quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Salvem o "Miguel" (e os outros também)!



Para quem não sabe, as rolhas tradicionais são feitas de cortiça. A cortiça é a casca de uma árvore chamada sobreiro. E Portugal é o maior exportador de cortiça a nível mundial. A cortiça é um material versátil e 100% natural. Com um vasto leque de possíveis utilizações, podemos encontrá-la tanto nas garrafas de vinho, como em nossas casas, em peças de vestuário e acessórios de moda e até mesmo no isolamento térmico dos tanques de combustível externos do Space Shuttle Columbia, utilizado pela NASA.
Segundo dados da APCOR (Associação Portuguesa de Cortiça), referentes ao ano de 2007, o valor gerado pelas exportações nacionais de cortiça representa cerca de 0,7% do PIB (a preços de mercado), aproximadamente 2,3% do total das exportações portuguesas e cerca de 30% do total das exportações portuguesas de produtos florestais. Isto só para dar uma ideia da importância deste sector.
A indústria corticeira nacional tem um rosto de destaque de quem toda a gente certamente já ouviu falar, especialmente desde que, em 2008, a revista Forbes o classificou como o homem mais rico de Portugal e um dos mais ricos do mundo. Refiro-me obviamente a Américo Amorim, presidente do Conselho de Administração do Grupo Amorim, ao qual pertence a sobejamente conhecida Corticeira Amorim, que é a maior empresa mundial de produtos de cortiça e está organizada em cinco unidades de negócio: Matérias-Primas, Rolhas, Revestimentos, Aglomerados Compósitos e Isolamentos.
A crescente procura de soluções alternativas ao uso da rolha de cortiça em alguns mercados internacionais (especialmente em países como os EUA, a Austrália e a Nova Zelândia), optando por rolhas sintéticas ou tampas de plástico, tem comprometido e ameaçado de forma séria todo o sector corticeiro. Recentemente, numa tentativa de contrariar esta tendência, o Grupo Amorim financiou uma curiosa campanha internacional em defesa da tradicional rolha de cortiça, usando para o efeito o actor humorístico Rob Schneider que, segundo o breve filme criado para o efeito, tem como missão viajar até Portugal na nobre demanda de "Salvar o Miguel" (no título original: Save Miguel), sendo que "Miguel" é um sobreiro, o que neste caso é sinónimo de "Cortiça".
Pelos vistos o resultado desta campanha e de outras eventuais medidas (se é que as houve mas pretendo acreditar que sim) tomadas em defesa desta matéria-prima, símbolo de Portugal no mundo (apenas o fado e vinho do Porto terão uma conotação tão imediata com a Lusitânia), não têm tido o sucesso esperado. O sector corticeiro está em crise e começam finalmente a surgir nos meios de comunicação social algumas notícias que revelam a delicada situação em que se encontra.
No caso da Corticeira Amorim, podia ler-se hoje no Jornal de Negócios que foi anunciado o despedimento de 193 trabalhadores, o que é grave. Mas ainda mais grave é o que se passa com a Suberus, grupo detentor da segunda maior corticeira nacional. Para além da actividade corticeira, a Suberus tem ainda ramificações na área da metalurgia e não sei se noutras mais (neste momento a maioria dos sites do grupo estão suspensos ou inactivos, sendo portanto difícil reunir informação mais detalhada). No que toca à cortiça, a Suberus detém duas fábricas no norte do país a Vinocor e a Subercor, em Mozelos, Santa Maria da Feira e uma outra, a Subercentro, em Ponte de Sor, no Distrito de Portalegre.
Desde o dia 21 do passado mês de Janeiro que os cerca de 160 empregados das fábricas Vinocor e Subercor iniciaram uma greve de protesto, devido aos salários em atraso de Dezembro e respectivos subsídios de Natal. Hoje foi anunciado nos diversos meios de comunicação social que a Suberus apresentou em tribunal um pedido de insolvência para as suas 4 empresas do ramo corticeiro, Vinocor, Subercor, Subercentro e Subergal Trading, que empregavam no total cerca de 300 trabalhadores.
Escusado será dizer que lamento profundamente a situação, não só do sector (relativamente ao qual tenho uma profunda ligação de proximidade afectiva) como em especial a dos trabalhadores que vêm agora uma nuvem ainda mais negra a surgir no horizonte.
Mas não posso deixar de fazer uma referência sentida àqueles que neste momento sofrem talvez os dias mais angustiantes das suas vidas e de quem nunca se ouve falar (o que demonstra o desinteresse absoluto por parte dos media por tudo que não seja populista e notícia "fácil"). Refiro-me aos pequenos intermediários e produtores que, no último ano, venderam todo, ou a maior parte do seu stock de cortiça a qualquer uma destas empresas e até hoje não viram um tostão.
Falo de pessoas cuja vida é dedicada exclusivamente a este negócio e, em muitos caso, vivem há meses a fio numa angustia atroz, consumidos diariamente por sentimentos contraditórios que oscilam entre a esperança e o desespero, a boa-fé e a desconfiança, a revolta e o arrependimento. Assistem impotentes ao consecutivo adiar de uma solução, que vai tardando e nunca mais chega. Sujeitam-se às promessas dos devedores de que tudo está a ser feito para resolver a situação, de que não serão esquecidos, de que assim que o problema esteja resolvido serão eles os primeiros a receber o seu dinheiro. E eles, movidos por uma fé que, antes de mais só existe porque perdê-la seria sinónimo de assumir que perderam tudo, lá vão acedendo, esperando, dizendo que sim a tudo o que lhes é pedido.
Muitos destes homens não acompanharam a evolução dos tempos, não têm escritórios, nem computadores, nem internet. Não contratam advogados, nem secretárias, nem assistentes, nem analistas para os ajudar nos seus negócios e alguns nem sequer lêem o jornal mas seguem religiosamente os noticiários televisivos, mesmo que não percebam na íntegra tudo o que lá se diz. Não dispensam no entanto um bloquinho de notas, onde fazem contas e apontam números de telefone. E um lápis, que muitos afiam com o mesmo canivete que usam para retirar uma lasca das pranchas de cortiça nova, para verificar a quantidade de "verde" (que resulta da humidade por evaporar ainda "presa" no interior da mesma) e poder assim calcular quanto tempo falta para a poder pesar já seca. Igualmente indispensáveis são os dois livros sagrados, o dos cheques e o dos contratos, preenchidos sempre à mão e em triplicado, sabe-se lá quando é que um bom negócio pode bater à porta. Pesam as pilhas (de cortiça) a olho e raramente se enganam (confirmando-se a sua extraordinária precisão sempre que alguém insiste em usar a balança). Calculam a cubicagem com uma fita métrica e umas contas de cabeça. Trazem na memória o extenso mapa da planície, dos montes e vales, conhecem as corgas e os caminhos de cor, assim como os nomes das herdades e daqueles a quem pertencem. Nunca precisaram de um GPS, a maioria nem sabe o que isso é. São homens do Sul, esta raça em vias de extinção. Uma espécie de cowboys à portuguesa, cavaleiros solitários que trocaram os cavalos por jipes e percorrem diariamente centenas de quilómetros pelos montes alentejanos, à procura do negócio. Homens para quem a palavra é sempre de honra e um compromisso fica selado com um aperto de mão.
São portanto presas fáceis neste jogo em que no outro extremo do tabuleiro, no Norte, estão as modernas e organizadas empresas, com as suas unidades fabris, os escritórios, as secretárias, os advogados e a internet. Muitos destes homens têm idades avançadas, que já não permitem o fôlego necessário para lidar com esta montanha-russa de emoções que os depara agora, no fim da linha, com a hipótese de ver tudo aquilo porque lutaram uma vida inteira esfumar-se em nada. Porque o risco que correm é mesmo esse, ver o "tudo" transforma-se em "nada".
É nesses que mais penso e por quem o meu coração mais pesa. É a esses que deixo aqui uma palavra de solidariedade e coragem. Salvem o "Miguel" mas salvem primeiro aqueles que desde sempre deram o seu contributo para que, em boa parte devido ao seu esforço, o "Miguel" seja hoje aquilo que é.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

"Qimonda" aqui já não sou eu.



A gigante internacional Qimonda abandonou o posto de liderança enquanto maior exportador nacional, passando a ocupar a 3ª posição no Top 10. O lugar da frente é agora assumido pela Petrogal (do grupo Galp Energia) e em 2º lugar está a Autoeuropa (pertencente ao grupo Volkswagen). Pelo andar da carruagem, penso que a Qimonda ainda estará longe de terminar a sua queda no ranking, mesmo com o surgimento de um eventual comprador. Segundo o Diário Económico, só nos últimos 7 meses a Qimonda perdeu cerca de 97% do seu valor na bolsa de Frankfurt, 68% dos quais já em 2009.
Quanto à Petrogal, tem a seu favor o facto de pertencer a um grupo forte, que vende um bem essencial. Apesar da baixa do preço do barril de petróleo, a descida de preços nas bombas de combustível não tem sido proporcional à queda, ao contrário do que se verificou ao longo do período em que a tendência foi inversa, em meados do ano passado. Outro aspecto positivo, prende-se com as sucessivas descobertas de poços de petróleo no Brasil, na parceria que a Galp Energia detém com a brasileira Petrobras. Parece-me portanto assegurada a solidez deste grupo.
No caso da Autoeuropa e apesar de um futuro que se mantém incerto, se por um lado pode sofrer baixas devido à quebra acentuada da venda de automóveis, não só em território nacional como nos mercados mundiais em geral, tem apesar de tudo a seu favor o facto de pertencer à Volkswagen, que é, não só o maior fabricante europeu de automóveis, como vê agora a Porsche assumir o controlo accionista da empresa ao reforçar a sua posição, detendo actualmente 50,76% do capital da mesma e que espera, ainda este ano, chegar aos 75%. Portanto é aguardar para ver qual o futuro da Autoeuropa que, para já, ocupa o 2º lugar deste ranking.
Aqui fica a lista fornecida pelo INE do Top 10 das maiores exportadoras nacionais (entre Janeiro e Outubro de 2008). Curiosamente, ou não, apenas 4 são realmente portuguesas:

1 - PETRÓLEOS DE PORTUGAL-PETROGAL, SA
2 - AUTOEUROPA - AUTOMÓVEIS, LDA
3 - QIMONDA PORTUGAL, SA
4 - REPSOL POLÍMEROS LDA
5 - SOPORCEL - SOCIEDADE PORTUGUESA DE PAPEL, SA
6 - CONTINENTAL MABOR - INDÚSTRIA DE PNEUS, SA
7 - PORTUCEL - EMPRESA PRODUTORA DE PASTA E PAPEL, SA
8 - PEUGEOT CITROEN AUTOMÓVEIS PORTUGAL, SA
9 - SOMINCOR - SOCIEDADE MINEIRA DE NEVES - CORVO, SA
10 - BLAUPUNKT AUTO-RÁDIO PORTUGAL, LDA

Globalização pouco global!



