quarta-feira, abril 30, 2014

O sistema capitalista a ruir?

Naturalmente que é uma notícia que já ultrapassa qualquer preocupação; encontra-se para além disso, é uma notícia alarve mas demonstrativa de insolvência mental, no mínimo. E quem somos nós para fazer julgamentos?
Porém, se um sistema produz 'sem-abrigos', o sinal é de menos.
Ou seja: um bom sistema social não produz fome, sem-abrigos, desespero e muitas outras coisas acabadas em 'ai'. Um bom sistema social - daí o contrato social que tantos anos demorou a penetrar as consciências dos políticos e da sociedade, 'sabe' que a sociedade pode não ser obrigatoriamente de empreendedores de cariz 'dawinista'. A diferença entre as pessoas é precisamente essa: todos somos diferentes. Daí, até, o facto da própria medicina se encontrar num estágio que procura acima de tudo que a sua actividade se concentre no indivíduo como organismo autónomo e diferente.
Bem, multar as pessoas que almejam fazer o papel do regulador - que deveria ser sempre o Estado, como corpo representativo da sociedade que paga impostos para ter acesso a segurança, saúde, educação e bem estar, é a demonstração da falência de um sistema - no caso o capitalista -, que continua a movimentar-se como se tivesse porventura ganho a 'guerra fria'.
A muitas surpresas iremos por certo ter acesso nos próximos tempos.

quarta-feira, abril 23, 2014

MAI, um governo complicado e o desgoverno com a segurança

Este ministro é complicado. O governo é complicado. O país, que é anunciado como seguro, parece não ser seguro, ainda por cima se é a polícia que o demonstra através de uma posição muito complicada. Quem tem razão?

Mesmo a 'economia' do país - com as finanças, corações destas operações de austeridade a que vamos sobrevivendo - fica menos segura quando são os próprios garantes da segurança que publicitam tamanha anormalidade democrática.

Começa a ser tempo de pôr fim a este estado de coisas. A Europa é um cavalo cansado que se fartou de andar, num processo anormal e fora da perspectiva de quem lutou por ela, perseguindo um sonho de uma paz duradoura e com a solidariedade que não dá mostras de surgir.

Continuo a escrever um facto insofismável: não foi o povo que gastou o que falta para pagar as contas.
Onde estiverem os responsáveis estará a verdade (até agora ainda ninguém pediu desculpa ou deu sinal!) - porque é preciso transfigurar o actual processo europeu, que já tem a Rússia, do novo czar Putin, cavalgando as suas costas, aproveitando-se naturalmente da debilidade política de gente tão estouvada e leve na condução desta mesma Europa em final de contrato.

domingo, abril 06, 2014

A Índia na verdade é ainda isto!

Não vale a pena branquear. Quando se fala em novas superpotências, estamos a falar de quê?
Os homens (?) indianos - não todos, claro está - estão abaixo de qualquer comentário, na base de qualquer escala, não existem desculpas. Direitos humanos? 

quinta-feira, março 06, 2014

O fraco papel da Informação na manifestação

O papel é informar.

Mas o que se viu e ouviu foram repórteres 'histéricos' à espera de problemas de modo a que a sua carreira saia, quiçá, valorizada. A forma de descrever os factos, aos 'gritos', rematando frases que incluiam 'barril de pólvora', pedidos de declarações dizendo que 'não filmavam as caras', desde as mantas para incêndios até à expectativa 'babosa' de que os confrontos sejam facto, deixa o espectador de cabelos em pé, porque as imagens, por muito expectativa que levantem, diziam o contrário.

EXcelente actuação das Forças de Intervenção. Afinal: são todos parte do mesmo sector: forças de segurança pública e paga pelos portugueses.

Dizia uma repórter, ' o ambiente está inflamado, ao centro da escadaria'.  5 segundos depois, 'Nesta altura, o ambiente acalmou.' Uma voz, supostamente de um polícia diz agora, 'somos todos polícias, está tudo controlado', repete com voz definitivamente calma.

Histerismo numa reportagem destas é o pior serviço que se pode dar aos espectadores. Nem se viu ou ouviu nada disto nos acotecimentos que se mantêm na Ucrânia e que deixam a Europa e o mundo em suspenso. Tínhamos que ser  nós, em Portugal, a fazer da manifestação da polícia um incrível acontecimento mundial!

Uma pérola de reportagem: '(...) acabou de terminar a reunião com Conceição Esteves (...)'. Diz tudo!

terça-feira, março 04, 2014

Estes políticos do século XXI estão loucos?

Ao ler o artigo no NYT é perceptível a ingenuidade que por aí pulula.

Os dados da CIA são apenas dados da CIA e são escritos, pelo tom, como se de uma notícia corrente se tratasse. Estes iluminados ainda não perceberam que Putin tem tudo na mão. As análises que se vão lendo por aí mostram-se completamente académicas e tratam o assunto Ucrânia como se estivéssemos no século XX, no início - e Putin actua precisamente dessa maneira, mas como bom xadrezista sabe que o ocidente encontra-se sem saber o que fazer. Medidas de carácter económico é oferecer a Ucrânia de bandeja.

A boa notícia é: hoje não pode haver 'guerra' clássica. Mas podem existir loucos e em cargos de enorme responsabilidade para o mundo onde vivemos.
E nenhuma das potências clássicas e poderosas pode ou deve pegar em armas. Putin pode ser: louco. Mas sabe que está a entalar a Europa e os EUA. O Irão  está de 'olho' no assunto e a Síria de cadeirinha enquanto vai liquidando o que estiver ao seu alcance, internamente.

Israel ainda não disse nada. Curioso. O que se está a passar?
E os americanos pensavam que isto não era possível: enganaram-se. Estes tipos são um problema enorme. Sochi foi o sinal para o arranque. Os europeus. mais uma vez, mostram-se ingénuos e gordos.
Vamos ver o que dá a vaidosa habilidade da alemã e os toques afectados da clientela ocidental.

domingo, março 02, 2014

O ocidente, a Europa e os EUA foram muito longe

Hoje pode presumir-se que as expectativas que foram dadas ao povo ucraniano pelos vários responsáveis europeus e americanos nos últimos anos, sabendo que pressionavam Putin e nada mais, são esperanças vãs.
Quem se juntou de forma honesta aos movimentos políticos internos, na Maidan, à espera de uma intervenção militar do ocidente no caso de uma invasão russa encontra-se hoje desiludido. A Europa e os EUA vão castigar a Rússia através daquela coisa invisível chamada economia. Nada mais!
Fracasso!

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Ucrânia: uma notícia 'fora da realidade'

O exemplo de uma notícia 'fora da realidade'.
Na CNN, no NYT, no Euronews, em todos estes órgãos noticiosos paira a dúvida, cidades chave da Crimeia e os seus aeroportos continuam a ser patrulhados por tropas 'sem distintivo', as manobras soviéticas mantêm-se cada vez mais dinâmicas, todos os comentadores e especialistas narram a situação como complexa - porque qualquer movimento mesmo sem cariz intencional pode aumentar o nervosismo - e o Expresso online escreve esta 'caixinha' descrevendo factos que não têm sentido nem lugar. Palavras para quê?

