ao perceberem que a única coisa que podiam cá fazer era aterrar de qualquer maneira e em qualquer posição, resolveram destruir todos os seus inúmeros e velhos aeroportos, passando, todos eles, a utilizar os abençoados aeroportos portugueses.
E desde aí - meu adorado filho - Portugal passou a ser conhecido em todo o mundo como... o avião!"



Os mistérios de... Jorge!







"No PS, as pessoas tomam as atitudes que entendem e são depois avaliadas pelos seus actos politicamente", avisou Coelho.

'Alegre... não é problema!'










Oh, senhor doutor Soares, então não há mesmo problema?

sábado, setembro 24, 2005

Um Pedro especial...

Também o 'povão' deve ter ficado estupefacto com esta 'lusa lei', que faz com que Pedro Santana Lopes se encontre reformado aos 49 anos, por 30 anos de exercício de cargos públicos.
Está na lei, está na lei! Cumpra-se.
Já Cavaco Silva se quedou estupefacto - só pode ter sido com a lei em vigor! - com o caso de Fátima Felgueiras, dizem as notícias de ontem.
Bem, estamos a entrar na próxima fase do desenvolvimento sustentado; chama-se a fase da 'estupefacção'!
E pensar que os nossos 'fazedores de opinião' têm sustentado nos últimos tempos a ideia de que Portugal é um país modelo, no que se refere a leis!

Só Mais Uma Noite Com ELLA!



Bem sei que este post chega tarde e a más horas, mas não posso deixar de recomendar aquilo que vi ontem à noite e considerei um dos melhores espectáculos de palco a que assisti no nosso país. É da companhia Lisboa Ballet Contemporâneo e chama-se “Uma Noite Com Ella”. Esta performance de dança contemporânea pretende ser um tributo à vida e à música de Ella Fitzgerald, sendo dela portanto todo o pano de fundo sonoro. Em termos cénicos, a luz e a cor ganham dimensões espantosamente expressivas dada a simplicidade das opções utilizadas, que contribuem em muito para aproximar o espectador de uma outra dimensão, perto dos sonhos, onde nos deixamos embrulhar num manto quente, tecido de musica, cor, luz e movimento.

Sem dúvida um espectáculo a não perder, coreografado e cenografado por Benvindo Fonseca e com a participação de todos os bailarinos da companhia: Isadora Ribeiro, Alessandra Cito, Ana Santos, Ângela Eckart, Débora Queiroz, Hugo Martins, Marcelo Magalhães e Nuno Gomes. Partidipam ainda o saxofonista Eddy Jam e a cantora Marta Platier. O desenho de luz é de Paulo Graça e os figurinos de José António Tenente.

Quem quiser passar a “Noite Com Ella” só tem hoje, Sábado às 21h00 para o fazer, no Teatro Camões, Parque das Nações. Os bilhetes variam entre os 5,00 e os 20,00 euros, por isso não há desculpas! Vale mesmo a pena ver.

quarta-feira, setembro 21, 2005

A Pior Série de TV do Mundo!



Hoje perdi algum do meu tempo a ver mais um episódio daquela série que passa no canal AR. Para que não esteja a ver o que é: Assembleia da Republica. Fiquei triste com a falta de qualidade dos conteúdos deste canal, hoje talvez mais do que nunca. Para além do argumento em geral ser mau e a execução técnica medíocre, o casting é pouco interessante e os temas demasiado “batidos”. Como qualquer programa de televisão, também este tem uma fórmula que, a meu ver, já está gasta e cai no pior dos erros, é previsível. Achei bastante penoso e injusto o personagem Mendes ter um guião muito mais fraco que o do seu antagonista Sócrates.

Quem escreve os diálogos do Sócrates, embora esteja longe de ser genial, apesar de tudo consegue um discurso mais “cheio” e vivo, mostrando nitidamente de que lado está o dinheiro. O Mendes por seu lado, dependia de um texto fraquinho, murcho, sem a força e a vitalidade que os opositores em qualquer série costumam ter. Fez-me lembrar um filme que detestei por isso mesmo, “O Gladiador”, em que de um lado temos um Russel agressivo, sanguinário, ex-militar, invencível e virtualmente imortal e como antagonista, aquela amostra de actor o Joaquim “Fonix”, um débil e efeminado imperador, cheio de maneirismos desinteressantes e sem cara para levar um par de estalos, muito menos do Russel, que desde os primeiros minutos de confronto é claramente o vencedor.