Não, não é um convite para ir para a neve. É Davos, que termina sem consenso, ou melhor, sem soluções para a "crise", revelando a grande anedota dos tempos que correm. Tempos esses de globalização, dos gigantes globais, das comunicações globais, dos monopólios globais, das marcas globais, das empresas globais mas e quando se fala de crise? Onde é que estão as soluções globais? E as políticas globais? E as medidas globais? É que, ao chamar-se "global" a esta crise, embora o seja de facto, só o é nos seus efeitos, pois ninguém assume a sua parte de culpa. Já agora, até se aproveita para ir ao mapa, tirar o pó e puxar o lustro às fronteiras que pareciam tão apagadas e mortiças mas afinal estão (e sempre estiveram) lá. E aproveita-se o momento solene para recordar o mundo da culpa do vizinho e da nossa inocência. E já agora recorda-se também, um bocadinho, as nossas diferenças, porque que em tempos de vacas gordas, quando se anda de barriga cheia é tão fácil pensar: Ahhhh… Como é bom sermos todos iguais!
Pelos vistos a "globalização" só funciona quando a seta está no verde. Quando os peixes se vão comendo, segundo a “ordem natural” das coisas, um após outro, sendo que o último é sempre maior que o anterior. Assim que esta cadeia alimentar é interrompida por uma indigestão ou pior, uma intoxicação alimentar, pronto! Zangam-se as comadres, viram-se as costas, ninguém come mais ninguém e ninguém se fala (fora meia dúzia de peixes, dos maiores, que vão trocando umas impressões entre eles de como é que hão-de continuar a papar os pequenitos assim que lhes passar a dor de barriga). Começam a atribuir-se as culpas para poder votar uns quantos ao ostracismo e restabelecer a ordem e o equilíbrio. Os grandes dizem que os pequenos estavam estragados e não avisaram e os pequenos defendem-se dizendo que, se assim era, foi porque os grandes não tinham nada que limpar o rabo com o plâncton de que eles (os pequenos) se alimentam.
E pronto, a globalização é assim.

sábado, janeiro 31, 2009

Silêncio............................


Um apelo solidário!


Entre a espada e a parede





O ano começa especialmente mal para um dos pilares económicos deste país.

As alterações na chamada Tributação Autónoma, no P.C. (Pagamento por Conta) e no P.E.C. (Pagamento Especial por Conta), numa altura em que se apregoam ajudas às pequenas e médias empresas, revelam bem a ironia e o sentido de humor negro, tão característicos de um governo do sul da Europa.

Assiste-se, uma vez mais, ao lançamento de uma cortina de fumo que tem como objectivo desviar a atenção dos reais contornos desta chamada "crise" que assola o mundo. Crise essa que por cá, pouca importância tem quando comparada com o mexerico e a iminente escandaleira. Quem é que vai quer saber da Tributação Autónoma e do Pagamento por Conta, quando o 1º Ministro, num ano de eleições legislativas, se vê envolvido num potencial escândalo de corrupção?

Num país de iliteratos, é muito mais interessante (e fácil) especular com grande afinco acerca dos culpados e inocentes (sendo que as massas se entusiasmam mais com os culpados) do que estar atento às decisões do poder que influenciam directamente a vida e as condições de vida daqueles que tanto especulam em vez de estar atentos.

Depois há os chavões mediáticos, de que as pessoas gostam muito mas de que normalmente sabem pouco. Coisas como o Freeport , a 3ª ponte, o aeroporto, o TGV, o BPN ou o BPP, vão servindo de quebra-gelo no dia-a-dia da sociedade. No entanto fica sempre bem ter assunto ou no mínimo opinião, acerca destas coisas. Mas após aquela fase inicial de conversa, em que se lançam para a mesa um apanhado das memórias mais presentes daquilo que se ouviu ou se leu acerca do assunto nos últimos dias (tudo dito em tom de opinião), o que realmente fascina as pessoas, é especular quem estará por detrás disto e daquilo, quem andará a meter dinheiro ao bolso, quem sofrerá as consequências, quem pagará a factura e, em suma, quem será culpado... Ou inocente, claro. O mais curioso é que tal debate, nunca se traduz numa tomada de atitude ou de posição concreta relativamente a coisa nenhuma. Mesmo que se apurem "culpados" e que a certeza seja absoluta, a consequência máxima resultante será sempre e apenas uma carga extra de emoção na abordagem do assunto e todos os actos de revolta contra tal vilania, serão sempre teóricos e jamais passarão a outro formato que não o da ilustração verbal. Parece que esta passividade tem uma raiz genética, contendo uma informação acumulado ao longo dos séculos, que nos faz assumir que, de uma forma ou de outra, estaremos sempre a ser pilhados e ludibriados por quem está no poder, tomando-o portanto como um dado pacífico e adquirido.

Por outro lado, assassinar a carreira política de José Sócrates em ano de eleições, quando a única alternativa é uma senhora cujos recursos políticos variam apenas entre um silêncio absurdo e veementes críticas, demonstrando assim uma falta absoluta de ideias concretas, alternativas e soluções que não passem apenas por colocar a palavra "não" antes de todas as iniciativas e planos do actual governo, não me parece alternativa.

Sinto portanto que estamos entre a espada e a parede. E o problema é a tal da "crise", que muita gente ainda não percebeu que, mais do que um excelente tema para conversas de café (e muito caro aos lusitanos dada a sua fácil conotação com o fado e a desgraça), lhes pode mudar a vida por completo, num abrir e fechar de olhos, enquanto se distraem com a grande novela dos culpados e inocentes.

"Não perca esta noite, mais um episódio de Freeport, a primeira novela portuguesa transmitida por todos os canais em simultâneo, com uma versão diferente em cada um. A escolha a sua..."

domingo, agosto 24, 2008

Portugal violento

Falhanço!
Está precisamente a passar dos limites toleráveis. Esta situação que se vive hoje em Portugal é a mais perigosa da Europa.
O estado democrático português não está a saber lidar com as questões relativas à segurança dos cidadãos.
Os sucessivos Governos têm uma má relação com o tema da Segurança Interna. Má consciência?
O que se passa hoje é o resultado de 30 anos de falta de visão política global e de avulso deslumbramento intelectual.

Portugal está a falhar em toda a linha, interna e externamente.
Falhanço total? Ainda podemos ir a tempo de sair deste ambiente perigoso?
Responsáveis?
...
A culpa é da globalização?
Disparate. É verdade que é uma situação irreversível e deve ser aceite pelas suas características intrínsecas, mas a segurança interna de um país, mesmo democrático e europeu é sempre um tema de liderança e capacidade de previsão, mais a reposta que se impuser pelas circunstâncias.

O país está a derivar perigosamente para um beco pouco saudável.
Aos contribuintes está a chegar a responsabilidade da resposta. Se um estado não responde, deve responder quem paga.
Os outros, os que não pagam encontram-se talvez divertidos a observar uma situação que também lhes pode estalar nas mãos.

Cuidado com as consequências!

O Tua e as justificações...

A responsabilidade de uma companhia que é, hoje, deficitária, paga por todos os contribuintes, que alberga administradores a ganhar salários principescos e que, supostamente, diz que as inspecções funcionam a tempo e são efectivas, mas que deixa instalar a dúvida quanto à seriedade das mesmas porque parece existirem parafusos soltos a mais e mais dúvidas pelos infaustos acontecimentos a que vamos assistindo no ano de 2008, pode deixar-nos em estado de choque porquanto aprendemos que um estado democrático funciona sempre que não houver fuga ao dever por parte de quem assumiu o compromisso para com a comunidade que o integra.

Como resolver, se os mesmos administradores públicos vêm dizer que o seu capote não tem penduradas culpas e que as causas ninguém as pode saber tão facilmente?

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

O Japão e a má relação com as baleias

A continuação da triste história da humanidade.
Por conveniência? Por fome? Pela sobrevivência, essa luta natural e incómoda para a vida, que paradoxo!
Matam-nas. Mães e filhas. No seu meio ambiente. Matam-nas, simplesmente. Pela ciência, dizem os anúncios oficiais. Mas matam-nas, apenas.
Pela ciência?, perguntamos nós, na senda das questões há muito tempo levantadas por pensadores de estirpe, pensadores de referência. Ora, pela ciência não se deveria matar. A verdadeira ciência é aquela que é pela vida, pois que outra que reclame a morte para chegar a resultados deverá muitíssimo, senão tudo, a um interesse egoísta e que não levará a bom porto o futuro da humanidade. E para que serve a humanidade se o futuro for menos que bom para os seus usufrutuários?

Para terminar a nota: não são os japoneses apenas os maus da fita, o problema está na espécie, na maior parte dela.
Mas devemos manter a esperança, mesmo com lágrimas, mesmo tapando a revolta, só assim poderemos ainda materializar - mesmo que num outro tempo - um mundo melhor.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Hospital de Faro, uma terrível nódoa, esta história!

Vergonha!