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Líbano: e por que não 'callarse'?

É melhor que peçam inquéritos ao que se passa na vizinha Síria, onde o impensável acontece diariamente.
Parabéns à esquiadora. A beleza faz falta ao mundo actual e a hipocrisia 'não'!

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Cuidado com o Director do Zoo de Copenhaga

Naturalmente que cientista não é, mas estúpido e atrevido, poderá até ser: assim o atestam as declarações que fez sobre o acto que mandou praticar.
Como é humano pensa que vive na Terra há mais tempo que os outros, portanto 'abata-se', mas mais do que isso. Ensinemos as crianças da Terra que nós é que mandamos nisto, e como os leões precisam de se alimentar, carga ao mar! Aprendam, ignorantes.
Os nórdicos também têm os seus 'almanaques'!

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Problemas: tem razão, Monteiro

Tem toda a razão. Por onde andamos nós? Afinal qual é o maior problema? Porque vives?... e tal. Tem toda a a razão, Monteiro.

terça-feira, janeiro 21, 2014

Matança dos golfinhos no Japão

Vergonha! E sentimentos novos. Inenarráveis, após ter visto as imagens de desumanidade apresentadas na pele de serres humanos 'disfarçados' de japoneses.
Vergonha: pelo atraso civilizacional revelado.
Vou deixar cair a minha ternura pelo Japão? Vou misturar tudo o que é japonês? Vou esquecer-me de que onde vivo tenho gente que poderia fazer 'aquilo'? Não. Não me vou esquecer desses por maiores.
 Mas não perdoo, mesmo que compreenda a sua percepção política, o primeiro ministro japonês que tive ocasião de ver hoje na TV a justificar as necessidades internas e a chamar recursos aos golfinhos. NOJO!
Pena, tenho pena, mas vou desistir de ser 'também' japonês!

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Advogadas: bom gosto, bom clip

Parabéns: não fizeram nada de mal. Sendo a preto e branco, acabaram com o cinzentismo e deixaram muitos com medo da concorrência. Parabéns!

terça-feira, dezembro 17, 2013

Gatos e jornalista: lamentável!

Quando é bom, diz-se que é bom; quando é mau, deve dizer-se que é... mau!
O que se passou - humor e prestação ao vivo e da parte de todos - foi lamentável.
Aguardemos.

domingo, dezembro 15, 2013

Os privados afinal não funcionam bem!

Parece que a 'coisa' privada' não funciona bem.
Imaginem este estado de mentalidade com os CTT, com aTAP, com a ÀGUA e com a LUZ (sempre que precisarmos desta por desígnio de grupo).

domingo, dezembro 08, 2013

Criminalizar o 'assassínio' de animais deve ser regra!

Parece que foi o PS a dar luz à ideia. Se o fez - fez bem.
Levar a que Portugal tenha contornos civilizacionais melhor definidos para que seja melhor visto na cena internacional mais evoluída, que a há embora possa não parecer.
Que a Lei veja a Luz!

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Cuidado com a incúria do governo português na questão dos rios e do caudal

A ser verdade que andamos a 'aligeirar' estes assuntos, vamos ter problemas de vizinhança que - na génese - têm que ver com a falta de planeamento da parte portuguesa nas relações com a vizinha Espanha.

A quem interessa disputas que já não têm tempo histórico como justificação? A ninguém. Nem esta fornada de técnicos-políticos pseudo cursados e especialistas sabem do que falam. De outro modo não existiriam notícias desta índole. Quando os números são inexplicáveis ou ainda não têm lugar nas mesas de discussão, não há... sugestões nem planos políticos.

Na água dos rios cujo curso extravasa fronteiras -  a não ser por uma questão humanitária, e essa mesmo ponderada exclusivamente - não deve ser discutida nem subvertida de forma tão leve.

Surge-nos como obvio que este começa a ser um problema de recursos: mas pensar que pode existir uma questão desta natureza - com fuga às consultas comuns nas nossas fronteiras próximas... é assustador.

Cuidado Portugal; cuidado Espanha!

sábado, novembro 23, 2013

As atitudes e o anacronismo num país enorme que tem vindo a minguar

Sobre a semana e Soares, mais a polícia e o fim de uma geração e de um pensamento que se arrasta no combate contra o tempo histórico. A ler.

segunda-feira, novembro 18, 2013

terça-feira, novembro 05, 2013

Expresso: um exemplo de fraco serviço - uma notícia

Esta é uma notícia simplesmente para 'vender'. Apenas isso.
Não é mentira - presume-se - o que se escreve na referida notícia. Mas é o exemplo de um fraco jornalismo que, inda por cima, não lhe é próprio. O Expresso é um jornal de referência. Porém: faz, por vezes, embora raramente, saúde-se, menos bem, como outros.

Esta compra não representa mais do que uma necessidade. E muitos mais veículos ficaram por comprar, decerto. Todos sabemos que a Polícia não tem meios e o as Forças Armadas vão recolhendo os talheres da cozinha. Escrever assim, não é ajudar na informação das pessoas.

sexta-feira, novembro 01, 2013

Crónica a tempo! Imprensa 'vampiresca' num estado menor. Boa, Daniel Oliveira!

Uma crónica a tempo! É verdade. O problema do lucro na media num país de esfomeados intelectuais e financeiros. A quem interessa que imagens e exemplos como os descritos na crónica se repitam  e sirvam de bandeira e festa para turba?

segunda-feira, outubro 28, 2013

Ouvi-los é que custa mais...

O tempo passa. A gente volta e meia tem que os ouvir. E surge a pergunta: onde estava este, nos anos em que a política estava a ser capturada pela 'grande massa'?

Não. Erro meu. Agora - que tudo está arrumado e são os mesmos a pagar pelos erros e vigarices dos outros - aparecem os moralizadores a apontar as razões do desastre. E - convenhamos - trazem a lição bem estudada - pois até sugerem soluções, em medidas simples.

Nada pessoal me move - naturalmente. Não conheço o senhor das sentenças. O que é certo é que eles andam por aí -  e arriscam uma justificação. Como se não soubéssemos ler. Isto é que dói.

quinta-feira, outubro 17, 2013

Passos mal dados...

Mais uma vez ficámos boquiabertos perante a leveza dos nossos diplomatas e dos nossos governantes. Esta história da bandeira - agora no México -  é mais uma leviandade, mais uma ofensa, mais um atentado à inteligência dos que pensam pertencer a uma nação chamada Portugal.

