domingo, fevereiro 24, 2013

A situação favorece a Alemanha

E a actual emigração proveniente de Portugal, Espanha e, porque não, de Itália favorece os alemães.
A sua Ministra do Trabalho vai proclamando aos ventos frios da Europa o belo futuro do país apoiado na redução do índice etário e no consequente fortalecimento do estado.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Se Ulrich disse...

Com todo o respeito que me merecem o senhor Fernando Ulrich e a entidade que superintende o suporte de observação quero informar os meus dois ou três leitores (presumo) que acabei de ler no Expresso 'online' (fonte citada segundo os bons costumes) este excerto que passo a transcrever


Bem, se o senhor presidente do banco BPI pode vir a passar à situação de 'sem abrigo' então há qualquer coisa que nós, portugueses, cidadãos contribuintes desconhecemos e que é gravíssimo.
Mais grave do que tudo o que até agora foi dito.

Estamos então falidos e vamos passar fome - todos! Ficamos a saber que o ordenado de presidente de um banco nacional já não dá para viver em Portugal e - finalmente - segundo o especialista em dinheiro e depósitos e até bancos de rua - vamos poder ter em Portugal uma sociedade nivelada, sim, pela rua e pelo pé descalço. Até ele e a família poderão viver assim. Como? Porquê?

E saberá o primeiro ministro, assim como o ministro das Finanças portuguesas, que iremos todos mais os presidentes dos bancos portugueses passar à condição de 'sem abrigo'?
Não há palavras para descrever a tristeza que é assistir a declarações de responsáveis no quadro da história actual do país dirigidas à comunicação social como se estivessem a falar no duche, burilando exercícios mentais em direcção à saída da água.

A falta de sentido político da maior parte dos nossos responsáveis assim como o desconhecimento da história e das reacções das pessoas é assombroso.
Este senhor não terá - possivelmente - a noção do peso do que disse nem conseguiu ainda enquadrar o o seu contexto. No mínimo... Dramático!

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Secretário de Estado

pilritodeareia.blogspot.pt

E a Responsabilidade!

Quase toda a gente que escreve comentários a barafustar contra quem obtém lucros milionários na Bolsa gostaria, porventura, de estar na posição dos ganhadores.
Seria decerto mais fácil e arranjaria - naturalmente - desculpas 'de bom pagador' para o facto de a sociedade onde vivemos (e incluo o mundo ocidental) ser desequilibrada, de haver algumas pessoas excessivamente ricas e outras escandalosamente pobres e, até, como último argumento acenarem com a teoria das espécies do nosso anterior Darwin.

O que atrás escrevi não passa de uma presunção. Mas que desta me encontro convencido ou quase, aceito!

O que me parece injusto - porque não deve ser notícia! - é a ignorância (ou libertinagem?) que existe na generalidade da comunicação social, em geral que, presumivelmente devido à falta de notícias (como se houvesse falta de notícias!), se dedicam a preencher páginas analógicas e digitais com chamamentos à desestabilização do território português.

Não é por acaso que cada vez mais se lê, prazeirosamente - e que bom haver tecnologia global disponível -, alguma imprensa secular, proveniente de regiões onde o respeito pela democracia impera, onde se valoriza o que é importante para o mundo, deixando apenas aos sensacionalistas - que até são capazes de pôr em risco a vida de pessoas, verdadeiros predadores da vida pessoal de cada um, seja este muito rico ou muito pobre - os títulos que menos interessam ao bom desenvolvimento de soluções reformistas.

E falo em reformistas porque não houve nem haverá qualquer tipo de revolução violenta que reforme o que a Humanidade em si contém: o gérmen da discórdia, dos desequilíbrios, da agressividade e do exercício da violência, seja esta o que for. Também contém o amor, a solidariedade, a compaixão e por último, a hipocrisia. E também tem a humanidade a capacidade de dar. E de receber.

Não pretendo entrar em qualquer incursão sobre o conceito de sociedade em termos humanos, políticos, sociais ou económicos porque do modo que a notícia se revela não parece carecer de contestação. É apenas gratuita nos seus propósitos ou leviandade.

Embora possa parecer, democracia não é isto! Não deve ser. A democracia tem limites. Contém inúmeros limites. O primeiro - de muito difícil cumprimento - é o respeito pelo outro. O respeito não é uma qualidade de ditadura, é, em termos genéticos, qualidade da Democracia.  