Já na Urgência de um Hospital de referência de Coimbra, dizem que da Universidade mais antiga e mais respeitada, parece que a coisa não correu ao nível de um país europeu, como se denomina habitualmente Portugal. Uma senhora foi agredida enquanto esperava que uma sua colega fosse atendida. Agredida, violentamente, por um ser embriagado. Sem segurança à vista! Morreu!

Agora, mais um caso. Triste! Sem palavras. Maltrata-se e mata-se num hospital, em Portugal e em 2007.

Um exemplo do estado de um país que não se sabe cuidar. Sem dimensão. Triste, tão triste como já o foi num passado mais ou menos recente. Triste!

quarta-feira, agosto 01, 2007

R.I.P.



Morreu Bergman... Morreu Antonioni.

Em dois dias, o cinema perdeu dois dos seus mais significativos representantes. Cinema esse que se encontra num estado deplorável, apático, letárgico, diria mesmo moribundo. Talvez o desaparecimento destes dois expoentes máximos da chamada sétima arte, signifique isso mesmo, a proximidade de uma morte há muito anunciada (o próprio Louis Lumière duvidava seriamente da sobrevivência desta disciplina, desde sempre dividida entre a faceta artística e um lado prostituto, meramente comercial) e por várias vezes adiada devido aos génios inconformados daqueles que lhe devolveram o fôlego da vida e a chama da arte maior. Recordo como Griffith ressuscitou o cinema do coma prematuro em que se encontrava no início do século XX ao criar e introduzir uma linguagem cinematográfica definitiva (a mesma que ainda hoje conhecemos) que permitiu finalmente o uso de uma narrativa mais completa e complexa, até então impossível, libertando os filmes da sua mera condição de palhaçada limitada a dez minutos e elevando-os às emocionantes história de duas horas que nos deixam agarrados ao ecrã, vivendo essa coisa mágica que é a catarse. Um pouco mais tarde, Eisenstein deu um passo em frente no que toca à montagem, imprimindo um dinamismo sem precedentes ao cinema, transformando sequências de imagens em metáforas simbólicas que deixavam as plateias em êxtase. Outros houve que com estes aprenderam, ou em paralelo deixaram o seu legado e o tornaram numa das formas mais evidentes e abrangentes de comunicação e afirmação, quer de ideais políticos, sociais, económicos ou artísticos. Nas últimas décadas, em especial desde os anos 80 e salvo raras excepções, o cinema tem vindo a fraquejar em ambos os extremos da equação. Sinto que está esgotado, velho, decadente, à beira do ridículo e por consequência, do fim. Redundante. Sobram uns quantos exemplos, poucos, que me levam a crer que o cinema pode sair deste marasmo moribundo, que se divide entre a patética estagnação da vertente industrial e a pseudo-intelectualidade de um vazio sem precedentes em que se encontra de momento. Não fora um certo Inland Empire de um Lynch visionário, muito à frente do seu tempo, ou o Hotel de um Figgis puramente rebelde, eu diria que amanhã o terceiro defunto seria o cinema, ele próprio, a constar nos cabeçalhos dos jornais como “Aquele que morreu por ter chegado ao fim”.

terça-feira, julho 24, 2007

O Regresso do Corvo!



Após um longo período de ausência devido a múltiplas questões do foro profissional, este corvo volta a rasar baixinho os vastos campos semeados de letras da blogoesfera.

Sempre atento ao desenrolar desta narrativa desenfreada, que é a vida, faltam-me as palavras neste regresso tardio. Ou melhor, as palavras não me faltam, não sei é por onde começar, o que no fundo vai dar ao mesmo. Folgo em constatar que esta história sem fim, que lentamente se desenrola, continua a conter todos os ingredientes da arte maior, alternando com sabedoria entre os vários registos que fazem de uma narrativa um prazer completo e complexo. Haja comédia, paixão, drama, aventura, terror.

Um Benfica cor-de-rosa e feliz, quase chinês por um triz, um primeiro-ministro perdido, às escuras e o séquito de fiéis cegos que o acompanha, um Joe, que é quase Dalton, mas se disfarça de Berardo, que ocupa o CCB e dispara em todas as direcções falhando sempre o alvo (enquanto aproveita tal distracção para ir aliviando o peso de umas moedas aos que ficam a olhar para o ar), um Verão primaveril, a fórmula 1 que já não dá, o futebol que está sempre a dar, o Pinto da Catarina que vai ao castigo, a televisão que teima em dar mais do mesmo e do mesmo consegue sempre dar mais, um Penim que tarda em desaparecer, o Lula e o Choco a trocar tinta, os prós e os contras que a nada levam, as Chiquititas que Juram Vingança da Floribella, uma câmara sem presidente, um candidato que queria extinguir o IPPAR, meter água com a EPUL, fazer não se sabe bem o quê com a EPAL, para no fundo extinguir o IPPAR... Uns partos aqui, uns óbitos acolá, cada vez nascem menos, isto anda ao Deus dará… No Iraque tudo na mesma, vão morrendo a conta-gotas e o cowboy todo contente… Pelas Américas revolta-se a gente, cada vez mais limpinhos e ecológicos, do Prius ao Hummer, todos deitam água de colónia dos escapes, com cheirinho a alfazema… Os lusos lá vão reconquistando o mundo há muito perdido, uns poços de petróleo em Angola, umas auto-estradas nos States, o Renova preto sempre a dar… Uma desgraça no Japão, a Maddie que vale um milhão, o Milhafre desaparecido, o cinema que está perdido, na música a mesma coisa, neste mundo meio combalido, passarinho preso na loisa…

Lamento o tom fraudulento e enganador, mas como avisei ao início, estou perdido neste emaranhado de acontecimentos que alternam entre o hilário e o lúgubre. Pode ser que com o tempo me vá reencontrando.

O Corvo.

terça-feira, julho 03, 2007

O BRONX de Lisboa...

Chama-se a isto 'os novos problemas da democracia'.
Talvez (?) uma invenção dos sucessivos governos lusos.
Já somos 'modernos'!

domingo, julho 01, 2007

Presidência Portuguesa da UE...

A mensagem da Amnistia!

O Enigma no Afeganistão...

Afeganistão versus... Alguns atrasados do Afeganistão versus... As NU versus... Os EUA versus... ou o Humano versus o seu 'melhor' desígnio?

Como se poderá interpretar um facto deste tipo?

A Justiça (?) lusa!

Não dá para acreditar!
E dizem os entendidos, claro, que este é um país credível!
Imaginem o que seria necessário fazer para que estes senhores fossem dissuadidos da vida que levam; lixar os que pagam impostos apenas leva a medidas que incluem apresentação periódica!
É para rir ou chorar?

sábado, junho 02, 2007

Notícia chocante!

Esta notícia leva-nos a pensar que Portugal continua a ter, no seu seio, enormes deficiências a nível humano! São deficiências porque parece que não vivem no mesmo mundo que os outros!

Quem é esta gente? Que responsáveis temos nós a ganhar o dinheiro do contribuinte e a fazer figura de 'urso'? O que é que se pode dizer destes espécimes?

O que é que se pode dizer de um Estado que ao tomar conhecimento desta história não se mexe no sentido de resolver a questão a bem dos Direitos da Humanidade?

Não vamos descansar e não vamos deixar de acompanhar esta 'enormidade'.
Um dia, neste país, a responsabilidade vai ter que ser pedida a quem de alguma maneira a vestiu!

segunda-feira, maio 21, 2007

Notícia perigosa

Perigosa esta notícia. Parece apelar a uma forma qualquer de revolta.
O modo como os órgãos de comunicação fazem uso indiscriminado da sua falta de regulação é, no minimo, perigosa.

Esta parece ser uma notícia colocada de forma irresponsável. Esta é uma forma de envenenamento com o rabo já muito de fora.

Portugal esta a resvalar. E quem chama a isto 'democracia' brinca com o fogo!

segunda-feira, maio 14, 2007

Filomena Teixeira, a face do atraso dos responsáveis

A mãe portuguesa, depois do acontecido com a menina britânica, no Algarve, mostra a face da impotência e do laxismo português com tudo o que é nosso!

Em Portugal o hábito é lavar! E só nos mexemos se os media internacionais nos colocam em 'xeque'.

1998 foi já ali ao lado, não aconteceu no século passado!
Só falta dizer que a Internet é a responsável pela maior eficácia das conclusões, deixando de lado a questão da solidariedade , das leis internas e da consciência - ou a falta dela - de muitos portugueses responsáveis!

O problema não é a polícia portuguesa. A nossa polícia é óptima; a questão legal é que talvez nos trame!

O maior valor de um trabalho - em qualquer área profissional - é a qualidade da prevenção!

Filomena, uma grande, grande força para si! Não desista!

segunda-feira, abril 09, 2007

O preço de um sistema que é um fracasso

Mais um assalto a um posto gasolineiro, mais uma morte perfeitamente estúpida e inglória.
Este é apenas mais um caso que vai aparecer nas páginas dos jornais lusos. Assim se alimentam de ordenados uma série de profissionais 'de qualquer notícia', que é para isso que eles existem.
Este país 'sem plano' vai-se - dizem os arautos da governação - banalizando numa espiral de pretenso desenvolvimento. E a noção de desenvolvimento é apenas tornarmo-nos compatíveis com o crime e a banalização da morte.
É o exemplo de Estado - pago pelos contribuintes - que se está nas tintas para o seu inevitável dever de controlar e exercer a violência em nome de quem paga.
Claro que esta violência legitimada não seria de todo necessária se à frente dos destinos desta nação à beira mar plantada não tivessem estado ao longo dos anos demagogos e artífices de negócios em nome de quem raramente dá a cara.
Num país em que os arguidos desfazem na Justiça em espaço nobre da televisão pública sob a complacência de todo um povo - calado e submisso, como foi sempre seu apanágio -, num país em que a Lei do Oeste, importada das pradarias do Novo Continente, está no auge, é de esperar o pior para os próximos tempos.
O país dos partidos em nome 'do desconhecido' está possivelmente a agonizar.
Como dizia uma pessoa conhecida, 'o país está perigoso', e para quem não reconhece as lições da história, preparemo-nos para qualquer coisa mesmo... má!

domingo, janeiro 07, 2007

A ineficácia portuguesa na Nazaré!