Ora se o mau não mete medo e o bom é infinitamente mais forte e superior (atenção, esta questão de "bom" e "mau" não se aplica directamente à série da AR, porque aliás, para mim são todos facções do mal. O interesse deste exemplo é apenas o desiquilibrio de forças entre antagonistas), qual é o interesse do filme? Pois foi exactamente isso que hoje senti a ver a tal série da AR. Aquilo cá para mim já não dura muito. Quem aguenta anos a fio ver uma data de gajos com gravata, num décor todo em madeira que a única coisa que fazem é ataques, defesas e contra-ataques, sempre da mesma maneira e sobre os mesmos temas? Se ainda avançasse, se houvesse aquela dinâmica das séries americanas em que a cada episódio as personagens se deparam com um problema e têm obrigatórimente que o resolver, fascinando o público com o rol de idéias que trocadas entre presonagens dão origem a uma solução, acabando por ter um papel didático junto do espectador, isso está bem. Sempre empolga e dá alguma emoção à coisa. Agora aquela pastelice? Pelo amor de Deus!

Já agora, só uma nota com graça. Isto da televisão é de facto um perigo para mentes mais incautas. No outro dia encontrei uma pessoa que estava convencida e me queria convencer a mim que a série que passa no AR é mesmo verdade e que aquele bando de actores de segunda são mesmo uns gajos que governam o nosso país… Fartei-me de rir!

Estou Alegre, porque não estou só!

Admiro os poetas. Todos os poetas. Todos. Sem excepção.
Até os maus poetas têm desculpa - o que não é o caso, como verão! -.
E têm desculpa porque trilham os caminhos que os separam da perfeição. Buscam-na, uns com mais paciência, outros, talvez, com a insustentável leveza do ser que muitas vezes os define.
E nisto do caminhar pode ser encontrada a chave do homem contemporâneo: a busca é mais importante do que o resultado, diz quem sabe. E porque não, o sonho ainda comanda a vida!

Foi com alegria - por ficar confortado relativamente à conclusão: - não estou sózinho!, continuo a ter reservas ao funcionamento partidário em Portugal - que li uma crítica, e tão dura ela é, acerca do mal dos aparelhos partidários na realização da democracia, como ele a entende, possivelmente misturando ingredientes de insuficiente proteína animal no miolo, tornando-a assim numa utópica questão, q.b..
Alegre chega a referir-se a ela como sequestrada! Aqui, o desencanto do político é total. Eu nunca me atrevi a tanto! E não tenho a responsabilidade que Alegre carrega, como iniciado num partido de referência da cena política portuguesa e como passado/futuro candidato presidencial. Mas foi esta democracia, foi este resultado que ele e todos os seus contemporâneos construíram. Ou não terá sido assim?

É sempre complicado, no término de qualquer obra, o artista perceber que, afinal, a teoria onde se apoiou para a produção da obra não continha argumentos suficientemente sólidos para a desejada consolidação da estrutura.
Não estará sequestrada a disputadíssima democracia portuguesa; as suas instituições, mal ou bem, parecem ir funcionando, embora fora dos cânones do desenvolvimento pretendido, arrastada e muito pachorrentamente, com um futuro complicado; bem, 'vai-se andando', como se diz por cá.
Talvez tenha no seu útero um traço darwiniano levado ao extremo pelo sentir lusitano, que nestas coisas de sobrevivência nunca brinca nem brincará!

Meu caro, deixe-me tratá-lo por Manuel, o Alegre neste caso não fará muito sentido, presumo. Também eu fico muitas vezes a cismar: que bom seria viver a democracia (em Portugal) se conseguíssemos ser aquilo que não somos!

terça-feira, setembro 20, 2005

O país da pequenada!

A democracia, senão for ensaiada, ensinada, regada a partir de tenra idade, da mesma forma que se mata a sede ás plantas de um jardim, dificilmente irá ser percebida e vivida por um qualquer cidadão.

É importante explicar o que é o Estado, como se compõe, quais os factores determinantes para a sua existência, o que são as forças de segurança, de quem dependem, qual a sua especial situação relativamente ao resto dos cidadãos, etc.. Seguidamente, devem ser explicadas as regras para a manutenção de um estado que se pretende democrático. Certamente, existirão constituições menos dúbias que a nossa em aspectos fundamentais no regular funcionamento de países democráticos.
Apesar de serem passíveis a aplicação de algumas originalidades, no âmbito da vivência democrática, que acabam por dar sentido ao seu desenvolvimento como processo e sistema politico, haverá sempre lugar à execução de algumas práticas provenientes de exemplos já testados em lugares, sem dúvida, mais desenvolvidos, democraticamente, e com mais tempo de vida dessa apetecida vivência.

É sabido que todas as questões que relevam da relação entre Governos e instituições militares, especialmente aquelas que dizem respeito às condições de manutenção, proventos e privilégios dessas instituições, devem ser tratadas com um sentido de estado efectivo pelas duas partes. Essa relação, para bem de todos os cidadãos, da sua paz e da sua segurança, jamais deverá descer à praça pública, e deverá, do mesmo modo, estar salvaguardada pelo carácter especial que define a ligação entre as partes acima referidas.