A liberdade de imprensa deve ter limites para que seja credível; de outro modo é caótica, não é imprensa, não é nada. É um panfleto que passeia pelas ruas e pelos monitores em casa de cada um.
Não quero afirmar que o que se passa nesta tal sociedade ocidental hoje também se possa apelidar de democracia; contudo,  existem princípios que fazem com que as sociedades se mexam sem derrocar e que se paguem ordenados a legítimos profissionais da escrita. 
E o sistema não é perfeito. A democracia necessita dos cidadãos. De todos. Não há cidadãos em fora de jogo ou no banco dos suplentes, preparados para entrar. A democracia joga-se todos os dias. Mas é precisamente dos órgãos que se querem não populistas e sim impulsionadores de melhoras na massa crítica do país a que pertencem que deve vir o exemplo maior.

Infelizmente, o que se vê hoje mais na imprensa são as pequenas lutas de bairro luso, copiando ou incrementando o que se vai passando nos pobres bastidores da política nacional. E não sendo eu jornalista apenas reafirmo aqui o que já vi escrito por verdadeiros jornalistas que se sentem hoje defraudados com o papel que a comunicação social vai desempenhando nesta sociedade enferma.

Se me perguntam se concordo com as diferenças que existem na várias sociedades ocidentais, não, não concordo.
Sou evidentemente favorável a que encontremos a justiça na repartição e sou favorável a que se ajude quem precisa, mas que se encontrem as razões para que esta diferença hoje exista. E muitos mais como eu, cidadão eleitor, assinarão o que aqui se encontra agora escrito.

Onde reside então o verdadeiro problema?

Se me perguntam se concordo com o estado das coisas em Portugal? Não, naturalmente não concordo. 
Estou contrariado com este estado de coisas. Estou contrariado com o facto de este ser um território de capelinhas, umas à esquerda e outras à direita que se vão degladiando à medida que se esgota a república, levando consigo a democracia que antes se anunciou. 

Estou contra e também porque é fácil estar contra. 
Mas sou a favor de um país que não é pequeno e que se chama Portugal. 
Mário Soares escreveu que Portugal não era um país pequeno e eu, como muitos outros, rejubilei. Nunca foi pequeno, foi sempre decisivo. Pelo bem e pelo mal.

Sou também a favor de uma Europa que é enorme mas que tem - talvez - à sua frente gente de curta dimensão. Não a Europa do dinheiro trocado em euros. Não uma Europa de igreja em que há papa, arcebispos, cardeais, duques, condes, traições e por aí. Porque depois vêm as descendências e as heranças. Tal qual como na realeza. E tudo em nome do povo!

Esta pode parecer uma afirmação perigosa mas as carruagens sempre andaram melhor com bons cocheiros e a democracia precisa de gente com essa aptidão, de gente que perceba que a massa humana e que o planeta depende das veias e do sangue, que o povo e o planeta sofrem de dores que parecem não passar pela surdez sistematica de quase todos os responsáveis
E parte substancial da chamada comunicação social não se encontra sem culpas. Faz parte do mau momento.

HÁ DA PARTE DE QUEM COMANDA E EDITA PREOCUPAÇÕES COM UM FACTOR CHAMADO 'CONSEQUÊNCIA' DA MENSAGEM?

Em teoria: A VIOLÊNCIA VENDE MUITO MELHOR QUE A PAZ. Deve ser este o lema a seguir?

No sistema em que vivemos, os ricos irão sempre ficar mais ricos e os pobres mais pobres.

Então, podemos começar a pensar que o sistema é mau. Se não defende os mais fracos é um mau sistema. Mas, qual é a alternativa?

O tempo é de decisões difíceis, parece haver gente pouco hábil à frente das embarcações que vão carregando vida e os problemas vão-se alastrando e dando lugar a estas tais notícias 'de vão de escada' que só ajudam à queda (vidé os comentários) e não à urgente solução de uma crise que foi inventada por um grupo de pessoas. Umas vivendo cá faz tempo, outras habitando o mundo dos decisores. Presumivelmente, haverá representantes destes a viver ao nosso lado sob contrato, o que até é normal. 
Se concordo?… Não, claro que não! 
Mas, e depois?...
 


sábado, fevereiro 02, 2013

'AGUENTAS?' mas no oceano


O que que dizer 'nós"?


O que quer dizer 'nós'?
Um presidente de um banco produziu uma afirmação. 
Ficamos todos a contemplar. Sem palavras. Foi a primeira vez que vi e ouvi um presidente de um banco referir-se aos sem abrigo.