Não vale a pena tentar mostrar ao Mundo que somos desenvolvidos - EXPO, Euro 2004, etc. - porque não temos capacidade para defender quem merece ser defendido.

O caso da Nazaré é pura e simplesmente uma vergonha! Somos pobres e continuamos subdesenvolvidos para o que verdadeiramente interessa. E é uma pena!

Quase sem comentários

Três crianças morrem ao imitar execução de Saddam Hussein
A execução de Sadam Hussein é assunto interno iraquiano, diz o Governo de Bagdade, que ameaça cortar relações com os países que criticaram a condenação à morte. A última polémica está agora relacionada com a morte de três crianças, depois de terem visto as imagens do enforcamento.
A morte de Saddam, a milhares de quilómetros de distância, provocou a dor e a tragédia, na casa dos Pelico, emigrantes da Guatemala que vivem no Texas. A família chora a morte de Sérgio. Tinha 10 anos. Morreu a imitar a execução do antigo ditador iraquiano.
Mas Sérgio não foi o único jovem que morreu a imitar o enforcamento de Sadam Hussein. Numa aldeia do leste da Índia, Moon Moon, uma menina de 15 anos foi encontrada morta, enforcada no tecto do celeiro. O pai não levou a sério o facto de se ter recusado a comer durante dois dias, de ter avisado que queria sentir a mesma dor de Sadam, a quem chamou de patriota.
No vizinho Paquistão, depois de ver as imagens da execução, um rapaz de nove anos morreu devido a uma brincadeira de mau gosto com a irmã mais velha, que o levou a pendurar-se pelo pescoço na ventoínha do tecto.
Em todo o Mundo, os especialistas salientam já o carácter violento das imagens do enforcamento de Saddam. Vistas sem a explicação dos mais velhos, podem provocar alterações graves de comportamento, entre crianças e adolescentes, com problemas, ou mais sensíveis que o habitual.

ESTA É UMA NOTÍCIA RETIRADA DO EXPRESSO
Como dado digno de estudo, por favor, atente-se no último parágrafo, especialmente na frase "Vistas sem as explicações dos mais velhos (...) ou mais sensíveis que o habitual", a qual deixamos sem qualquer comentário, obviamente por falta de capacidade ou para não ultrapassarmos o limite da boa educação!
A nossa sensibilidade diz-nos que esta é a forma de pensar da sociedade actual, em suma, este é o resultado das democracias da moda, as democracias que se mascam como uma qualquer pastilha, apenas porque 'todos os direitos são sagrados', ou seja, vivemos na fase do 80!
O que é a história senão um oceano sujeito às leis da expansão cósmica, cumprindo os seus ciclos de movimento acelerado e de calma embora sempre com tonalidades diferenciadas?



terça-feira, janeiro 02, 2007

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Saddam; os humanos continuam a desafiar as lições básicas da História

Mais uma vez, um ex-governante, falo de Saddam, e não vou tecer comentários acerca da sua índole governativa, pois que, para isso, existe muita gente que não se cansa de o fazer, vai ser executado, para gáudio de todos os que querem perpetuar o negócio da guerra.
A partir da sua execução, com o beneplácito dos EUA (país de costumes duros e presumivelmente puros, segundo muitos dos seus autóctones espalhados pelos vários estados e igrejas), estará criado o próximo mito proveniente desta martirização. Neste processo deverão ocorrer muitos mais e terríveis massacres, e não haverá maneira de se prever o fim para esta nova crise, pertença de um velho novelo de crises que se desenvolvem umas sobre as outras, sempre com a conivência de altos (i)responsáveis que teimam em não implementar os ensinamentos que a História faculta aos homens. A pena de morte atrai outras penas de morte, e assim sucessivamente.
Para quê, retirar criminosos (e responsáveis por impensáveis atrocidades) do inferno que continua a ser a Terra?
E o que ganham os povos, quando assistem, impávidos, como se de mais um filme de ficção se tratasse, às execuções entre dirigentes, uns mais legais que outros, dependendo da posição actual e sempre do poder actual das suas armas?
Caminhamos a passos largos para uma catástrofe de proporções dificilmente imagináveis, e todos os tijolos que se vão colocando com vista à consumação das negras previsões são actos também eles criminosos. A legitimidade nunca será motivo de lavagem do próximo crime. mesmo que lhe seja dado o nome de execução.
Consola-me ser europeu, nos costumes, na assumida velhice continental e nas palavras de dirigentes que me podem bem representar afirmando sem temores a sua discordância perante uma acção que felizmente faz parte da nossa herança legal de outros tempos.
Sem possibilidade de se esconderem dos seus actos e das suas ficções, que apenas servem interesses bem longe dos olhares e convicções de quem os elegeu, mais uma vez a vergonha defendida por teses legalistas perfeitamente espúrias se vai colar aos nomes de dirigentes de países ditos desenvolvidos.
Nunca se fecharão ciclos com assassinatos políticos, nunca. E a democracia é, antes de tudo, um estado de elevada educação e respeito pela vida.
A melhor obra de Mozart ficará sempre manchada pelos aspectos mais básicos que regulam qualquer espécie de crime. À justiça dos homens apenas lhe falta um sponsor, que hoje em dia poderá ter naturalmente e cada vez mais visível o sinal da Coke americana.
Não será também assim no TPI?

quarta-feira, dezembro 27, 2006

O mau exemplo!

Muitas vezes nos confrontamos com a dúvida: o que terá corrido mal em Portugal depois de alinharmos no Euro?
Embora a resposta esteja no ar e nas mentes de todos - porque o culpado conhece sempre a solução do seu problema, embora não a distinga na maioria dos casos - apenas hoje chegou a confirmação oficial: Portugal, o mau exemplo, para referência dos próximos países a colocarem a fria moedinha nas suas contas quotidianas. Tão simples como isto: não faça o que aqueles meninos ali do Sul fizeram; de outro modo, espalha-se.
E que será feito dos responsáveis que estiveram a tratar do assunto, na altura, e que deixaram que as coisas chegassem a este ponto? Teriam sido despedidos, com justa causa, ou estão agora a gozar a reforma dourada que normalmente se paga em Portugal sempre que as coisas correm mal?

sábado, dezembro 23, 2006

O princípio do fim de uma barbaridade!

Por fim, as coisas começam a movimentar-se em Espanha.
Com senso político, os espanhóis vão começar pela proibição da morte dos toiros nas arenas; depois, virá o resto, e mais depressa do que pode parecer: o fim das toiradas!
Será que os espanhóis tomarão a dianteira aos lusos, sempre mais papistas que o papa?

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Outro anúncio...

Queridas senhoras, não esqueçais a venda de beneficência! É um bom modo de vos libertardes das coisas inúteis que estorvam em casa. Trazei os vossos maridos.

terça-feira, dezembro 05, 2006

ANÚNCIOS PAROQUIAIS

Recordai na oração todos aqueles que estão cansados e desconfiam da nossa paróquia.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Uma vergonha cósmica...













Os direitos dos seres humanos não estão em causa, ou seja, sabemos que vivemos num mundo que só há muito pouco tempo inscreveu os direitos dos humanos na cartilha dos bons comportamentos, dos comportamentos próprios para gente inteligente. Assim torna-se simples verificar o atraso do espírito humano, da maioria dos seres teoricamente mais inteligentes do planeta Terra.

Ao constatarmos o facto torna-se muito mais difícil escrever e falar sobre o mau trato a que os animais estão sujeitos, especialmente aqueles que servem para a alimentação da população 'inteligente'. Já nem colocamos na mesa a actualíssima dscussão sobre o comer carne ou não; deixemos essa questão para outras calendas, possivelmente para daqui a uns bons anos em que as revelações e a experiência científica poderão ajudar o público consumidor a perceber melhor o seu papel como depositário da tal inteligência, permitam-nos, de certo modo 'mítica'.

Custa, de qualquer modo, muito ler notícias como esta (procurem nas notícias da coluna da direita)! A canalha portuguesa - claro que existe canalha em todos os países do mundo - sofregamente sentada em cima de um lucro de origem esclavagista, trata os animais que são oferecidos à alimentação da população como se de objectos se tratasse.
Abjecto, portanto e nestes casos digno de assassinos efectivos e à solta. Afinal, daqui por um par de anos serão denominados por assassinos pela gente que vier substituir esta grande massa não-pensante que habita, no caso presente, em Portugal. Como a lei é permissiva, ou melhor os sistemas de controlo relativamente a estes excessos, vale tudo aqui no território do faz-de-conta.

Agora por isso: saberá esta gente - se é possível chamar a esta escumalha 'gente' - o que está a ingerir e a relação com as formas de tratamento e morte dos valiosos 'conteúdos' na consequente digestão 'pacóvia' e excessivamente farta na barriga dos brutos?

E não confundam, nem falo como vegetariano, mas são cenas destas que possivelmente vão ajudar a acabar com um comércio perfeitamente inadequado aos desafios que se erguem no presente e futuro da humanidade.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Pobres de nós...

Esta notícia não explica, porque não pode, mas deixa-nos o facto que roça o surreal. Quantos mundos existem neste mundo, sabem?
Contudo, se sabem, como se pode ansiar a uniformização de pensamento, se o local onde ela se encontra não aparece nos exames neurológicos mais ou menos comuns?

terça-feira, novembro 21, 2006

ANÚNCIOS PAROQUIAIS

Para quantos de entre vós têm filhos e não o sabem, temos um espaço preparado para as crianças.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Vai Uma Bucha De Super-Poderes?