Ou seja, quando a rua sobrevém numa relação entre estas entidades, estamos (a população, os cidadãos), seriamente ameaçados.
Se vivêssemos num estado ditatorial, estaríamos em presença de uma divisão perigosa que poderia (porque não?) levar até a um hipotético estado revolucionário; no caso actual, pensamos que este pretenso confronto – em virtude do nosso estado democrático e da nossa posição como elemento de direito da UE – prefigura uma anomalia, uma doença estranha e perigosa no tecido militar, braço natural do nosso estado democrático.

O que se tem passado com a tal Associação que provoca, convoca o povo de Lisboa, fala em passeio desarmado, controla os fóruns de rádio, insulta o Governo chamando-lhe de prática fascista (se lá estivesse a oposição o léxico não derivaria), etc., é um insulto ao bom senso dos contribuintes e ao pretenso desenvolvimento da democracia portuguesa.

A democracia tem contornos processuais que limitam, felizmente, a tendência que cidadãos menos precavidos têm para reagir impulsivamente a situações que lhes são, por vezes, e como acontece com outros sectores da vida publica e privada, desfavoráveis.

Que se cumpram as regras democráticas e que se enviem os nossos militares para os quartéis – já -, porque a brincadeira está, na minha opinião de cidadão, a ir longe demais.

Será talvez desnecessário referir-me ao papel hipócrita que o PCP tem demonstrado nesta fase de descontrolo mediático, acirrando os ânimos quando deveria ter decoro pelas regras que também são as suas, porque faz parte deste estado e deste país.

Outra coisa: os tempos mudam, e com o tempo tudo muda. Se por um acaso próprio da história das gentes, os militares e as suas associações não percebem que os seus problemas devem ser resolvidos nos locais apropriados, segundo a norma que lhes é própria, então, nós, portugueses do século XXI, estaremos a passar a ideia aos parceiros actuais europeus e ao mundo em geral que acabámos de inaugurar a vida de um país no reino do absurdo.

Consegue ver a morte?













Estas três personagens, normalíssimas (à primeira vista), passageiros de uma carruagem qualquer, numa cidade qualquer, num país qualquer, preparam-se para se fazerem explodir em local por eles estudado, com minúcia.
Londres
, uns dias depois desta cena, precisamente no passado dia 7 de Julho.

A especialização do 'terror' - uma criação apenas ao alcance do ser humano!

É mesmo fraco!

Alguém percebeu porque estava o 'comunicador' da Sport TV a mandar loas para o ar, dizendo que se tinha acabado de assistir a uma segunda parte espectacular, no Nacional-Sporting de ontem à noite?

O Co tem total razão: além da nossa Liga ser fraquíssima, ainda temos que levar com 'promissores rapazes' a contar histórias do outro mundo acerca da 'desgraçada'.

E o professor Peseiro também parece não ter percebido que a final perdida do Sporting e todas as vitórias do José Mourinho no FCP, nos últimos anos, não chegam para validar a dica de que o rei vai e continua nu!

sábado, setembro 17, 2005

É pena...!

Com pena, assisti hoje a uma má prestação de uma personagem que deveria ser exemplo ou parte da referência para o futuro da democracia, em Portugal.
Almeida Santos falhou!
Terá sido o receio que se lhe propõe através de uma vista amargurada do país democrático que ajudou a criar? O receio de passear o olhar por uma terra portuguesa, hoje, sem as armas do conhecimento necessárias para evitar a perda da sua independência, num futuro que se antevê algo cinzento, para mal dos nossos pecados?
Quer ele queira ou não, este país tem a sua marca ou a sua concordância.
Agora, cede à tentação hipócrita de considerar um iminente candidato à Presidência da República, Cavaco Silva - que faz parte integrante desse Portugal por ele sonhado e pouco realizado - uma assombração próxima de Salazar.
É pena...!

sexta-feira, setembro 16, 2005

Guernica


Pablo Picasso (1881-1973)

Durante a ocupação nazi, um oficial da Gestapo brandindo uma reprodução da obra Guernica* perguntou ao Picasso:
-Foi você que fez isto, não foi?
ao que Picasso respondeu:
-Não, foram vocês.