Sem trazer ideologias para o caso, este é um facto que começa a ser recorrente. Será que a gentinha que vai perpassando por cargos ligados à governação e à diplomacia tem a noção do que faz, ou 'odeia' - mesmo - o nome Portugal com tudo o que isso acarreta?

terça-feira, setembro 17, 2013

Senhor Ministro: o que anda a fazer?

Mais um exemplo - a juntar aos fogos - da incapacidade do ministro da Administracao Interna para cuidar dos contribuintes. Chegou-se a esta miserável situação que não tem que ver com os hábitos portugueses. Mesmo sabendo que a Europa se encontra num estado de insegurança total, pela inépcia destes simulacros de ministros e de pseudo-responsáveis, só nos faltava ter metralhadoras nos cafés em Portugal. É preciso ter uma lata e um desprezo muito grande por quem paga as contas e os ordenados.

domingo, setembro 15, 2013

Como se pode acreditar nos 'faróis' da democracia se o exemplo é... este?

Nesta notícia está implícita uma prática que não foge à normalidade do que de mal se faz no país.
Como se costuma dizer: com exemplos destes, não vamos a lado nenhum. Ou iremos! Resta ver qual o lugar que nos espera.

domingo, setembro 08, 2013

Francisco e a Guerra

Uma posição de enorme coragem e determinação face ao que parecem ser os desígnios dos Estados ditos desenvolvidos e que se espraiam de W a E no globo. 

quinta-feira, setembro 05, 2013

Decisão para a vida. O TC não brinca.

E com esta decisão cujo resultado foi de 6 a 1, ficamos a saber que se pode ser 'presidente da câmara' para a vida inteira (até à reforma -  se a houver) e, também, que ser 'presidente da câmara' passa a ser uma profissão em Portugal. Boa!

terça-feira, setembro 03, 2013

Peneda-Gerês a arder?

Má notícia para todos os portugueses. Será esta uma má notícia para os elementos que compõem o governo actual? E para alguns que compunham outros governos nos anos anteriores a este? Não sei, tenho dúvidas. Mas deveria ser. Uma péssima notícia. Algum dia, teria que acontecer.
O que não se fez para evitar a catástrofe?

Os incêndios em Portugal são e continuarão a ser um bom negócio. Num país que peca por falta de sentido de prevenção e de criatividade na liderança diz-me que é altura de fazer o nojo porque de luto se trata.
O problema não está na humanidade e sim nas circunstâncias que a fazem melhor ou pior - a democracia tem sido um sistema de difícil convivência para esta nobreza de pé descalço que todos formam como os herdeiros de uma república que se quereria bem vestida e digna.

Uma pena, e ainda não é de difícil explicação a capacidade de 'sofrimento' que é necessário possuir para um cidadão se expor em público como ministro de Administração Interna.
A sorte para os responsáveis pela coisa pública é que em Portugal incendiários e incêndios são considerados coisa natural. Os países formados de tão pobre gente é assim que reagem - com a indiferença da pobreza que à mente escasseia.

sábado, agosto 31, 2013

Mau Estado, má governança

Estes são números elevados, desproporcionados para o tamanho do território. Estes são números assustadores quando vistos à luz da despesa. E este é o estado da governança, ao fim de 10 anos de má gestão do território. Não há santos - são todos pecadores.

BOMBEIROS de Portugal

É notável o que estas pessoas fazem no combate aos fogos, diária e anualmente.
As condições de combate são injustas porquanto o Estado nada faz para evitar a propagação dos fogos durante os meses de risco. Fantástica - a forma como lutam, se sacrificam e não se queixam.
A minha humilde Homenagem a esta grande gente que luta - especialmente - contra a hipocrisia de quem se deveria preocupar com a segurança das populações - todos os que perdem os seus bens e os que perdem a sua vida, em prol do bem dos outros.

sábado, julho 20, 2013

País de Loucos! O que fazer?

Vamos observar e viver os próximos tempos com enorme apreensão.
Temos a convicção de que  este tempo é de loucos. A responsabilidade e o sentido de estado evaporaram-se - já há uns bons anos. Quem aparece agora a tecer considerandos e a retrocar culpas não tem - por certo - problemas financeiros - esta é a realidade.
O que fazer?
As coisas estão a pintar-se de cinzento carregado. As pessoas estão a perder a paciência em assuntos aparentemente simples do dia a dia. A segurança começa a não existir - aquela que é paga pelos contribuintes - o governo não governa porque não existe na práctica, este país que parecia estar a ser construído - segundo os responsáveis diversos e ao longo das últimas décadas - sobre rodas e a desenvolver-se - segundo os mesmos - da melhor forma no sentido do progresso e da melhor distribuição de riqueza: é apenas uma ideia que não chegou a dar sumo.
O que fazer? O que nos resta?

O pior vai acontecendo: México: outro mau exemplo

Mulheres assassinadas - sem razão (!) e sem prevenção ou castigo.

sábado, julho 06, 2013

O primeiro-ministro mudou hoje!

Um país notável - em termos geográficos - um estado cada vez mais periclitante para não lhe chamar exíguo, o poder a dominar os interesses, um primeiro ministro demissionário - de facto - que continua primeiro-ministro, um partido pequeno a tomar o lugar de um partido grande (representatividade), as instituições europeias na expectativa, as televisões todas juntas a filmar mal, apresentadoras a sorrirem (algumas delas) tal como fazem os 'robots' privados de sentimentos misturando massacres, incêndios, crises sociais, etc.

Enfim - temos - realmente - um novo governo, do qual o povo parece desconfiar, quase com as mesmas caras mas com poderes diferentes.

E - agora - o que fazer?

Destino? Incompetência crónica?

Por que somos nós - portugueses, seja isso o que for e é algo enorme e valioso por certo - quando juntos no presumível objectivo de mantermos a quinta organizada e melhor projectada - tão incompetentes ou tão obscuros neste básico desígnio de grupo?

Como nos descrevia o tal general romano (claro que não referimos Portugal mas sim outro povo do qual também descendemos - os lusitanos - parece não existirem políticos que nos vistam bem:  nem direita nem esquerda conseguiram, até hoje, marcar a nossa vida de cidadãos no âmbito económico e financeiro, tendo em vista o legítimo anseio de uma vida melhor orientada. E sabemos que nos encontramos - sempre - incluídos num sistema complexo cuja interacção nos remete a todas as horas para a tomada de novas e difíceis decisões.
Esta é, se tomada como tal, uma constatação perigosa, que fragilisa - também e sempre - a própria democracia.



quinta-feira, junho 27, 2013

Desenvolvido!

País desenvolvido:
"não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos usam transporte público".

quinta-feira, junho 13, 2013

Horror também é isto, oh Moura, o Júnior

Se o rapaz promoveu este assunto, se o publicou, se teve qualquer envolvimento neste quadro digno de atrasados, ignorantes, bestas, assassinos de baixo quilate e tudo o mais que nos possamos lembrar; e sem querer - sequer - chamar à liça quem lida com os toiros - porque é outra conversa e há gente da 'toirada' que já veio a terreiro verberar o comportamento da personagem; de novo reitero - o que poderá afinal ter estado por detrás do 'evento' e das imagens e do atiçar?