Ok, no caso português não é assim tão grave. Cá as pessoas geralmente não se atiram para dentro de contentores de resíduos tóxicos, pelo menos não intencionalmente. Mas o que esta notícia nos diz é que talvez sem sabermos, um dia acordemos todos com um aspecto esverdeado, a deitar laser dos olhos e a levantar pianos de cauda com uma mão. Ou então, com um aspecto acinzentado/incolor, com os olhos cegos e a mão a cair-nos do braço. Logo se vê. Isto porque há umas quantas empresas portuguesas de camionagem que usam os seus camiões para fazer o transporte de resíduos tóxicos pele península ibérica (a denuncia foi feita pelos espanhóis) e usam depois os mesmos para transportar… ALIMENTOS! Pois, podia ser outra coisa qualquer, materiais de construção, cortiça, madeira, qualquer coisa, mas não, são mesmo produtos alimentares, para seres humanos, entenda-se. Mas afinal parece que está tudo bem. Não há problema nenhum, podemos estar todos descansados porque segundo o senhor major (atenção à questão do “major”) Jorge Amado, o coordenador do SEPNA (Serviço Especial de Protecção da Natureza), desde que os camiões sejam lavados segundo as normas a coisa passa. E como é que se prova se fora lavados segundo manda a lei? Apresentando uma factura da lavagem… Pois então! Como todos sabemos que a camionagem, os majores e as facturas são coisas desde sempre relacionadas com o bem e a honestidade, porque não começar já a treinar a visão raio-X, ou levantar algumas peças de mobília mais pesadas lá de casa?

terça-feira, outubro 31, 2006

Bush, afinal, também pode ser um 'muro'!

A Bush, só lhe faltava assinar um despacho para a construção de um muro a vincar e a separar, decerto com custos irreparáveis, as fronteiras dos EUA e do México.

Contudo já se sabia que o presidente americano tinha uma afinidade especial para resolver os problemas através de muros, pois a imaginação é um factor que lhe sobra, ainda por cima no lugar de pouca responsabilidade que ocupa.

segunda-feira, outubro 30, 2006

E Quioto, Portugal?

Será apenas um regime de excepção, este de dois dias de calor acima do 'normal'? Que respondam os portugueses responsáveis pelo não cumprimento do protocolo de Quioto!

sexta-feira, outubro 27, 2006

O perigo da palavra tradição

A tradição é uma palavra perigosa, porque geradora de modos de pensar e de actos alinhados com um passado geralmente omisso da nobreza humana.

quinta-feira, outubro 26, 2006

A RTP e os grandes(?) portugueses!

O programa conduzido pela Maria Elisa sobre a peregrina ideia de colocar a ignorância lusa a votar, qual Totoloto, numa personagem que é afirmada pelos ideólogos do programa como o melhor dos portugueses - uma ideia só ao alcance de povos em declíneo - é patético. Sem palavras.
A democracia portuguesa no seu melhor!

sábado, outubro 21, 2006

Entre-os Rios ou entre culpas?

A sentença do Tribunal, ilibando os acusados do processo, deixa, mais uma vez, o contribuinte a 'coçar a cabecinha'! Impõe-se a pergunta: funciona a Justiça?
Bem, houve um julgamento, houve uma sentença, daí poder responder-se que sim, que funciona. Mas, e neste processo não há culpados? Será verdade aquilo que ouvi a um advogado de defesa, dizendo que a ponte caiu 'de causas naturais'? Se é assim, está na hora de se poupar com os engenheiros e consequentemente com os departamentos do estado que tratam das obras públicas!
E só nos resta rezar e comprarmos suficientes amuletos sempre que passarmos numa ponte em território nacional. Que lástima!

sexta-feira, outubro 13, 2006

O fim da barbárie?

Esta notícia é mais um sinal do avanço da espécie rumo à responsabilidade que detém na condução do planeta onde vive e coabita com seres 'irmãos', necessitados dos seus cuidados, não das suas patifarias'!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Militares, possíveis, desejáveis e urgentes ocupações











Já dizia Carl Sagan nas 'Ligações Cósmicas', Gradiva, que...

"A história da exploração da superfície da Terra tem sido largamente uma história militar; emparte porque é uma aplicação apropriada das tradições militares de organização e coragem pessoal. São as outras tradições militares que hoje nos colocam em perigo. (...) E sabe-se que a grande maioria dos astronautas e cosmonautas têm sido militares. Isto é certamente bom. Quantos mais estiverem ocupados lá em cima, menos estarão ocupados cá em baixo."

quarta-feira, outubro 04, 2006

...
A guerra não é
Nunca de ideias,
É sempre de falta delas.

MARTHIYA DE ABDEL HAMID
SEGUNDO ALBERTO PIMENTA

Ed. & ETC, 2005

domingo, outubro 01, 2006

quarta-feira, setembro 20, 2006

A Lista Negra dos Municípios, os Pró-Touradas!

Aqui segue uma lista de Municípios portugueses que estão atrasados relativamente ao que é a nova postura do ser humano, numa Terra toda ela a necessitar de mudanças drásticas relativamente à sua preservação e no convívio que se deseja saudável e inteligente para com os outros organismos.

Enquanto não entendermos o nosso posicionamento na escala, enquanto não entendermos a nossa responsabilidade perante tudo o que nos envolve, não passaremos apenas de vírus com cabeça, pernas e braços. E os vírus são normalmente objecto de destruição!

segunda-feira, setembro 18, 2006

Fraquezas do sistema democrático

Uma notícia preocupante. Sempre que um sistema abre a porta a 'pesadelos', algo não vai bem na sua estrutura!

Volta, Joana! Estás perdoada.

Nem só os canais privados são competentes em matéria de novelas. Agora, vêm da 'esquerda' e com produção do SOL. Não, não é o que está a pensar, é do SOL mas da Terra, de Portugal, não o que aquece mas o que se pode ler. A não perder o 1º episódio...

domingo, setembro 17, 2006

O Papa parece que meteu o pé na poça!












Nas relações internacionais dos dias de hoje, possivelmente como nos 'dias de sempre', a prestação do chefe católico deseja-se política porque político foi sempre o seu posicionamento perante os diversos povos, os diversos crentes das variadas 'crenças' e especialmente perante a ignorância ancestral dos povos, de todos os povos da Terra.
Aquilo que se pede a um PAPA actualmente é que, mais que um bombeiro, se apresente na pele de uma personagem conhecedora das dores da humanidade e com capacidade para prever os incêndios do mundo, especialmente quando eles se encontram espalhados por áreas nas quais só muito dificilmente poderá ser obtido sucesso no verdadeiro combate às causas que não nas tentativas pejadas de uma hipocrisia surda e fria e que tem acompanhado as públicas manifestações dos líderes políticos dos diversos lados.

Este PAPA é um académico, diz-se. Óptimo, se deixar então um pouco do dogma de lado e puser a cabecinha a funcionar poderá dar uma ajuda aos seus 'adeptos' não inflamando mais o outro lado da inflamação, especialmente aqueles que estão sempre à espera das faúlhas do ocidente descontraído para poderem justificar o injustificável. É isto que se espera de um PAPA, certo?

Contudo, se um qualquer líder político faz o papel do ofendido com as palavras do PAPA num discurso proferido numa universidade, e ainda por cima quando as palavras mágicas ganham cobertura na forma de citação, estamos seguramente perante um empolamento que traz água no bico (em linguagem de pássaro) e mais, terá na sua retaguarda intenções decerto muito complicadas.

Não se compreende, e em termos de estadista com responsabilidades acrescidas, que Bento, o XVI, não se tenha referido com carácter crítico ao facto de os extremismos levarem sempre ao precipício, fornecendo como exemplo 'as cruzadas católicas', ' a inquisição católica', as ordens fundamentalistas católicas, etc., e tenha apenas referido o Islão como crença ligada à ponta da espada.

Nos dias de hoje, falar em Terra de ignorantes é muito complicado, e porquê? Simplesmente porque a Fé costuma ser... cega!


quarta-feira, setembro 13, 2006

Sempre a estrear!

Cat's, diz a notícia, esse brilhante musical 'português' (dizemos nós com um levíssimo sorriso ao canto!), estreia de novo em Portugal.
Haverá país, no mundo inteiro, onde este musical tenha estreado mais vezes? E com o apoio total dos media portugueses? Somos mesmo parolos! Ainda por cima a fazer promoção de 'castings' de 3ª categoria não portugueses!

Justiça portuguesa? Filme de terror! Não funciona.

Mais uma notícia de terror. São cadastrados, violência a um nível surpreendente! Palavras para quê? Entretanto já passaram pelas prisões, eram conhecidos da polícia, pa ta ti pa ta ta...
O contribuinte que levou com a 'fava'... lixou-se! O sistema não funciona.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Terror, outra versão...

Esta notícia é um hino à aceitação dos Deuses e Demónios, essas qualidades próprias do 'ser humano'. Sem palavras!

sexta-feira, setembro 08, 2006

Massacre!

À hora a que este pássaro escreve este 'post', a RTP contribui para um massacre no Campo Pequeno!

É uma evidência o facto do nome atribuído à 'renovada Catedral da Tortura em Portugal' - com disfarces comerciais nas partes mais baixas - conter a palavra 'pequeno'. Não poderia lá existir outra expressão mais apropriada!

quarta-feira, setembro 06, 2006

Uma no cravo...?

O texto mais importante dos últimos tempos, o de Júdice no Público de 30 de Agosto passado.
Um excerto,

"Tudo começa no sistema de partidos. Admito que a prazo o sistema democrático se possa estruturar sem ou apesar dos partidos políticos. Penso, aliás, que quanto mais os partidos demorarem a reformar-se, mais provável será que se tornem desnecessários ao funcionamento do sistema. Mas por enquanto são incontornáveis, até porque o modelo constitucional é aquilo a que Zampetti chamava "um Estado democrático de partidos". E, em minha opinião, é preferível tentar salvar o sistema de partidos do que apostar no desconhecido de uma solução alternativa."