*Guernica - capital da província Basca que a 26 de Abril de 1937 foi alvo de bombardeamentos por parte de aviões alemães por ordem do General Franco.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Estradas, Carros & CIA. – II



A questão que pretendo abordar com a exposição do artigo seguinte, prende-se com uma grande preocupação minha no que toca ao tema da “responsabilidade” quando se fala no monstruoso grau de sinistralidade automóvel que se vive em Portugal. Mais uma vez é o caminho do fácil e aparentemente óbvio que reina quando se trata de justificar as razões para este flagelo. A culpa é sempre do condutor e sempre pelas mesmas razões: Excesso de álcool e excesso de velocidade (nunca é sequer mencionada a velocidade excessiva, essa sim, causa de muitos acidentes e mortes na estrada). E a própria estrada? Quem não correu já o risco de sofrer um acidente devido ao mau estado de conservação, ao traçado incompetente ou à má sinalização de uma via? E nestes casos, quem se responsabiliza? Quem paga multas ou vai a tribunal acusado como assassino? Espero que o texto seguinte vos ajude, como a mim ajudou, a compreender uma parte das causas deste grave problema.


FALTAM 100 MIL QUILÓMETROS POR CLASSIFICAR
PORTUGAL É REINO DE ESTRADAS SEM DONO

Os números são impressionantes. E elucidativos. Em Portugal, em pleno século XXI, existem ainda cerca de 100 mil quilómetros de estradas sem “proprietário”. Ou seja, vias pelas quais ninguém responde e cujas condições de circulação atingem, muitas vezes, o grau zero. Como se observa no gráfico* apresentado pelo Centro Rodoviário Português, as redes municipais são aquelas que mais preocupam, já que ninguém lhes parece querer pegar. Sabe-se que a administração central pretende passá-las para a esfera de competências das autarquias. E que estas se dizem sem condições financeiras para as suportar sob a sua tutela. O consenso não se avizinha para breve, mas, segundo fonte afecta ao ministério das Obras Públicas, passará pela participação activa de empresas privadas na responsabilidade, gestão e manutenção destes troços verdadeiramente “órfãos” de pai e de mãe.

In: Automotor, nº195 – Vol. 17 – Setembro de 2005


*Na impossibilidade de reproduzir a imagem do gráfico, coloco abaixo uma lista com os valores indicados no mesmo.


EXTENSÃO ACTUAL CLASSIFICADA:

Auto-Estradas: 3.000 Km
Rede Nacional: 8.000 Km
Redes Regionais: 5.000 Km
Redes Municipais: 100.000 Km



EXTENSÃO A CLASSIFICAR:

Auto-Estradas: 0 Km
Rede Nacional: 0 Km
Redes Regionais: 15.000 Km a 20.000 Km
Redes Municipais: 80.000 Km a 100.000 Km

No comments!

Estradas, Carros & CIA. – I



Como todos sabemos, o carro e o condutor são dois dos alvos favoritos dos cofres do Estado. Desde o I.A. (Imposto Automóvel) até ao C.E. (Código da Estrada) tudo é meticulosamente concebido de modo a garantir uma despesa absurda por parte de quem tome essa corajosa opção que é a de possuir um automóvel. Como amante que sou dessas máquinas vulgarmente conhecidas como carros, pretendo com esta espécie de rubrica a eles dedicada (e a tudo o que lhes diz respeito) partilhar convosco alguns factos chocantes e a meu ver de extrema injustiça num país onde o discurso politico diz pretender salvar vidas mas na prática as acções se resumem a encher cofres.

INFRACÇÕES DE TRÂNSITO “PERDOADAS”
DESPACHO AMIGO DAS ALTAS PATENTES

Três detentores de cargos políticos foram perdoados de infracções de trânsito que praticaram, ao abrigo de um despacho emitido pelo Comandante-Geral da GNR em funções em 1986. Jorge Lacão (PS), Pedro Duarte e Castro Almeida (PSD) são apenas os rostos conhecidos de um número indeterminado de políticos, magistrados, diplomatas e agentes de forças de segurança que beneficiaram da isenção de pagar as respectivas coimas de trânsito durante um período de nada menos do que 16 anos (1986-2002)!

Segundo o Correio da Manhã, que revelou o caso, a circular 3177 foi tornada publica pelo advogado de um dos 195 agentes da Brigada de Trânsito suspeitos de corrupção, Manuel Matos Antão, durante a 15ª sessão do julgamento a decorrer no tribunal de Sintra.

O documento, datado de 30 de Abril de 1986, foi assinado pelo então Chefe de Estado-Maior da GNR, brigadeiro António Marquilhas, e ordenava que “todos os condutores infractores cujas qualificações profissionais encaixassem nesta directiva fossem apenas identificados e alvo de uma participação aos respectivos superiores hierárquicos”, incluindo esta norma tanto viaturas do Estado como particulares. Todavia, ao Correio da Manhã, o autor da polémica missiva, António Franquilhas, confessou já não se recordar do contexto em que terá elaborado tal texto, garantindo, porém, que no mesmo apenas estariam consagradas as infracções cometidas “em missão de serviço”.