Só há uma forma: este tipo tipo é um perigo público, portanto é um perigo para a vida, no planeta, para todos os que lá vivem, para não falar de outras formas de vida que têm existência mais ou menos longínqua mas que este ignorante - naturalmente - não faz ideia nenhuma porque não sabe porque está vivo e pensa que um dia vai - divinamente - saber.
Esta atrasado intelectual deve pensar que é filho de nobre gente e coisas afins. Mas que enorme palerma se esconde atrás deste actos?

segunda-feira, junho 03, 2013

Suleimane

Uma história de 'miséria' mas da justiça portuguesa.
Quem poderá ser este Suleimane, se for apoiado?
Será que a cegueira voluntária continua a ser a arma dos mais estúpidos? Pois, a Lei é essencial que se cumpra. Que se lixem as nações!

Que história tão estúpida em pleno século XXI! E só porque esta se passa - presumivelmente - na Europa; naquela Europa que um dia se sonhou um continente diferente, para melhor, claro.
Burros - e se os burros fossem burros, que não são, pois são apenas (e já são muito por serem seres vivos) burros - são todos os que estudam mas nunca conseguem ultrapassar os estudos.

domingo, maio 19, 2013

Oh, Henrique... há coisas...

Henrique Monteiro, Expresso, dedica-se - naturalmente por falta de tempo para outras ideias, presumo - a comparar o valor da gerente(?) ou administradora(?) ou outra coisa qualquer que a senhora faça ou talvez não, lá para os lados do tal de Banif, assim como outros salários de outros administradores, presidentes e afins, a Jorge Jesus, sublinhando que o povo 'adora indignar-se' com matérias deste calibre.
Sem pôr em causa o objectivo do articulista do Expresso, basta ter experimentado pôr o pé nesta inexplicável comparação para arrumar, com um tiro certeiro, as palavras do próprio, dele mesmo, o defensor dos exímios trabalhadores dos bancos que nos ajudam nesta iminente época de crise.
Ainda agora, passo os dedos, incertos, imprecisos, os meus, pelos olhos, pelos meus olhos, na vã tentativa de os (re)acordar, e não consigo entender como uma infeliz crónica se pode perder, pela sanha emocional de um bom argumentista de um reputado semanário.
O que se passa, caro Henrique?...

sábado, maio 18, 2013

O que faz esta mulher, melhor do que eu?

Depois desta notícia, vou fazer greve de 1 minuto, sem pestanejar, sem abrir mais a boca, sem morder a língua, sem me contraír mais um pouco e sem rasgar músculo mesmo que minúsculo, vou fazer uma greve de pensamento, não vou ter uma ideia nem que seja a de apagar a luz. Acho que estamos todos doidos e, mais grave, apresentando características indolores, o que se torna ainda um pouco bem mais grave. Não é uma simples gripalhada. É mais do que isso, é uma mistura de parvoíce sistémica e de falta de tino, é qualquer coisa que nos escapa e nos faz respirar com menos ar, e é - talvez - ainda mais ou menos do que escrevi: é fantástico, é surreal, é quase uma chuva de meteoritos coloridos a passarem sem nos tocarem... porque nós somos feitos da matéria que eleva as bolas de sabão.
Estamos Fritos.
Que Tempo, que Bancos, que Jardins!

segunda-feira, abril 22, 2013

AICEP escolhe 16 sectores para pôr Portugal a crescer?

Apenas um sorriso.
Um trabalho de tanta gente qualificada e acabam os pensadores por beneficiar sectores tão obvios que qualquer pessoa menos atenta os pronunciaria de imediato, ignorando outros que poderiam ser uma re-descoberta na nossa hipotética recuperação. Claro que não se encontra em causa a conclusão, mas o que falta nesta.

Pensam eles, presumo, os senhores estudiosos destas coisas de recuperações pós-acidentes devidos a condução danosa que o país das mercearias e da pedra bruta é o que nos resta como destino.
O nível de um país também se mede pela preocupação com os seus traços e conhecimento destes. Uma lástima. E o pior é que estes 'craques' do empreendimento ganham bons e oficiais ordenados pagos pelos 'estúpidos' dos eleitores!

Entretanto, e pensando em Turismo, por que razão se aniquila a fundação que apoiava a Casa das Histórias em Cascais quando este era um ponto raro na parcela de referência que envolve as artes nacionais e uma coisita chamada 'turismo cultural'? Sim, porque existem um série de fundações que ninguém sabe para que servem e que se mantêm com estatuto inalterado nesta altura. No mínimo, estranho!

E reza assim o decreto que se encontra para aprovação...
Esses sectores são: moldes, metalomecânica, pasta e papel, agro-alimentar, TIC (tecnologias de informação e comunicação), serviços partilhados (como centros de competência), automóvel, têxtil, minas, farmacêutico, bio-indústria, turismo, mar, floresta, saúde, aeronáutica.

Muito bom; mas para chegar aqui foi necessário estudar muito, mesmo!!...

quarta-feira, abril 17, 2013

A importância do senhor Launtenberg!

É na verdade de uma subtileza digna de registo esta notícia do NYT. A diferença que faz o senhor Launtenberg numa votação - que sem ser definitiva - pode abrir mais uns caminhos rumo a uma melhoria na prática de armamento na posse dos cidadãos norte-americanos.

O Estado 'mafioso'

O Estado 'mafioso' é um mal que se tem espalhado por variados países nos últimos anos e em qualquer parte do mundo.
A corrupção tem sido aceite como um destino inevitável pela generalidade dos povos votantes - porque estamos a falar de democracia - e não tem sido combatida, até através da arma mais poderosa que o cidadão possui: o voto!

Este artigo de Moises Naím ilustra bem -  e porque é actual agora e por mais alguns anos! -  o estado de coisas. A ler!

domingo, abril 14, 2013

OH, PARTIDOS!, entendam-se...