Um presidente de um banco que usufrui de um ordenado de um presidente de um banco e que - talvez - não tendo verdadeira ideia do que é um 'sem-abrigo' se arrisca a produzir uma afirmação sobre os sem abrigo. Compara os sem abrigo aos restantes portugueses. E disse também que 'todos nós' podíamos ficar como os sem abrigo. Ele disse que também podia ficar como os sem abrigo. Ele, um presidente de um banco.
Mas a vontade pode sempre muito!

É uma afirmação de um presidente de um banco. Sobre os sem abrigo. Sobre os sem abrigo de um presidente de um banco. De um banco.
O estado das coisas encontra-se - sem dúvida - complicado!

http://expresso.sapo.pt/ulrich-se-os-sem-abrigo-aguentam-porque-e-que-nos-nao-aguentamos=f783682

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Portugal e a responsabilidade

Todos os dias é possível ver gente a 'tirar a água do capote'.
Todos os dias vemos exemplos de gente responsável afirmando não ser responsável.
Todos os dias se fala em crise sobre o volume assustador de asneiras produzidas por presumíveis responsáveis que depois já não são, algumas destas de forma ingénua ,o que nao é o caso da maior parte. E isso é humilhante.
Ninguém tem a coragem de dizer: ERRÁMOS.  Uns mais que outros, mas errámos, e também fomos cúmplices. E não falo da população, na generalidade, porque essa terá -talvez- quase 3% de culpa de existir.
A quem pertencerá a responsabilidade dos outros 87%?
E porquê o medo de assumir o passado, o século XX na sua totalidade, e contabilizar o que foi bem e mal feito no interesse daqueles portugueses que pagaram com trabalho e dinheiro os seus impostos e pensaram ver definidos os seus contratos com um Estado que os deve proteger tanto interna como externamente?
O Estado é essencial. Mas o Estado somos todos nós. E todos nós temos obrigações para com todos nós!
É tempo de nos apaziguarmos, de assumirmos as nossas responsabilidades e - finalmente - e no âmbito de um essencial plano de reconstrução, sim de reconstrução, virmos a poder lidar com a realidade mundial actual, tal qual esta é. E a realidade hoje tem um título: COMPLEXA.

Mais dia menos dia, senão hoje mesmo, poderemos ter que  enfrentar algo como 'o que tem falhado na construção de um mundo mais justo e mais aprazível' após tantas expectativas geradas pelas realizações sociais, políticas e económicas do que, até há bem pouco, se designava por Humanidade.

Bacalhau, interesses e ignorância

É essencial atender ao problema de todo um micro comércio que desde há centenas de anos prolifera nas áreas piscatórias de Gloucester.
A votação de 77%, favorecendo um corte nos limites para a pesca do bacalhau - esse fenómeno da cozinha lusitana - chega, segundo os especialistas que já vinham alertando para as alterações no número relativo à espécie, tarde, muito tarde.
Os enormes interesses que se encontram protegidos nestas coisas relativas à chamada indústria da
pesca e não só nos USA, naturalmente, porque o seu carácter é hoje global, reagem tarde e a más horas quando teria sido possível atenuar os efeitos das varias ameaças que proliferam à volta do Globo, talvez, em bom tempo. Hoje, e segundo a admissão do erro por parte de responsáveis, afinal, se não pararmos de pescar agora o bacalhau extingue-se.

No final da discussão surge um apontamento que não é menor: para além da utilização de frotas com técnicas predadoras, no seu uso sistemático, sugerindo um combate mortal entre estados, através dos corsários 'da pesca', também as alterações climáticas se vão definindo como um factor que ameaça diariamente e à vista de todos os fluxos migratórios a estabilidade das espécies, entre as quais se encontra o 'fiel amigo'.

Quando as osgas sobem pelas paredes de Lisboa em pleno Janeiro, algo de muito perigoso pode estar a acontecer.

Mais um problema de muitos que nos vão surgindo, embora encapotado pelos interesses comerciais da comunicação jornalística publica e privada, que prefere falar de inutilidades e guerras de comadres, o que sendo um contra-senso, acaba por fazer todo o sentido; afinal quem quer olhar e comprar problemas que, embora pertença de todos nós, parecem - por enquanto - não se manifestar nas bancas dos supermercados que lá vão apresentando as postas do alimento.
Mesmo que já não haja dinheiro para o adquirir!

terça-feira, dezembro 25, 2012

Baptista da SIlva embaraça que se farta!

O episódio da semana (e não só) vem pôr a nu a os préstimos da chamada 'ciência' económica. Vai ser difícil a 'inteligência' livrar-se deste fardo. Merecia uma condecoração e não processos. Mostrou que é melhor que o sistema instalado actualmente em Portugal.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Senhor Relvas... demita-se!