Alucinações radiofónicas

Viajando na paz possível, o volante agarrado com muita fé, uma certa ingenuidade no olhar fixo na estrada de piso incerto e 'brisas' impantes de não sei o quê e ouço a voz que vem da rádio, daquela estação de reinado seguro nos blocos noticiosos e análises q.b., a TSF, e o susto!, por fim o susto!
Pareceu-me, entretanto, ter ouvido "... e finalmente conseguiram conseguir o prémio." Se não foi isto que ouvi foi muito próximo. Certo, certo é que conseguiram conseguir é a expressão conhecida pela fava aqui na memória do passarinho.
E porque não? Todos temos direito a errar, né?

domingo, setembro 03, 2006

O pior amigo do CÃO











Já não era necessário assistir à actuação de Fiúza, o tal presidente do Gil Vicente, essa maravilhosa construção do estado democrático português nos últimos 30 anos.

O Expresso de ontem aponta o Homem Português, esse espécime que de atrasado tem quase tudo (não esquecer que a pior peça define o nosso HiFi), como exemplo do típico 'abandonador' de animais. A situação é caótica em Lisboa, e se não fosse a boa(!) ajuda da Brisa na maior parte do país (lá se vão executando vários animais perdidos dos seus exemplares donos sem dó nem piedade) a coisa ainda seria pior(!*?).

Destas obras com resultados no nosso pobre quotidiano já ninguém responsável tem qualquer interesse em aparecer aos olhos da população para a recolha de medalhas! Triste, muito triste.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Uma pérola de Carmona!

Diz Carmona que a notícia acerca do imbróglio com as obras do Túnel do Rossio "lhe parece mau demais para ser verdade", precisamente o comentário que este pássaro está capacitado para fazer à mesa de um qualquer café.

Nunca percebi porque produzem geralmente os políticos no activo comentários com a mesma profundidade com que eu os desenvolvo enquanto tomo uma bica!

sábado, agosto 26, 2006

Em Portugal vale tudo...











E parece que os responsáveis pelas discotecas K se estão borrifando para os tribunais portugueses - é verdade que os ditos estão longe de ter qualidade europeia mas, num estado de direito como presumivelmente é o nosso, é coisa de pasmar -!
A notícia é lamentável e reflecte o estado de vandalismo legal que grassa cá pelo território. Mais uma!

segunda-feira, agosto 21, 2006

sábado, agosto 19, 2006

Ensino básico!

Como se poderá denominar um povo que passa a vida a sujar o chão de sua casa?
Consulte a 'pista' para produzir uma resposta correcta!

sexta-feira, agosto 18, 2006

O Ministro tem razão!

'O país falhou nos últimos 30 anos', diz ele. Presumivelmente parece estar a referir-se à questão da Prevenção, mas não, o Ministro só passará a ter razão se a sua afirmação for contextualizada no âmbito do falhanço a um nível geral, aí sim, o País falhou rotundamente.
Mais, hoje, Portugal é um falhanço porque nem Portugueses parece habitarem nele!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Tempo de luto!

















Parece que começou a época de caça. Aquela época em que os caçadores (daqui a 50 anos serão considerados assassinos ou pessoas a evitar pela legislação da altura) podem atirar aos pombos, rolas e outros colegas e afins. Diz a notícia que os meios para a fiscalização não parecem óptimos ou sequer aceitáveis - faltam fiscais, pois o país está de tanga e não há verbas, dizemos nós.
Caçador é - na maior parte das vezes - um gatuno qualquer que tem licença de porte de arma de caça (agora qualquer um pode ter porque a fiscalização é igual a zero, dizemos nós) e que vai matar à vontade para resolver as suas depressões caseiras, possivelmente problemas relativos a erecção e afins.
Depois e para agravar, utiliza cães. Mais grave ainda é que assim que não necessitar do serviço dos ditos devolve-os à morte (como não poderia deixar de ser) abandonando-os nas auto-estradas de forma perfeitamente terrível.
Não somos nós que o dizemos, o estudo foi feito e este é um aspecto que caracteriza o caçador português da actualidade.
Uma merda este português caçador!
Assim e em sua homenagem deixamos este cartoon e que lhe faça bom proveito.

sábado, agosto 05, 2006

O povo português é atrasado e deixa-se levar!

O grande negócio dos fogos continua 'em grande', em Portugal.
Especialmente no Norte do país os incendiários são mais que muitos, fazendo com que o negócio 'do ar' seja extremamente rentável.
Parece que sim - à primeira vista - que tudo mudou na Natureza e nas temperaturas, mas não é verdade. Frios, muitos e calores, pfffff, mais que muitos, sempre houve, mas incêndios com esta relevância nunca foram notícia. Então o que mudou? Obvio: o interesse em negócios que passam pelo fogo, pelo acender e apagar.
Para ajudar à festa têm os incêndios merecido honras de espectáculo nas TVs, com câmaras trabalhadeiras junto aos bombeiros e um destaque cada vez maior como se de um filme de ficção se tratasse. Vão-se prendendo uns executivos, mas aqueles que lhes pagam... nunca aparecem. Um caso para detectives de grande dimensão profissional!

O facto de 'o povo se deixar levar' tem a ver com aquela frase politicamente correcta e que diz que quem não vota não ajuda a democracia e pode colocá-la em perigo! Nem os alentejanos consequem anedotas tão boas como esta!

Branqueamentos S. A.

Em Portugal existe uma espantosa actividade relacionada com 'branqueamentos', que faz hoje inveja aos bons malandros do resto do mundo!

terça-feira, agosto 01, 2006

Finanças: a decisão é boa ou má?

Parecendo ser completamente estapafúrdia - o que me parece só dever acontecer num país em que a consciência cívica é igual a zero (e não batam mais no ceguinho do 'anterior regime') - a decisão de publicar listas, nomeando devedores assumidos ao fisco, não é que a surpresa aconteceu?
Lá foram eles, a maior parte dos pró-calotes, pagar à pressa as suas velhas contas e eis que a medida do Estado ganhou eficácia.
País actualmente pobre de mentalidades?
Pois, parece que sim. É que uns estão para os outros, e parece que o Governo actual conhece bem as manhas do português típico pós-cravista. Porque será?

Ainda por cima isto passa-se com um Ministério das Finanças que funciona mal a maior parte das vezes e que até é devedor também assumido de empresas e particulares. Que fazer?

Mas por outro lado, e sem desempatar, temos que levar com o Presidente da Ass. dos Contribuintes muito chateado com a decisão, mostrando satisfação com o hipotético caso de um engano fatal nas listas para, assim, poder levar o Governo a tribunal, conforme incitação massiva durante o santo dia nos meios nacionais!
Quer dizer, eu pago, tu pagas, o outro não paga e adivinha quem se lixa? Será que há filhos e enteados na 'nova democracia portuguesa'? Questão simples para a historiografia, daqui por 50 anos, claro.

A história dos direitos e deveres como matéria é muito difícil para o português actual. Joga e perde sempre!

segunda-feira, julho 31, 2006

Fogo, não posso deixar de escrever...

Na sequência de outros anteriores, este governo tem pactuado (resta apenas saber em que grau) com o 'negócio' dos incêndios em Portugal.
Não há palavras para descrever, no seu triste conjunto, um crime de tão grande envergadura, digno dos maiores atentados que se têm feito ao país.

Acuso os Governos de Portugal de conluio, acuso os portugueses detentores desse conhecimento de traição!

Por vezes a Justiça, a verdadeira, chega tarde, mas chega... sempre!

quarta-feira, julho 26, 2006

Oh, Israel, porque abusas de uma razão?

E este alvo de 'azul' pintado e com as letras 'UN' também foi estudado meticulosamente?
Ou os canos dos canhões estão desfasados da realidade?
Israel deseja uma guerra séria; os EUA também; o Hezbollah também; os fanáticos dos dois lados também; os teóricos realistas também; e as crianças que ainda não são de ninguém?

quinta-feira, julho 20, 2006

Médio Oriente... a ignorância...

Do ar fui observador de umas fotos que me enviaram do Líbano.
Não posso deixar de registar o choque, porque não há homenagens para prestar, que é ver as vítimas da chacina quotidiana que por ali se vai produzindo.
Só os 'realistas', os políticos do passado podem prestar homenagens. A morte nunca se resolverá com homenagens. Não passam apenas de estúpidas desculpas ou tentativas de limpeza de consciências mal arrumadas de gente que não fez tudo para evitar os males da guerra. Sim, essa guerra que os teóricos defendem como necessária. apenas também porque as bombas não lhes caiem na cabeça e não lhes desfaz os filhos como aconteceu a estes dos quais ninguém estará interessada em soletrar os nomes. Nomes que continuarão desconhecidos como se nunca tivessem vivido na Terra.

As crianças por terra, perfeitamente em partes, queimadas e naturalmente mortas, não autorizam ninguém a dizer... nada para defesa de princípios, de política, de seja o que for.
Em 2006, assistir a esta barbárie, sem poder fazer grande coisa senão apelar ao desconhecido ou rezar, é uma dor que já nem se sente, porque a partir daqui o que vemos não tem sentido, são apenas imagens que não desejamos reais.

Os responsáveis de Israel, Hezbollah, os americanos, os russos, os isto, os aquilo, 'puta que os pariu a todos', porque não estão cá a fazer nada, diz cá o pássaro. De outro modo mostrariam utilidade!

Lixem-se! Muito, se puderem.

segunda-feira, julho 17, 2006

COMEÇOU!



Começou hoje a quinzena da Argentina no Distância Focal. Até dia 31 deste mês serão postados os videos mais aguardados deste Verão na blogoesfera. É uma vaga de calor que vem da Argentina!

quinta-feira, julho 13, 2006

A Não Perder!



Brevemente no Distância Focal vai ter lugar a Quinzena da Argentina*, ao longo da qual será exibida uma compilação de videos das maiores "bombas" argentinas do momento.
*Vivamente aconselhado para quem gosta de mulheres!

Outra vez, Zidane!

Trágica esta forma de ver o futebol! Um jogo imperfeito mas que, todavia, tem regras, imperfeitas também elas mas regras!

Uma agressão é uma agressão! Uma brutal agressão é uma brutal agressão.
Zidane mostrou-se cobarde.
Quando se agride um adversário com a má fé com que ele o fez, o perdão morre solteiro. E não se perdoa porquanto se sabe que só os tribunais desportivos podem intervir 'na jogada'. Como ele também sabe!