Estão a tornar-se um empecilho? Não, de modo nenhum. Mas parece!...
Afinal - dê lá por onde der -  a situação é 'premente'. Há uma dívida - que parece ser impagável. Há uma Europa ou arremedo dela que não tem um plano à vista ou no papel. Mário Soares diz, lá do alto dos seus vetustos anos e da sua sabedoria democrática, que as dívidas só se pagam quando existe dinheiro. É verdade. Mas e se o mundo for comandado por este descontraído ponto de vista? O que pode acontecer nessas circunstâncias?
Cá por mim, afirmo, este dinheiro foi pedido e conseguido. Porém todos os ex-vencedores de eleições de cá, como os de lá (?), não tinham um plano quanto ao que poderia acontecer no futuro. A Europa (qué?) que resolvesse os problemas, pois nós éramos pequenos, diziam, e periféricos. O dinheiro foi solicitado aos ricos, por uns quantos que - supostamente  e dentro das regras democráticas -  nos representavam na altura. O dinheiro foi gasto. E nós ficámos a pagar mais. Agora querem os novos responsáveis que paguemos ainda mais. Sempre mais. Claro, o dinheiro foi pedido e a responsabilidade tem pai. Mas caramba, e os juros? Que negócio é esse que nos faz moeda de troca entre os que nos emprestaram o dinheiro. E os responsáveis de cá? Onde se encontram? E as eleições de cá? E as propostas partidárias de cá? E as boas palavras de cá? E a credulidade de cá?
Quem somos nós, afinal?

terça-feira, março 26, 2013

Gas e Electricidade, a desorientação

O FMI já tinha avisado. É preciso fugir desta gente, rápido e em força!
O mal está feito.
As contas - que supostamente deveriam mais em conta para o 'parvo' do cliente, segundo os sagrados princípios das privatizações - estoiram em máximos inimagináveis.
Cuidado com as contas. No débito directo eles recebem e disparam depois!

segunda-feira, março 25, 2013

Roger Scruton (NYT) atento!

Um artigo do NYT proveniente de uma pessoa atenta e que não se deixa embalar pelas distrações dos dogmas ocidentais da moda! 

Camilo Lourenço - agora - tem razão!

Quando a apelida de 'péssima classe política' nos últimos 30 anos, Camilo Lourenço tem razão.
Fomos governados por ignorantes, incompetentes e 'aproveitadores em nome próprio' nos últimos 30 anos.

Esteve muito bem o comentador. E, claro está, o povo é que paga!
Os partidos portugueses, os partidos responsáveis pela situação não têm soluções. Nunca administraram o país dos contribuintes - sim, daqueles que pagaram os impostos. Foram sistematicamente uma fraude porque a liberdade não é viver pobre de dinheiro e de espírito. A democracia apenas se realiza em plenitude com uma sociedade equilibrada e viável, económicamente.

Se tivessem dito aos votantes que era necessário produzir segundo um determinado plano de voo de forma a podermos conviver com a Europa desenvolvida; se não nos tivessem dito que era bom acabar com a possibilidade de nos alimentarmos e de nos vestirmos e de pagarmos a energia sem ficar em dívida, teríamos trabalhado todos e bem.
Faltaram - como é sempre o caso - responsáveis à altura do desafio que se tornou a nossa entrada no cenário europeu. Os pseudo-responsáveis portugueses do arco político e também outros que por lá vão pululando -sem dúvida - são uma fraude!

segunda-feira, março 18, 2013

EURO...Stop!

A vertigem começa a apoderar-se de todos so que embarcaram nesta ideia peregrina de uma UE unida economicamente.
O descalabro vai-se mostrando prometedor nos seus aspectos terríveis. A 'patada' cometida sobre o Chipre, por melhores que sejam as razões, embora todas sejam hipócritas e interesseiras, é um erro que se comete no coração da Europa.
A Alemanha está a passar das marcas assim como os seus zelosos e fiéis defensores na UE, burocratas pagos a peso de ouro e para quem o negócio UE é o melhor que existe.
Está na altura de dividirmos as fronteiras e voltarmos a trabalhar por conta própria. Se isso não for possível, é importante que se assumam os culpados desta aventura que se prova agora ter sido inóspita!

domingo, março 17, 2013

A UE vai-se enterrando!

Os responsáveis europeus -que são responsáveis provenientes dos seus países de origem, mesmo que não se encontrem à frente dos seus destinos de forma mais directa - estão a trabalhar para um enorme trambolhão e a pôr em causa a continuidade da esperança na Europa unida.
Tantos anos não chegaram para que tantos ou tão poucos aprendessem algo sobre a história da Europa.
Os conflitos sempre foram o detonador de soluções suadas, com base no sangue de um número imenso de europeus.
Esta manobra traiçoeira levada a efeito no Chipre, sobre as contas dos depositantes, como corolário das experiências que se encontram em realização por parte do tal laboratório europeu, agora acompanhada de projectos de 'novas' opções socialistas de vida - como se não tivessem qualquer responsabilidade no descalabro das contas europeias - forma um cenário 'kafkiano' que nem ao próprio lembraria.
Será possível avisar esta gente da catástrofe que se encontra em movimento acelerado de forma ignorante e mesquinha?

quinta-feira, março 14, 2013

Os incêndios e 2013

Escreve o Expresso 'online' que o Governo vai gastar mais 4 milhões de euros no combate aos fogos no ano corrente.

Perguntas:

1.O que fez o Governo quanto à prevenção? Quanto se pouparia?
2.E alguém acredita que só vamos gastar mais 4 milhões?
3.E quem é que ganha com o 'negócio'?

Respostas:
1.?
2.?
3.?

E assim vai o país!

terça-feira, março 12, 2013

Tiro no porta-aviões!

Mesmo que à primeira vista possa não parecer, o artigo de Henrique Monteiro no 'Expresso online'  aparenta ser um tiro no porta-aviões. A realidade mudou - já lá vai um tempo - mas, em Portugal, poucos perceberam que iniciámos um fim de um ciclo!

sexta-feira, março 01, 2013

Camilo Lourenço é útil? O que escreveu não é.

Artigo de Henrique Monteiro (Expresso) é de uma enorme qualidade e... utilidade.
No mínimo e se for lido com atenção poderá acender uma indómita vontade no cronista de 'economia' de nome Camilo Lourenço (Jornal de Negócios) rumo a uma introspeção no sentido de verificar se lhe interessa saber o seu valor de mercado. Sem se esquecer do mercado, tal como é, claro está, sem esquecer todos os seus factores objectivos. Sei que é difícil, mas estudar com método o passado é uma fonte inesgotável de poder. Tomara muitas empresas capacidade para poderem ter nos seus lugares de topo gente com preparação que lhes permitissem evitar erros cometidos por pura ignorância.
Como ser humano, posso garantir que CL tem um valor incalculável, porque é único! O que pode justificar tudo o que escreve ou o que diz.
Como escrevedor, naturalmente que o próprio acabou de fazer uma singela demonstração do quanto pode ser elevado o índice de dúvida por parte dos seus potenciais leitores.
Se o artigo de CL fosse uma dívida pública seria decerto considerada 'basura' por qualquer agência de rating!

domingo, fevereiro 24, 2013

A situação favorece a Alemanha

E a actual emigração proveniente de Portugal, Espanha e, porque não, de Itália favorece os alemães.
A sua Ministra do Trabalho vai proclamando aos ventos frios da Europa o belo futuro do país apoiado na redução do índice etário e no consequente fortalecimento do estado.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Se Ulrich disse...