Recorde-se que a revogação deste despacho apenas aconteceu a 12 de Novembro de 2002, pela mão do, à data, Ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, coincidindo este acto, muito oportunamente, com a “explosão” da polémica da alegada corrupção da BT.

In: Automotor, nº194 – Vol. 17 – Agosto de 2005

Mas, garanto-vos eu com conhecimento de causa, que ainda hoje um rosto conhecido ou um nome proeminente certamente evitarão o pagamento de uma coima, sendo este portanto um problema de conduta e não apenas uma questão ligada a qualquer circular ou outro tipo de documento.

segunda-feira, setembro 12, 2005

O Fim Do Verão!


Claude Monet

Eis que chegámos ao fim do Verão. É tempo de voltar ao trabalho, ao stress da cidade, ao convívio com os rostos conhecidos, aos locais por algum tempo esquecidos. Para trás ficam o mar, o calor infernal (mas tão bom), o descanso cansado e as vergonhas de um país queimado.

Foi mais um ano excelente para o negócio do fogo e, ao avaliar as medidas anunciadas pelo governo (e porque não sobra muito mais para queimar), atrevo-me a dizer que este talvez seja o último, pelo menos com as dimensões a que nos temos vindo a habituar. Para as televisões isto será um drama em termos de audiências. A partir de agora, durante o Verão, vai ser mais difícil conseguir a quantidade monstruosa de material vendável que os incêndios proporcionam. Dantes eu achava que era a espectacularidade das chamas gigantescas e a bravura dos homens que as combatem que faziam vender o peixe a essa cambada abutres necrófagos, mas este ano percebi que não. É ainda pior e mais decadente. O que vende pelos vistos são os gritos e as lágrimas daqueles que tomados de uma total inépcia constatam o tudo perdido, queimado, enegrecido. Ponham umas senhoras aos gritos, a dizer que já não têm nada e aquilo vende. Os homens não rendem tanto, choram menos e não gritam, pelo menos não com a estridente frequência aguda que a mim me faz desejos de rebentar a televisão, ou mais pacificamente, mudar de canal. Nada mais interessa. Umas entrevistas de conteúdo vago com uns presidentes da Câmara, ou das Juntas, uns bombeiros exaustos, umas árvores a arder… Tudo acessório, servindo apenas para compor a reportagem e “ensanduichar” o essencial, a gritaria das senhoras que tudo perderam. Ás vezes há uns bónus, animais esturricados ou alguém que morreu. Também isso vende bastante, mas é mais raro e arrisca (no caso dos bichos calcinados) a que certa gente mais sensível mude de canal. O problema é que os velhos (e Portugal está cheio deles), parecem hipnoticamente atraídos por tudo quanto é desgraça e trágico fado, dos outros claro. Os gritos de sofrimento são baladas de encantar e a perda de vidas inteiras alimentam a catarse daqueles que, tendo perdido as suas, se deixam definhar em frente ao aparelho esquecendo o mundo inteiro de que ainda podem desfrutar, mas que se tornou perigoso demais, porque o enervante objecto parlante assim lhes diz e disso os convence. Por isso o melhor é ficarem ali, sentados a morrer lentamente, embalados pelas desgraças que os vão aproximando da cova e aumentando o temor a Deus e aos homens.

Agora, só para desanuviar, vou armar à revista da moda e fazer uma pequena lista de “MAIS” e “MENOS” deste Verão:


MAIS:

Tamariz (Estoril) – A selva, no bom sentido. O único sítio com vida nocturna a sério para quem fica por Lisboa ou arredores em Agosto. Pouca roupa e muita acção num espaço agradável em frente ao mar.

GNR (BT)Embora não perdoem (o que dói, a mim doeu-me 250,00 €) e as “operações STOP” soem a uma grande “tanga” (o que interessa não é salvar vidas, mas encher cofres), o facto é que os agentes estão cada vez mais polidos e educados. Comunicam de forma coerente e compreensiva com o público alvo (a malta jovem dos 18 aos 35 que anda nos copos) e pode dizer-se que quase atingem o estatuto de “baris”.

Algarve (Água do Mar) – Três meses de água quente e quase sempre limpa. Ao contrário de tudo o que depende da intervenção humana: Algarve - A natureza no seu melhor.
Casa da Guia (Cascais/Guincho) – Um dos sítios mais agradáveis nos arredores de Lisboa para se tomar um copo ao fim da tarde ou jantar nas noites quentes do Verão. Acolhedor, simples e de certa forma original, não sofre do pretensiosismo característico deste tipo de oásis da qualidade de vida.