Foi insultado? E depois? Em todos os jogos a sério onde ele tem jogado os insultos são uma parte integrante. Em alta competição os insultos fazem parte do jogo 'industrial'. A capacidade mental dos jogadores fazem parte do jogo 'industrial'. Sempre que se dá uma agressão por parte de um jogador isso é apenas o sinal da sua maior fraqueza mental. E normalmente perde. O facto de uma personagem devedora à boa educação insultar a minha mãe não quer dizer que ela se transforme na forma revelada no insulto, e muito menos se for num jodo de futebol 'industrial'! O artista Zidane foi preparado para isto como trabalhador de um espectáculo de massas. Desporto é outra coisa, é coisa de ideais, e continua a existir, mas não num Mundial da FIFA! Não sejamos 'tolos'.

O 'senhor avesso', Filipe Moura de seu nome, muito incomodado com a simpatia portuguesa e o tom afável utilizado na sua conduta 'já longa' (pertence ao carácter genético e tem pouco a ver com a ditadura - da qual ele só deve saber o que leu nos livros do professor Rosas, o que se torna pouco, então), deve ser defensor daquele ditado muito português, revestido de atavismo, e que diz assim: "quem não sente não é filho de boa gente"!
Ora aqui está um exemplo da confusão que vai na mente dos novos talentos do jornalismo em Portugal. Com tanto disparate nas escolhas eleitorais (também não havia muito mais para escolher...) o resultado só poderia dar nisto! Vivam as beiças machistas portuguesas tão bem defendidas por tão nobre gente!

Zidane perdeu, porque foi mais fraco, mentalmente.
Depois do desastre, ser defendido por altos responsáveis políticos e por 'jornalistas' é, embora aparente ser democrático, gravíssimo; é o branquear de uma acção que correu mundo através da TV e que vai fazer qualquer miúdo acreditar que pode agredir e ser premiado.

Essa questão do assumir, em determinados contextos, é trágica. Assumir é de responsável, pedir desculpa é de gente grande, coisa que o tal Zidane - não é! Sai a Chirac, um pobre, perdido numa Europa à procura de 'gente'!

Ainda no dia de ontem um puto mal formado e de cuja acção irresponsável resultou a morte de 6 pessoas, assumiu e disse-se arrependido! Nem as desculpas o salvam (coisa que já aconteceria com Zidane). E depois? Morreram 6 pessoas. Trágico, porque não há mais para dizer!
A maior parte dos frios assassinos assinalados na história das gentes ocidentais assumiram todos o que fizeram. E depois? Não passaram a emdalhados por isso, pelo contrário.

Zidane comprometeu um título e uma equipa que trabalhou para ele, e que fez? Assumiu (e era preciso? podia ter dito que as câmaras se enganaram?), e qual besta quadrada, destilando a vaidade inerente aos fracos, não pediu desculpa! Parece que até vai ser premiado, em mais que um palco.

O 'senhor avesso', Filipe Moura, defende que se deve defender os agressores que pratiquem as suas agressões à vista de toda a gente! Será preciso dizer mais?

O que é fantástico é que este senhor encontra-se (diz ele) a estagiar num jornal. Será este o preço da democracia? Temos então que clamar pelo aparecimento de 'agressores traiçoeiros', rápido e em força, de maneira a serem louvados no blogue do 'senhor avesso', Filipe Moura?

Maravilhoso 'mundo novo'! Ao fim de 30 anos, a ética, qualidade que sempre acompanhou os bons jornalistas... foi-se! Onde se formam estes novos estagiários? Escola privada? Pública? Não interessa, em Portugal, claro!

Ah!, o italiano que o provocou? Apenas um jogador profissional, que utiliza uma arma vil 'o insulto' como instrumento do próprio jogo (decerto que no final do jogo o iríamos ver abraçado a Zidane e a pedir-lhe a camisola, pedindo-lhe também desculpas pelo seu jogo feio, mas que compreendesse que a asunto não tinha a mínima motivação pessoal, blá, blá...) , no fundo, um trabalhador de uma indústria que vende vitórias ' a granel', o Futebol, cuja organização está nas mãos de... como direi, talvez de gente de 'convicções duvidosas', porque de outra forma mudavam as regras do jogo e aí, com um bom sistema de captação individual, o público ficaria a saber todas as palavras ditas pelos intervenientes! E depois, o que se faria com a falta de escoamento dos maus fígados... populares?

segunda-feira, julho 10, 2006

Portugal a arder... outra vez!

Pensei não voltar a tocar no assunto. Tenho a convicção que me torno um 'chato'. Lá vem o tipo de novo com a conversa dos incêndios, dirão!
Mas já morreram uns quantos seres humanos. Pessoas que tinham sentir, família, projectos e sei lá que mais. Como nós! Como todos os que vão assistindo montados numa mula chamada 'pachorra' ao fenómeno da moda, os incêndios sazonais em Portugal. Um triste cartaz turístico, mas pelos vistos para continuar (olha a prevenção!).

Por sorte, não fomos campeões do Mundo em futebol. Seria, de certo modo, incompreensível, como é que num país exportador de jogadores de futebol de altíssima craveira o fogo fosse um óbice para os treinos dos referidos artistas(?) em altura de veraneio.

Mas somos assim. Vamos assistindo à estupidez de um povo mal educado (e quando se diz mal educado estaremos sempre a referir a qualidade das elites que não têm capacidade para o educar e que de elites apenas detêm a fama), e à complacência de governantes que vão estimulando o negócio aéreo de pretenso apagamento de fogos, distribuindo chorudas remessas de dinheiro aos inteligentes empresários que lucram com as faúlhas em estado puro e selvagem.

Sempre a evoluir em direcção ao abismo. Só precisamos de saber a quem se devem dirigir os agradecimentos!

sexta-feira, julho 07, 2006

E Viva a Argentina!!!



Agora que "já fomos" no mundial, é tempo de pensar em coisas boas, no sol, na praia, nas piscinas, nas argentinas...

sexta-feira, junho 23, 2006

Onde está a responsabilidade de quem nos governa?

O sistema está desajustado, o da nossa segurança interna! Poder-seá falar em responsabilidades? Com certeza, dirão muitos. Ou poucos?
A questão é que num país de irresponsáveis, porque de outro modo ele não estaria no estado em que se encontra, este é o tipo de notícia que passa incólume. E passa apenas porque se retirou o valor a tudo o que deveria ser motivo de preocupação.
Leia-se esta notícia, pese-se a gravidade do seu conteúdo, e olhe-se em volta! Estou certo de que ninguém irá aparecer, como é hábito interno, há já muitos anos!
E lá vão uns estúpidos pagar mais uns impostos, não vá faltar o ordenado às valorosas chefias de um sistema democrático de carnaval.

segunda-feira, junho 12, 2006

Um país descontrolado!

Este 'pássaro' que aqui escreve, não é 'nazi', vê com muita preocupação o tal ' chefe ultra direita' que apareceu na TV, que dá conferências a 'atrasados mentais' na Alemanha, à vontade, e a falar de armas e de levantamentos populares, passando incólume perante a apatia típica de um 'típico' governo enfeudado a interesses facilmente detectáveis e sem qualquer sensibilidade para o estado das 'coisas da casa portuguesa'.

Outros falam de 'nacionalismo' e cheira, à légua, que não sabem do que falam. Mas falam e aparecem nas TVs, com cobertura á boa maneira de 'estamos cá para informar', sem saber o que dizem. Mas são apenas produtos de um regime actual que ainda não tem classificação específica, para além dos contornos de mediocridade que ostenta no dia a dia da vida pública do país.

Esta notícia é, mais uma, sinónimo de um desastre governativo que se iniciou há cerca de 30 anos e que se encontra à vista de 'todos', parecendo este 'todos' já não terem força para protestos sérios. As TV's nacionais, públicas ou privadas, continuam a ser o suporífero mortífero para o encobrimento de um quotidiano velado e a fomentar o voto útil para a 'democracia de alguns', agitando o fantasma de 'quem não vota não é bom democrata' e outras alarvidades do género.

Um povo quando, na realidade, é iletrado e subdesenvolvido, como é o caso do português, nem com roupas de marca se safa, porque a estupidez não se veste ou despe, lá continua, teimosa e prazenteiramente a aguardar as próximas crises, para então verificar o que dizem os comentadores acerca dela. Melhoras, nenhumas.

João Franco já tinha razão, no princípio do século XX. Os regimes não servem, qual casaco de fino design, a todos os povos. E cá o pessoal, embora muito fale de democracia, está longe, muito longe de entender o que a dita pressupõe. E isso é também de fácil explicação. Basta uma visita aos programas e às estruturas do ensino em Portugal. Um - contínuo -lixo.

Esta notícia, que acabei de ler, na NET, enoja-me e faz-me pensar que a batalha está definitivamente perdida. Outro lixo, e com a complacência de quem deveria ter responsabilidades e não assume. Que o ordenado não falte, pois os estúpidos pagam!
Foram os democratas europeus complacentes no aparecimento em força de um tal de 'Hitler'. Ou não é politicamente correcto repetir esta afirmação de cunho histórico?

sábado, junho 03, 2006

As vacas não têm culpa!

Que os agrigultores se queixem, só acho bem, não percebo porque só agora, e tão tarde; imagino que devem ter andado a comer as migalhas de Bruxelas, porque de outro modo já se teriam queixado há mais tempo, mas obrigarem as vacas a andarem na Av. da Liberdade (?) é de uma crueldade que brada aos céus.
Trouxeram-nas a Lisboa para mostrarem aos ministros que o leite provem dos pobres animais; e será que os ministros não sabiam disso?

É verdade que nos dias de hoje começa a ser possível os ministros serem naturalmente ignorantes acerca de variados assuntos, pois que a educação ministrada em Portugal desde o 25 de Abril assim o vai demonstrando, mas começo a ter a impressão que a crise vai demorar muito mais tempo a passar.
Até que a política volte ao poder...

sexta-feira, junho 02, 2006

terça-feira, maio 30, 2006

Um Paulo Morais!