Com todo o respeito que me merecem o senhor Fernando Ulrich e a entidade que superintende o suporte de observação quero informar os meus dois ou três leitores (presumo) que acabei de ler no Expresso 'online' (fonte citada segundo os bons costumes) este excerto que passo a transcrever


Bem, se o senhor presidente do banco BPI pode vir a passar à situação de 'sem abrigo' então há qualquer coisa que nós, portugueses, cidadãos contribuintes desconhecemos e que é gravíssimo.
Mais grave do que tudo o que até agora foi dito.

Estamos então falidos e vamos passar fome - todos! Ficamos a saber que o ordenado de presidente de um banco nacional já não dá para viver em Portugal e - finalmente - segundo o especialista em dinheiro e depósitos e até bancos de rua - vamos poder ter em Portugal uma sociedade nivelada, sim, pela rua e pelo pé descalço. Até ele e a família poderão viver assim. Como? Porquê?

E saberá o primeiro ministro, assim como o ministro das Finanças portuguesas, que iremos todos mais os presidentes dos bancos portugueses passar à condição de 'sem abrigo'?
Não há palavras para descrever a tristeza que é assistir a declarações de responsáveis no quadro da história actual do país dirigidas à comunicação social como se estivessem a falar no duche, burilando exercícios mentais em direcção à saída da água.

A falta de sentido político da maior parte dos nossos responsáveis assim como o desconhecimento da história e das reacções das pessoas é assombroso.
Este senhor não terá - possivelmente - a noção do peso do que disse nem conseguiu ainda enquadrar o o seu contexto. No mínimo... Dramático!

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Secretário de Estado

pilritodeareia.blogspot.pt

E a Responsabilidade!

Quase toda a gente que escreve comentários a barafustar contra quem obtém lucros milionários na Bolsa gostaria, porventura, de estar na posição dos ganhadores.
Seria decerto mais fácil e arranjaria - naturalmente - desculpas 'de bom pagador' para o facto de a sociedade onde vivemos (e incluo o mundo ocidental) ser desequilibrada, de haver algumas pessoas excessivamente ricas e outras escandalosamente pobres e, até, como último argumento acenarem com a teoria das espécies do nosso anterior Darwin.

O que atrás escrevi não passa de uma presunção. Mas que desta me encontro convencido ou quase, aceito!

O que me parece injusto - porque não deve ser notícia! - é a ignorância (ou libertinagem?) que existe na generalidade da comunicação social, em geral que, presumivelmente devido à falta de notícias (como se houvesse falta de notícias!), se dedicam a preencher páginas analógicas e digitais com chamamentos à desestabilização do território português.

Não é por acaso que cada vez mais se lê, prazeirosamente - e que bom haver tecnologia global disponível -, alguma imprensa secular, proveniente de regiões onde o respeito pela democracia impera, onde se valoriza o que é importante para o mundo, deixando apenas aos sensacionalistas - que até são capazes de pôr em risco a vida de pessoas, verdadeiros predadores da vida pessoal de cada um, seja este muito rico ou muito pobre - os títulos que menos interessam ao bom desenvolvimento de soluções reformistas.

E falo em reformistas porque não houve nem haverá qualquer tipo de revolução violenta que reforme o que a Humanidade em si contém: o gérmen da discórdia, dos desequilíbrios, da agressividade e do exercício da violência, seja esta o que for. Também contém o amor, a solidariedade, a compaixão e por último, a hipocrisia. E também tem a humanidade a capacidade de dar. E de receber.

Não pretendo entrar em qualquer incursão sobre o conceito de sociedade em termos humanos, políticos, sociais ou económicos porque do modo que a notícia se revela não parece carecer de contestação. É apenas gratuita nos seus propósitos ou leviandade.

Embora possa parecer, democracia não é isto! Não deve ser. A democracia tem limites. Contém inúmeros limites. O primeiro - de muito difícil cumprimento - é o respeito pelo outro. O respeito não é uma qualidade de ditadura, é, em termos genéticos, qualidade da Democracia.  

A liberdade de imprensa deve ter limites para que seja credível; de outro modo é caótica, não é imprensa, não é nada. É um panfleto que passeia pelas ruas e pelos monitores em casa de cada um.
Não quero afirmar que o que se passa nesta tal sociedade ocidental hoje também se possa apelidar de democracia; contudo,  existem princípios que fazem com que as sociedades se mexam sem derrocar e que se paguem ordenados a legítimos profissionais da escrita. 
E o sistema não é perfeito. A democracia necessita dos cidadãos. De todos. Não há cidadãos em fora de jogo ou no banco dos suplentes, preparados para entrar. A democracia joga-se todos os dias. Mas é precisamente dos órgãos que se querem não populistas e sim impulsionadores de melhoras na massa crítica do país a que pertencem que deve vir o exemplo maior.

Infelizmente, o que se vê hoje mais na imprensa são as pequenas lutas de bairro luso, copiando ou incrementando o que se vai passando nos pobres bastidores da política nacional. E não sendo eu jornalista apenas reafirmo aqui o que já vi escrito por verdadeiros jornalistas que se sentem hoje defraudados com o papel que a comunicação social vai desempenhando nesta sociedade enferma.

Se me perguntam se concordo com as diferenças que existem na várias sociedades ocidentais, não, não concordo.
Sou evidentemente favorável a que encontremos a justiça na repartição e sou favorável a que se ajude quem precisa, mas que se encontrem as razões para que esta diferença hoje exista. E muitos mais como eu, cidadão eleitor, assinarão o que aqui se encontra agora escrito.

Onde reside então o verdadeiro problema?

Se me perguntam se concordo com o estado das coisas em Portugal? Não, naturalmente não concordo. 
Estou contrariado com este estado de coisas. Estou contrariado com o facto de este ser um território de capelinhas, umas à esquerda e outras à direita que se vão degladiando à medida que se esgota a república, levando consigo a democracia que antes se anunciou. 

Estou contra e também porque é fácil estar contra. 
Mas sou a favor de um país que não é pequeno e que se chama Portugal. 
Mário Soares escreveu que Portugal não era um país pequeno e eu, como muitos outros, rejubilei. Nunca foi pequeno, foi sempre decisivo. Pelo bem e pelo mal.

Sou também a favor de uma Europa que é enorme mas que tem - talvez - à sua frente gente de curta dimensão. Não a Europa do dinheiro trocado em euros. Não uma Europa de igreja em que há papa, arcebispos, cardeais, duques, condes, traições e por aí. Porque depois vêm as descendências e as heranças. Tal qual como na realeza. E tudo em nome do povo!

Esta pode parecer uma afirmação perigosa mas as carruagens sempre andaram melhor com bons cocheiros e a democracia precisa de gente com essa aptidão, de gente que perceba que a massa humana e que o planeta depende das veias e do sangue, que o povo e o planeta sofrem de dores que parecem não passar pela surdez sistematica de quase todos os responsáveis
E parte substancial da chamada comunicação social não se encontra sem culpas. Faz parte do mau momento.

HÁ DA PARTE DE QUEM COMANDA E EDITA PREOCUPAÇÕES COM UM FACTOR CHAMADO 'CONSEQUÊNCIA' DA MENSAGEM?