C.I.’s (Corpo de Intervenção) – Treinados para bater e controlar multidões, são de uma grande eficácia na resolução dos problemas característicos de noites quentes com muito álcool à mistura. Resolvem e fazem esquecer qualquer cena de pancadaria em cerca de um minuto e vinte e três segundos, contados ao cronómetro, trazendo de volta num ápice, a paz e serenidade de uma calma noite de Verão.


MENOS:

Algarve (Turismo) – Junho e Julho sem ninguém e em Agosto a abarrotar. A maior discrepância de que tenho memória. Sempre desagradável pelo excesso dos extremos. A falta de infra-estruturas para as grandes enchentes de Agosto, tornam o Algarve num verdadeiro pesadelo. Pior até do que Lisboa na altura do Natal. No entanto é de assinalar o crescente civismo sentido nas praias, onde verifiquei uma acentuada diminuição de jogos de futebol organizados por animais acéfalos “em cima” das pessoas e outras barbaridades desrespeitosas afins, tornando tudo mais calmo e agradável.

Televisão Portuguesa (Canais Generalistas) – Deplorável. Do pouco que vi tive vontade de não ver mais. Especial relevo para os noticiários com a sua postura brejeira e populista, denotando a crescente falta de rigor e moralidade (sobretudo no que toca aos incêndios). Há quem fale mal da ficção portuguesa (séries, novelas e programas humorísticos), mas atente-se na forma como é tratada a realidade e de repente tudo isso parecem programas de luxo.

Governo Cada vez menos preocupado em disfarçar o seu papel de fantoche ao serviço dos grandes interesses económicos. Vergonhosa actuação dos seus membros em diversas ocasiões muito em especial no tema do fogo.

FogoAgora sim foi o limite. Já ninguém duvida que a mão criminosa não é a de uns loucos espalhados pelo país com fósforos e latas de gasolina. A máfia do dinheiro mostra os dentes em Portugal e o povo fica a ver, de braços cruzados e lágrimas nos olhos.

Clube KUm espaço agradável e bem conseguido. Infelizmente corre-se o risco de o staff, talvez pelo espírito contagiante da clientela, encarnar a ideia de que também eles estão de férias. Numa noite com pouco movimento (sim, pouco movimento na segunda quinzena de Agosto) é mais ou menos assim: Um porteiro com ar de mau, como parece ser da praxe no grupo K; Uma porteira mágica (não está lá quando se entra, mas quando se sai: tcha-raam…); Um consumo mínimo obrigatório de 15,00 € (que só dá direito a uma bebida, o que se torna muito mais caro que o Lux); E uma menina (única) da caixa que entrega os tais cartões obrigatórios e que também não está lá. Esta não por magia, mas porque faz anos e foi beber uns shots com os colegas! E eu? Quanto tempo tenho de esperar até poder beber os meus? Ridiculamente pretensioso, um estabelecimento que quer primar pela exclusividade e onde nada funciona.

Segurança Social (Av. Da República) – Dois dias lá passados para pagar a “cotas” em atraso ensinaram-me o seguinte: Uns tipos que se dizem "aflitos" de dinheiro e falidos não têm uma porcaria de um terminal de MultiBanco para RECEBER DINHEIRO! Senti-me um pouco estúpido por ir tão prontamente dar dinheiro aos coitados e no fim ter de lá voltar no dia seguinte (porque não uso cheques nem sou obrigado a usá-los) com um bolso cheio de notas. Concluo portanto que afinal, a alegada falência desta instituição deve ser mentira. Quem precisa de dinheiro, a primeira medida que toma é a de não deixar desculpas a quem tenha de o pagar, o que nitidamente não é o caso. A outra coisa que aprendi foi que tenho uma grande resistência ao calor. No primeiro dia suportei uma fila (em pé o tempo todo) durante quarenta minutos num edifício SEM AR CONDICIONADO (será para dar o tal ar de que não têm dinheiro e estão na banca rota?) em que na rua se faziam sentir 33ºC e não desmaiei! No segundo dia foi bem pior. Enfrentei uma fila durante uma hora e cinquenta minutos (também sempre de pé) e com temperaturas no exterior na ordem dos 36ºC. Lá dentro fazia mais calor do que na rua, talvez devido à quantidade impressionante de gente, em stress e de pé, que havia por metro quadrado. Ai também não desmaiei e foi um enorme alívio sentir os frescos e saudáveis 36ºC na avenida quando sai do dantesco edifício. Pergunto eu, para onde vai o meu dinheiro enquanto contribuinte se a Segurança Social (e coitadas das pessoas que lá trabalham) no ano de 2005, em pleno séc. XXI, NÃO TEM MULTIBANCO NEM AR CONDICIONADO? Até a roulotte das pitas shuarmas do Campo Grande tem MultiBanco meus senhores e hoje em dia qualquer barraca ou carrito da tanga traz ar condicionado!