O problema das legitimidades democráticas, quando envolvem pessoas com uma 'lata' e uma sofreguidão de poder - o resto ainda não sei! - do tipo que apresenta o ministro 'não se sabe de quê', é o que nos confronta na actualidade.

O homem não tem vergonha e fala em nome do interesse dos portugueses. E agora? Como saímos disto sem pôr em causa o regime e antes que nos destruam todos os móveis cá de casa?

segunda-feira, novembro 19, 2012

O PM: É assustadora esta conversa!...




Lusa

Logo, se houve acertos e se o interesse nacional se encontra nas primeiras preocupações do PM, por que é que não foi logo acertado antes de sair a proposta?

Sinto-me, mais uma vez, desconsiderado pelo Governo do meu país. Por melhores que sejam as intenções a prática é de quem não percebeu nada do que é governar uma sociedade que se constitui em Estado e quais as fragilidades de um estado com passado, presente e futuro.

As primeiras obrigações de um PM e de um governo é defender os seus concidadãos das ameaças de uma qualquer 'troika'. Para que isso tenha sentido há que responsabilizar quem estragou as nossas contas, que deveriam estar em dia com o esforço de quem pagou os nossos impostos. Sem isso, e não chega estar sempre a falar do antecessor, já não convence o discurso, porque se torna apenas politiqueiro mas demolidor para quem cá vive.

E todos sabemos ou pensamos saber as variadas, constantes e imaginativas tropelias perpetradas em vários países pelo tal sistema financeiro que hoje é constantemente salvo por quem deveria salvar todos cuja força - afinal - parece não se encontrar no voto e na legitimidade.

É chocante ler que a 'troika' autoriza ou não autoriza o governo português!

segunda-feira, novembro 12, 2012

O DN parece saído do antigo Kremlin!

O ensino privado tem um inimigo temível: o DN!
À conta da nada clara passagem do ministro Relvas pela Lusófona, surge finalmente em Portugal a famosa caça às bruxas: o famigerado ensino privado.
Esqueçam universidades privadas, reitores, gente de bem, excelentes professores (que também leccionam no ensino público!), bons funcionários, enfim, gente ilustre que por lá vai cumprindo a sua missão.
Segundo o prestigiado DN, o ensino privado em Portugal não se recomenda a ninguém.
Onde já vimos este filme?

sábado, novembro 10, 2012

Com alemães deste gabarito, quem quer ser 'europeu'?

Alemães recusam a passagem de um vídeo oferecido por portugueses, pelo menos um deles ilustre, e que apenas lhes tentavam passar outros dados sobre a realidade de quem labuta diariamente no nosso rincão.
Têm eles o direito de recusar. Não lhes abona a educação. Arroga-se-lhes uma atitude que pensávamos ter nesta altura amainado para os lados de Berlim.
Por esta recusa se pode antever o que vai na cabeça de alemães que, cada vez mais, comandam a estratégia - se esta existe! - da tal ideia peregrina designada por União Europeia. Dos franceses nunca mais se ouviu falar.
Isto em vésperas de uma visita que mais parece com aquelas que são realizadas pelo nosso primeiro-ministro a uma recôndita aldeia de um nordeste transmontano ou de uma profunda serrania algarvia.
A humilhação vai-se acentuando, e seria bom que os espertos dos nossos governantes, embora a esperança seja pouca, tomassem alguma consideração pelos contribuintes portugueses e não os enganassem quando falam de patriotismo.

E que nos pode agora dizer o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa? Provoca aos alemães urticária quando se fala em Portugal e de portugueses?

A tentativa da Europa unida foi bem intencionada (até verificação de novos dados; sim, porque a história não se conta nesta altura, encontra-se ainda tudo muito quente, os factos são recentes, mesmo os que se passaram nos anos 80 do século passado), o que é certo é que todos os ideólogos se encontram fora do espaço de controlo e quem se está a bater contra o estado das coisas é gente mais nova que de fascismo e ditaduras sabe apenas o b.a.ba..

Os ciclos históricos, no que têm de pior, encontram-se sempre presentes e são motivados em grande parte pelo natural pouco conhecimento das novas gerações, afinal, das gerações que estão a começar a aprender à sua custa. Mas não nos podemos esquecer de se houve gerações que tiveram acesso aos dados da história, claro que muitos destes adulterados pelas visões assoberbadas pelos ventos das ideologias ainda vivas nos dias de hoje, a actual não se pode queixar, seja portuguesa, alemã ou até chinesa.
O passado é hoje, talvez, confundido com um corrente argumento cinematográfico em que o sangue se tornou - de novo - um produto de consumo, embora com mais conforto.

sexta-feira, novembro 09, 2012

quarta-feira, novembro 07, 2012

Tiago... concordo contigo!