Em teoria: A VIOLÊNCIA VENDE MUITO MELHOR QUE A PAZ. Deve ser este o lema a seguir?

No sistema em que vivemos, os ricos irão sempre ficar mais ricos e os pobres mais pobres.

Então, podemos começar a pensar que o sistema é mau. Se não defende os mais fracos é um mau sistema. Mas, qual é a alternativa?

O tempo é de decisões difíceis, parece haver gente pouco hábil à frente das embarcações que vão carregando vida e os problemas vão-se alastrando e dando lugar a estas tais notícias 'de vão de escada' que só ajudam à queda (vidé os comentários) e não à urgente solução de uma crise que foi inventada por um grupo de pessoas. Umas vivendo cá faz tempo, outras habitando o mundo dos decisores. Presumivelmente, haverá representantes destes a viver ao nosso lado sob contrato, o que até é normal. 
Se concordo?… Não, claro que não! 
Mas, e depois?...
 


sábado, fevereiro 02, 2013

'AGUENTAS?' mas no oceano


O que que dizer 'nós"?


O que quer dizer 'nós'?
Um presidente de um banco produziu uma afirmação. 
Ficamos todos a contemplar. Sem palavras. Foi a primeira vez que vi e ouvi um presidente de um banco referir-se aos sem abrigo.

Um presidente de um banco que usufrui de um ordenado de um presidente de um banco e que - talvez - não tendo verdadeira ideia do que é um 'sem-abrigo' se arrisca a produzir uma afirmação sobre os sem abrigo. Compara os sem abrigo aos restantes portugueses. E disse também que 'todos nós' podíamos ficar como os sem abrigo. Ele disse que também podia ficar como os sem abrigo. Ele, um presidente de um banco.
Mas a vontade pode sempre muito!

É uma afirmação de um presidente de um banco. Sobre os sem abrigo. Sobre os sem abrigo de um presidente de um banco. De um banco.
O estado das coisas encontra-se - sem dúvida - complicado!

http://expresso.sapo.pt/ulrich-se-os-sem-abrigo-aguentam-porque-e-que-nos-nao-aguentamos=f783682

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Portugal e a responsabilidade

Todos os dias é possível ver gente a 'tirar a água do capote'.
Todos os dias vemos exemplos de gente responsável afirmando não ser responsável.
Todos os dias se fala em crise sobre o volume assustador de asneiras produzidas por presumíveis responsáveis que depois já não são, algumas destas de forma ingénua ,o que nao é o caso da maior parte. E isso é humilhante.
Ninguém tem a coragem de dizer: ERRÁMOS.  Uns mais que outros, mas errámos, e também fomos cúmplices. E não falo da população, na generalidade, porque essa terá -talvez- quase 3% de culpa de existir.
A quem pertencerá a responsabilidade dos outros 87%?
E porquê o medo de assumir o passado, o século XX na sua totalidade, e contabilizar o que foi bem e mal feito no interesse daqueles portugueses que pagaram com trabalho e dinheiro os seus impostos e pensaram ver definidos os seus contratos com um Estado que os deve proteger tanto interna como externamente?
O Estado é essencial. Mas o Estado somos todos nós. E todos nós temos obrigações para com todos nós!
É tempo de nos apaziguarmos, de assumirmos as nossas responsabilidades e - finalmente - e no âmbito de um essencial plano de reconstrução, sim de reconstrução, virmos a poder lidar com a realidade mundial actual, tal qual esta é. E a realidade hoje tem um título: COMPLEXA.

Mais dia menos dia, senão hoje mesmo, poderemos ter que  enfrentar algo como 'o que tem falhado na construção de um mundo mais justo e mais aprazível' após tantas expectativas geradas pelas realizações sociais, políticas e económicas do que, até há bem pouco, se designava por Humanidade.

Bacalhau, interesses e ignorância

É essencial atender ao problema de todo um micro comércio que desde há centenas de anos prolifera nas áreas piscatórias de Gloucester.
A votação de 77%, favorecendo um corte nos limites para a pesca do bacalhau - esse fenómeno da cozinha lusitana - chega, segundo os especialistas que já vinham alertando para as alterações no número relativo à espécie, tarde, muito tarde.
Os enormes interesses que se encontram protegidos nestas coisas relativas à chamada indústria da
pesca e não só nos USA, naturalmente, porque o seu carácter é hoje global, reagem tarde e a más horas quando teria sido possível atenuar os efeitos das varias ameaças que proliferam à volta do Globo, talvez, em bom tempo. Hoje, e segundo a admissão do erro por parte de responsáveis, afinal, se não pararmos de pescar agora o bacalhau extingue-se.

No final da discussão surge um apontamento que não é menor: para além da utilização de frotas com técnicas predadoras, no seu uso sistemático, sugerindo um combate mortal entre estados, através dos corsários 'da pesca', também as alterações climáticas se vão definindo como um factor que ameaça diariamente e à vista de todos os fluxos migratórios a estabilidade das espécies, entre as quais se encontra o 'fiel amigo'.

Quando as osgas sobem pelas paredes de Lisboa em pleno Janeiro, algo de muito perigoso pode estar a acontecer.

Mais um problema de muitos que nos vão surgindo, embora encapotado pelos interesses comerciais da comunicação jornalística publica e privada, que prefere falar de inutilidades e guerras de comadres, o que sendo um contra-senso, acaba por fazer todo o sentido; afinal quem quer olhar e comprar problemas que, embora pertença de todos nós, parecem - por enquanto - não se manifestar nas bancas dos supermercados que lá vão apresentando as postas do alimento.
Mesmo que já não haja dinheiro para o adquirir!

terça-feira, dezembro 25, 2012

Baptista da SIlva embaraça que se farta!

O episódio da semana (e não só) vem pôr a nu a os préstimos da chamada 'ciência' económica. Vai ser difícil a 'inteligência' livrar-se deste fardo. Merecia uma condecoração e não processos. Mostrou que é melhor que o sistema instalado actualmente em Portugal.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Senhor Relvas... demita-se!

O problema das legitimidades democráticas, quando envolvem pessoas com uma 'lata' e uma sofreguidão de poder - o resto ainda não sei! - do tipo que apresenta o ministro 'não se sabe de quê', é o que nos confronta na actualidade.

O homem não tem vergonha e fala em nome do interesse dos portugueses. E agora? Como saímos disto sem pôr em causa o regime e antes que nos destruam todos os móveis cá de casa?

segunda-feira, novembro 19, 2012

O PM: É assustadora esta conversa!...




Lusa

Logo, se houve acertos e se o interesse nacional se encontra nas primeiras preocupações do PM, por que é que não foi logo acertado antes de sair a proposta?

Sinto-me, mais uma vez, desconsiderado pelo Governo do meu país. Por melhores que sejam as intenções a prática é de quem não percebeu nada do que é governar uma sociedade que se constitui em Estado e quais as fragilidades de um estado com passado, presente e futuro.