PS – A Segurança Social na loja do Cidadão, à qual é feita uma propaganda fabulosa a dizer que tratam de tudo (até têm uns posterzinhos engraçados a falar nisso) também tem os seus truques na manga. É que eles dizem que se pode tratar lá de tudo, mas esquecem-se de dizer que lá NÃO HÁ TESOURARIA! Ora tudo isto me leva a crer que a Segurança Social não está muito preocupada com o dinheiro que tem a receber, senão tomaria todas as providências para recebê-lo. E depois ainda vêm dizer que estão falidos? Devem estar a brincar comigo!

domingo, setembro 11, 2005

Leituras...

Os modelos apresentados nos últimos trinta anos esvaíram-se. Se recorrermos ao que foi dito pelos grandes dirigentes, verificaremos que a nossa educação política foi edificada através de sofismas e de uma mitologia vocabular exemplarmente eloquente e paradigmaticamente leviana e manipuladora. Falaram-nos ao primarismo das emoções. Ocultaram o primado da razão. Forjaram gerações de obedientes. Não exerceram a pedagogia do civismo, naturalmente criadora de cidadãos e não de servos.
Baptista-Bastos

A doença de Reguengos

Reguengos continua, teimosamente, a exportar imagens e notícias da doença que lhe é própria mas, mesmo contra todas as más previsões, acreditamos, sinceramente, ser a dita passível de extirpação urgente e necessária.

Na fé de que Reguengos, pode vir a ser recuperada para o futuro da humanidade - assim como todas as áreas habitacionais afectadas pelo vírus -, passarei a postar algumas conclusões provenientes de gente de referência acerca de factores humanos determinantes no desenvolvimento da espécie.

Crueldade e Sofrimento
A crueldade é constitutiva do universo, é o preço a pagar pela grande solidariedade da biosfera, é ineliminável da vida humana. Nascemos na crueldade do mundo e da vida, a que acrescentámos a crueldade do ser humano e a crueldade da sociedade humana. Os recém-nascidos nascem com gritos de dor. Os animais dotados de sistemas nervosos sofrem, talvez os vegetais também, mas foram os humanos que adquiriram as maiores aptidões para o sofrimento ao adquirirem as maiores aptidões para a fruição. A crueldade do mundo é sentida mais vivamente e mais violentamente pelas criaturas de carne, alma e espírito, que podem sofrer ao mesmo tempo com o sofrimento carnal, com o sofrimento da alma e com o sofrimento do espírito, e que, pelo espírito, podem conceber a crueldade do mundo e horrorizar-se com ela. A crueldade entre homens, indivíduos, grupos, etnias, religiões, raças é aterradora. O ser humano contém em si um ruído de monstros que liberta em todas as ocasiões favoráveis. O ódio desencadeia-se por um pequeno nada, por um esquecimento, pela sorte de outrem, por um favor que se julga perdido. O ódio abstracto por uma ideia ou uma religião transforma-se em ódio concreto por um indivíduo ou um grupo; o ódio demente desencadeia-se por um erro de percepção ou de interpretação. O egoísmo, o desprezo, a indiferença, a desatenção agravam por todo o lado e sem tréguas a crueldade do mundo humano. E no subsolo das sociedades civilizadas torturam-se animais para o matadouro ou a experimentação. Por saturação, o excesso de crueldade alimenta a indiferença e a desatenção, e de resto ninguém poderia suportar a vida se não conservasse em si um calo de indiferença.

Edgar Morin, in 'Os Meus Demónios'

Citador

A insustentável leveza do ser!

Há notícias que servem de capa, como a 'gabardina serve para nos guardar da chuva'!

Descubra, nesta notícia, o que faz sentido!

sábado, setembro 10, 2005

Último mergulho


Piscina das Marés - Álvaro Siza - 1961/1966

E dormir bem?...












Portugal Diário

O nosso drama é que parece ser possível dormir em paz, mesmo sabendo o horror por que passa a grande maioria da espécie humana!

De uma perspectiva cósmica - a única credível -, como deverá parecer ridículo um líder de uma qualquer minoria de afortunados e ricos do 'bingo vital'!

'Happy Land'


Sean Scully

Manifestação?

Um país em que os militares se manifestam na rua:

1) ou é um país de chocolate, portanto, um país de brincadeira,
2) ou então está tudo louco - mesmo em democracia!

Está na altura de marcar uma consulta a um bom psiquiatra europeu!

sexta-feira, setembro 09, 2005

Ai! os fogos...

Agitam-se as águas em época de férias do fogachal português.

Inquietação!

Parece que os 'laranjinhas' não estão muito satisfeitos com a 'limpeza do ar' que o seu líder resolveu colocar em prática, no partido.