Um texto que podia ser de 'quase' todos os portugueses. A leitura demora pouco tempo. Aproveite e saiba que não está só.


A FORÇA DA UE!

Expresso online

Culpados!

As declarações do 'jovem' Gaspar, enormíssimo aluno de Finanças, elogiado pelos tecnocratas europeus pertencentes a quadrantes muito bem pagos, fazendo inveja ao comum dos mortais há tempo embarcados numa ideia exigente de democracia e muito mais exigente de União Europeia, são um atestado de culpa para quem nos governou durante tantos e bons anos.

 Expresso online

Debaixo da sua singeleza e sincero rigor Gaspar não age diferente de um brilhante aluno a caminhar para o fim de curso, distante das realidades que formam os mundos da política e da sociedade, neste caso portuguesa: fala sisudo e aparentando um inequívoco ar responsável, porém, sem um preciso e necessário sentido político. Por que  não se pede o que um governo cego como este pede, sem apelar ao que de melhor os cidadãos contribuintes poderão vir a dar.
Não quero acentuar a falta de credibilidade do que disse, porque é verdade, Portugal, ao seguir este caminho, só ao alcance de lunáticos escrevo eu agora, nem daqui a cinquenta anos estará ao nível dos bons anos do pós entrada na UE. E nem se pode prever se durará até lá como corpo coeso e histórico.

Encontramo-nos hoje numa embrulhada e ainda por cima sem responsáveis à vista. Não está em causa qualquer ajuste de contas já que Portugal é suposto ser um estado de direito e com a justiça a funcionar bem (!), mas seria bom que dessem o braço a torcer para que o exemplo e as verdadeiras explicações viessem ao de cima e nos consolassem como cidadãos cumpridores das suas obrigações.

Este é um governo que nos pede o que temos e o que não temos, em nome dos nossos pecados. Importante seria percebermos - de uma vez por todas - quais são esses pecados e quem pecou!




segunda-feira, novembro 05, 2012

Os pedidos da rainha da Europa!

A rainha Merkel pediu-nos, antes que a Grécia colapse de vez por falta de liquidez nas ideias da corte europeia, mais cinco anos de sacrifícios. Cinco!
Ficamos sem saber qual a intenção e o objectivo. Alguém se propõe explicar? É que as explicações dadas em Portugal pelos que se propõem ser cortesãos ao serviço de sua 'nova majestade' não são lá grande coisa! Pior que isso: não nos convencem.

Expresso online

quinta-feira, novembro 01, 2012

A notícia da recusa de Valentim!

Não nos parece que a verdade esteja reflectida neste título do Expresso online.

Afinal e segundo o advogado, existe a possibilidade - ainda -  do recurso previsto na Lei. De outro modo a notícia seria alarmante, a juntar a todas as outras que por este ainda Estado vamos tendo ocasião de observar com certa estupefação.

Mesmo no pouco abonatório estado actual das coisas não nos parece possível a existência de birras públicas perante decisões do tribunal.

Observe-se então a pérola (o sublinhado é nosso):

terça-feira, outubro 30, 2012

Uma luta a dois que trama todos...

Este país tem sido campo de batalha entre as duas forças protagonistas do arco do poder, sem esquecer a intromissão de um PP que sempre se pôs em bicos de pés para usufruir de uma cadeira que estivesse mais a jeito, o que já aconteceu por mais de uma vez.

Nada seria condenável, pois então, se o país, o tal país de portugueses que mesmo com uma história atestando quanto de bem fez à economia mundial do pensamento liberal se tem limitado a observar o passar das modas, não estivesse numa situação ridícula e que pode ser justificada em boa parte pela má governação dos últimos 25 anos pelo menos. Naturalmente que a má governação não se inicia de um momento para o outro e, muito menos mas mais grave, num estado em que vigora a democracia representativa.

O que é certo, embora não seja politicamente correcto dizer ou escrever, é que estamos tramados e bem tramados. Se não tivesse havido privilegiados no decurso desta situação ainda se percebia o apertar do cinto; o certo é que houve e há muitas famílias que estão bem na vida, e os outros... bem, que fechem a porta.

Uma luta a dois sem benefícios visíveis para o tal estado português de que fazemos parte integrante. E porque neste caso o estado... somos nós!