Uma lufada, uma brisa que corre, umas palavras que ajudam a não parecer que estamos todos malucos, enfim, ainda há por aí quem construa e consiga editar algo que, embora se sopre e saiba de há muito, faz sempre bem ver promovido em termos públicos, nem que seja apenas... por um dia.


terça-feira, maio 09, 2006

Há quase 100 anos...

"Os regimes políticos são fórmulas transitórias e progressivas, e valem praticamente menos pela doutrina e essência teórica, que pela adaptação feliz ou descabida ao modo de ser psicológico, tradições, grau de educação cívica e de adiantamento intelectual e material de cada povo; todos igualmente bons, todos igualmente maus, conforme aquelas circunstâncias e o uso que deles se fizer, pois uns e outros hão presidido ao destino de povos que sobem ao seu apogeu ou descem à ruína e ao definhamento. Pior que um tirano vitalício e hereditário são trinta ou trezentos tiranos pseudoelectivos, cuja existência limitada, precária e contingente fica tão cara à nação, moral e materialmente, como a sua lista civil, formada de múltiplas parcelas, entre confessadas e desconhecidas."

João Franco Castello Branco, último Presidente do Conselho d'el Rei D. Carlos


segunda-feira, maio 08, 2006

1º Aniversário



E assim, num piscar de olhos, um ano passou desde que a passarada resolveu “abrir” um bolg. Amados por uns, odiados por outros, sem qualquer credibilidade junto de muitos, atacados, defendidos, desastrosos, bem sucedidos, com piada, às vezes nem tanta, com bonecos e fotos, desabafos e confissões, notícias e opiniões fomos dando forma a este espaço que desde sempre se propôs como alternativa ao main stream dominante nesta coisa da blogoesfera.

A todos os que nos apoiaram, citaram, comentaram, defenderam e atacaram, o nosso imenso obrigado. Nós cá estaremos de bico afiado e asas bem abertas, prontos a voar sobre todo e qualquer tema que nos faça piar bem alto aquilo que nos vai na alma!

quarta-feira, maio 03, 2006

Imaginem!...

Esta é uma historieta proveniente apenas de uma imaginação - no mínimo - sinuosa! Mas deixemos as ninharias e vamos aos factos imaginados, claro.

Passa-se em Inglaterra, ano 2006. Existe um senhor que é Presidente da Liga de Clubes de Futebol, que é ao mesmo tempo Presidente do Metro de Londres, assim como Presidente da Câmara de Liverpool?
Verdade,... é o que estão a pensar!
Num sistema democrático sério não seria possível juntar numa só pessoa estes cargos, e mesmo que fosse, nenhum inglês que se preze aceitaria o 'problema' que estes cargos lhe acarretariam.
Este é um dos exemplos do desequilíbrio europeu que por aí pulula e nos torna um pouco mais ridículos aos olhos dos mais crescidinhos.

Sentença: jamais iremos lá!

sexta-feira, abril 28, 2006

Terra de Oportunidade



O Jornal de Negócios Online diz que:

Nos primeiros três meses deste ano entraram em Portugal 11 Rolls-Royce, a um preço-base médio unitário de 320 mil euros, a quase totalidade deles vendidos sem a participação de um intermediário ou representante local.
De acordo com o «Semanário Económico», se este ritmo se mantiver estável, 2006 constituirá um ano recorde na importação dos veículos desta marca. Só a título de comparação, no ano passado, os portugueses compraram 27 Rolls-Royce.
«Os veículos de nicho, como são estes, são os que melhor resistem à crise, justifica Hélder Pedro, secretário geral da ACAP, ao mesmo jornal.

E acho muito bem! Num cenário como o que se vive actualmente em Portugal, uns quantos Rolls só podem ajudar e estou a falar a sério! É sempre bom ir a passar na rua, a fazer contas à vida, planificando as despesas do mês para ver se o dinheiro estica e ver passar um Rolls. É um momento mágico que por instantes nos faz esquecer as agruras da vida e acreditar que este país também é uma terra de oportunidades e de sonhos. Que aqui também há umas dezenas de pessoas que se podem dar ao luxo de viver a vida com que os outros milhões sonham. Um Rolls a passar nas ruas portuguesas não é mais do que a confirmação de que um dia, todo aquele que trabalhar para isso, poderá conduzir um e passar pelas ruas onde fazia contas à vida, deixando agora basbaques e entorpecidos pelo sonho aqueles que outrora lhe eram iguais mas não tiveram a coragem de dar o grande salto, de fazer a aposta, de mudar radicalmente a sua vida, largando tudo e concentrando os seus esforços numa nova carreira, mais exigente, mais responsável e acima de tudo mais exuberante. Está aberto a todos o sonho de um dia vir a ser um motorista particular ao volante de um Rolls Royce.

quinta-feira, abril 27, 2006

Acerca da Segurança Social



- …Porque, Sr. Primeiro-ministro, isto assim não pode ser!

- Mas o Sr. Deputado leu o estudo?

- Qual estudo?

- O estudo..!

- Que estudo?

- O último estudo!

- Mas qual estudo?

- O estudo!!!

- Ora... O estudo...!?

- Então, o estudo!

- Ah o estudo… Mas que estudo?

- O último!

- O último quê?

- O estudo!!!

- Qual estudo…?

quarta-feira, abril 26, 2006

Política da Terra Queimada



Sucessivamente, governo atrás de governo, a política da “terra queimada” tem sido uma prática constante neste país. Mesmo sendo metafórico, talvez o termo “queimada” ainda assim não seja o mais correcto. “Pilhada”, “estropiada”, “abusada”, “violada” ou “corrompida”, serão porventura termos mais próximos do que sente esta “terra”, que no fundo somos nós. O problema é que já se vai sentindo que não resta muito mais terra para queimar, mas os governantes parecem não ter essa noção, cegueira talvez causada pela sede interminável do combustível com que se alimentam.

Metáforas à parte, penso que Portugal se encontra numa situação altamente volátil e parece que ninguém se está a aperceber disso. Os governos e as classes influentes deste país continuam a gerar dívida, baixa produtividade, escudando-se nos labirintos burocráticos que se alimentam da corrupção, gastando cada vez mais, cobrando cada vez mais, pagando cada vez menos.

É cada vez mais transparente a barreira entre os ladrões saqueadores e aqueles que são saqueados. O fosso entre os ricos e os pobres é cada vez maior, a incompetência do país cada vez mais visível, as soluções cada vez mais impossíveis e demagógicas.
Pergunto-me às vezes quanto tempo faltará para uma nova revolução. Desta feita não política mas social. Receio que, caso não se dê uma inversão rápida da situação económica do país, um dia acordemos para um banho de sangue, uma insurreição popular à séria, uma guerra de fogo e aço que faça ver ao mundo que afinal este povo manso e submisso à vilanagem afinal não o era. Basta que alguém se dê ao trabalho de compilar algumas regras básicas da propaganda e criar um discurso actual e contemporâneo, que faça sentido junto dos que se sentem explorados... E não serão poucos nos dias que correm.

quarta-feira, abril 19, 2006

Portugal e os seus animais em extinção!

Já não bastava o país ser uma nódoa na sua louvada democracia corporativista actual, ainda somos forçados a receber, sem espanto, esta triste notícia, que transmite de forma fria a nossa pouca apetência para conviver com a vida!

sexta-feira, abril 14, 2006

domingo, março 26, 2006

Solidariedade animal!










Este 'pássaro' não pode deixar de manifestar um voto de pesar pelo massacre a que vão ser sujeitas cerca de 375.000 focas bébés, culpadas de terem nascido, inadvertidamente, num planeta habitado e consequentemente controlado por 'seres humanos', a espécie - talvez - mais perigosa a operar no cosmos.

O Canadá - país riquíssimo - não pode deixar de castigar estes animais excedentários (com a garantia do Governo em exercício de que tudo vai ser feito de forma muito humana), por se continuarem a reproduzir sem a sua sagrada opinião, e reincindindo no não pagamento de impostos, embora ocupando o gelo branco do hemisfério Norte, pertença desta república canadiana, por desígnio dos Céus!

Escusado será dizer que nos Céus reina um ser omnipotente e castigador à imagem dos representantes do Governo do Canadá, assim como do povo canadiano, cúmplice na 'festa'!

Para ajudar, parece que existem uns negócios fabulosos com a China, relacionados com a extração de matérias provenientes destes animais e que, dizem os entendidos, se destinam a potenciar os Chineses com 'falta de ponta' sempre que assumem atitudes viradas para o sexo; estamos a falar de produtos afrodisíacos.
Acreditamos que dentro de pouco tempo as crinças chinesas do próximo futuro possam ser portadoras do signo da 'foca' para juntar aos outros animais da 'sino-astralidade'.

Mas que filme!...

terça-feira, março 21, 2006

EDP destrói ninhos de cegonhas!













Este blogue tem estado de quarentena, por motivos relacionados com a 'gripe das aves'; ainda não está provado que as palavras por aqui espalhadas possam danificar, por vezes e inadvertidamente, a motorização de alguns espécimes humanos.

De qualquer modo, e como o diagnóstico não nos chegou ainda às mãos, passamos a 'bicar'!

Os 'atrasados mentais' ou 'criminosos', desconhecemos o seu grau de responsabilidade e a sua capacidade como presumíveis detentores de uma máquina pensante, trabalhadores da EDP, são um caso de indigência até intelectual, daí a sua perigosidade, independentemente da categoria a que pertencem.

Mas não se poderia exterminar o seu 'corredor' de chefias?

segunda-feira, março 06, 2006

O mundo... a caminho das estrelas!












Qualquer coisa como o equivalente a um campo de futebol por dia é o que vai desaparecendo diariamente, diz quem sabe!
Onde? Numa zona não muito grande que fica lá para cima, já colada ao Pólo N. e que não vem nos mapas usualmente usados nas grandes cidades.
E também dizem que não é só nessa região; há mais!