A desorientação alastra, e parece que existem algumas personagens que não sabem como fazer para disfarçar a incomodidade que esta verdadeira tempestade necessária lhes está a causar.

Também aqui...










Diário Digital

Parece que os tornados acharam piada à zona Sul da Europa. Para já, chegaram a Barcelona. Vamos esperar que não nos vejam!

quarta-feira, setembro 07, 2005

Alexander Calder com Leão


Alexander Calder 1898-1976
Um americano ilustre.

Militares em terra...!

Escreve-se que "os militares já não conseguem trabalhar de espírito aberto"!

É grave, é muito grave.

O rei vai mesmo nu e não se enxerga!

Bárbaro e democrático

O mundo não é grande demais para poder suster o grito que me vai na alma!

Apetece-me pedir a cabeça do verme que realizou a façanha, seguramente humana, de, calma e paulatinamente, agredir até à morte uma criança de 6 anos de idade, muda, e com mais problemas variados e graves.
Enfim, mais um cordeiro do actual panorama social português, moderno e crescido mas nunca desenvolvido!
Apetece-me pedir a cabeça da mãe da vítima.
Apetece-me pedir a cabeça de todos os vizinhos que, a muita da brutalidade exercida no 'cordeiro', agora barbaramente assassinado, serviram também de testemunhas, silenciosas e silenciadas por um medo profundo e cultural próprio de sociedades como a nossa, sendo por isso cúmplices e que surgem agora com expressões de 'anjos surpreendidos' pelo desenrolar do drama. Murmuravam entre si, dizem agora, que um dia haveria de acontecer uma coisa má! E aconteceu - sempre com a sua 'prestimosa' ajuda.

Apetece-me pedir a cabeça dos funcionários responsáveis dos serviços inerentes a estes casos de crianças maltratadas e que continuam a permitir estas aberrações.
Claro que me poderão dizer que nem só cá estas tragédias acontecem; mas isso é precisamente o que me arrepia - é ver portugueses a achar normal este tipo de casos, em pleno 2005.

Quando escrevo 'bárbaro e democrático' é que este crime horrendo foi cometido com a aprovação de uma maioria que conhecia o assunto. Portanto, foi um crime democrático, foi cometido pela vontade da maioria!
Sei que este não é o discurso correcto em Portugal, mas é o meu discurso.

Este país está a tornar-se campeão em crimes de índole democrática, apenas porque para viver a democracia é preciso ser-se culto. Culto, e não especialista em assuntos que só acabam por interessar a quem vive muito bem, tem os ordenados em dia ou atinge boas cifras com os lucros obtidos neste jogo pretensamente correcto que se joga diariamente em Portugal. A tudo isto assiste conivente a maior parte da Comunicação Social 'politicamente e partidariamente aceite', limitando-se a dar a notícia - seja ela qual for (a publicidade paga e o contribuinte compra).
Uma pessoa culta é uma pessoa responsável. Não me refiro a intelectuais, que também podem ser cultos. Refiro-me apenas a democratas.

Está tudo ligado.
Recuso-me a discutir este assunto baseado em comportamentos pessoais, como se estivessem fora do âmbito das ocorrências sociais: este é um crime do qual todos nós somos, hoje, mais uma vez, responsáveis.

O rei vai nu. Todos vêem e todos calam!





terça-feira, setembro 06, 2005

Oh, senhor Valentinho!

Mas não há ninguém que convença o senhor Valentinho de que o seu tempo está a esgotar-se?

Bananas?

Do alto do meu voo 'pareceu-me' ver impressa uma notícia num arauto do regime que diz preparar-se a Brisa para cobrar uma nova portagem no final da A5.

É desta que vai uma revoluçãozinha?

Depois de chularem o 'banana' do contribuinte vendendo 'gato por lebre', ou seja, cobrando indevidamente o preço máximo de uma auto-estrada sem as condições mínimas durante a eternidade de umas obras detentoras de defeitos, ainda lhe vão à carteira sem a vergonha e o respeito que se impõem num país pretensamente democrático?

Que belíssima administração tem esta empresa-referência do actual mundinho tuga!


domingo, setembro 04, 2005

sábado, setembro 03, 2005

A indústria dos incêndios, na SIC

José Gomes Ferreira (sub-director de Informação da SIC) escreveu isto!
Vale a pena ler!

'Tindaya'


(cubo vazado na montanha Tindaya – Ilhas Canárias)

“(…)Mi única ambición es crear un espacio útil para toda la humanidad, que cuando un ser humano entre en ese cubo vacío de 50 por 50 por 50 metros sienta en su plenitud la pequeñez humana.(…)”
Eduardo Chillida (1924 - 2002)