As primeiras obrigações de um PM e de um governo é defender os seus concidadãos das ameaças de uma qualquer 'troika'. Para que isso tenha sentido há que responsabilizar quem estragou as nossas contas, que deveriam estar em dia com o esforço de quem pagou os nossos impostos. Sem isso, e não chega estar sempre a falar do antecessor, já não convence o discurso, porque se torna apenas politiqueiro mas demolidor para quem cá vive.

E todos sabemos ou pensamos saber as variadas, constantes e imaginativas tropelias perpetradas em vários países pelo tal sistema financeiro que hoje é constantemente salvo por quem deveria salvar todos cuja força - afinal - parece não se encontrar no voto e na legitimidade.

É chocante ler que a 'troika' autoriza ou não autoriza o governo português!

segunda-feira, novembro 12, 2012

O DN parece saído do antigo Kremlin!

O ensino privado tem um inimigo temível: o DN!
À conta da nada clara passagem do ministro Relvas pela Lusófona, surge finalmente em Portugal a famosa caça às bruxas: o famigerado ensino privado.
Esqueçam universidades privadas, reitores, gente de bem, excelentes professores (que também leccionam no ensino público!), bons funcionários, enfim, gente ilustre que por lá vai cumprindo a sua missão.
Segundo o prestigiado DN, o ensino privado em Portugal não se recomenda a ninguém.
Onde já vimos este filme?

sábado, novembro 10, 2012

Com alemães deste gabarito, quem quer ser 'europeu'?

Alemães recusam a passagem de um vídeo oferecido por portugueses, pelo menos um deles ilustre, e que apenas lhes tentavam passar outros dados sobre a realidade de quem labuta diariamente no nosso rincão.
Têm eles o direito de recusar. Não lhes abona a educação. Arroga-se-lhes uma atitude que pensávamos ter nesta altura amainado para os lados de Berlim.
Por esta recusa se pode antever o que vai na cabeça de alemães que, cada vez mais, comandam a estratégia - se esta existe! - da tal ideia peregrina designada por União Europeia. Dos franceses nunca mais se ouviu falar.
Isto em vésperas de uma visita que mais parece com aquelas que são realizadas pelo nosso primeiro-ministro a uma recôndita aldeia de um nordeste transmontano ou de uma profunda serrania algarvia.
A humilhação vai-se acentuando, e seria bom que os espertos dos nossos governantes, embora a esperança seja pouca, tomassem alguma consideração pelos contribuintes portugueses e não os enganassem quando falam de patriotismo.

E que nos pode agora dizer o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa? Provoca aos alemães urticária quando se fala em Portugal e de portugueses?

A tentativa da Europa unida foi bem intencionada (até verificação de novos dados; sim, porque a história não se conta nesta altura, encontra-se ainda tudo muito quente, os factos são recentes, mesmo os que se passaram nos anos 80 do século passado), o que é certo é que todos os ideólogos se encontram fora do espaço de controlo e quem se está a bater contra o estado das coisas é gente mais nova que de fascismo e ditaduras sabe apenas o b.a.ba..

Os ciclos históricos, no que têm de pior, encontram-se sempre presentes e são motivados em grande parte pelo natural pouco conhecimento das novas gerações, afinal, das gerações que estão a começar a aprender à sua custa. Mas não nos podemos esquecer de se houve gerações que tiveram acesso aos dados da história, claro que muitos destes adulterados pelas visões assoberbadas pelos ventos das ideologias ainda vivas nos dias de hoje, a actual não se pode queixar, seja portuguesa, alemã ou até chinesa.
O passado é hoje, talvez, confundido com um corrente argumento cinematográfico em que o sangue se tornou - de novo - um produto de consumo, embora com mais conforto.

sexta-feira, novembro 09, 2012

quarta-feira, novembro 07, 2012

Tiago... concordo contigo!

Um texto que podia ser de 'quase' todos os portugueses. A leitura demora pouco tempo. Aproveite e saiba que não está só.


A FORÇA DA UE!

Expresso online

Culpados!

As declarações do 'jovem' Gaspar, enormíssimo aluno de Finanças, elogiado pelos tecnocratas europeus pertencentes a quadrantes muito bem pagos, fazendo inveja ao comum dos mortais há tempo embarcados numa ideia exigente de democracia e muito mais exigente de União Europeia, são um atestado de culpa para quem nos governou durante tantos e bons anos.

 Expresso online

Debaixo da sua singeleza e sincero rigor Gaspar não age diferente de um brilhante aluno a caminhar para o fim de curso, distante das realidades que formam os mundos da política e da sociedade, neste caso portuguesa: fala sisudo e aparentando um inequívoco ar responsável, porém, sem um preciso e necessário sentido político. Por que  não se pede o que um governo cego como este pede, sem apelar ao que de melhor os cidadãos contribuintes poderão vir a dar.
Não quero acentuar a falta de credibilidade do que disse, porque é verdade, Portugal, ao seguir este caminho, só ao alcance de lunáticos escrevo eu agora, nem daqui a cinquenta anos estará ao nível dos bons anos do pós entrada na UE. E nem se pode prever se durará até lá como corpo coeso e histórico.

Encontramo-nos hoje numa embrulhada e ainda por cima sem responsáveis à vista. Não está em causa qualquer ajuste de contas já que Portugal é suposto ser um estado de direito e com a justiça a funcionar bem (!), mas seria bom que dessem o braço a torcer para que o exemplo e as verdadeiras explicações viessem ao de cima e nos consolassem como cidadãos cumpridores das suas obrigações.

Este é um governo que nos pede o que temos e o que não temos, em nome dos nossos pecados. Importante seria percebermos - de uma vez por todas - quais são esses pecados e quem pecou!




segunda-feira, novembro 05, 2012

Os pedidos da rainha da Europa!

A rainha Merkel pediu-nos, antes que a Grécia colapse de vez por falta de liquidez nas ideias da corte europeia, mais cinco anos de sacrifícios. Cinco!
Ficamos sem saber qual a intenção e o objectivo. Alguém se propõe explicar? É que as explicações dadas em Portugal pelos que se propõem ser cortesãos ao serviço de sua 'nova majestade' não são lá grande coisa! Pior que isso: não nos convencem.

Expresso online

quinta-feira, novembro 01, 2012

A notícia da recusa de Valentim!

Não nos parece que a verdade esteja reflectida neste título do Expresso online.

Afinal e segundo o advogado, existe a possibilidade - ainda -  do recurso previsto na Lei. De outro modo a notícia seria alarmante, a juntar a todas as outras que por este ainda Estado vamos tendo ocasião de observar com certa estupefação.

Mesmo no pouco abonatório estado actual das coisas não nos parece possível a existência de birras públicas perante decisões do tribunal.

Observe-se então a pérola (o sublinhado é nosso):

terça-feira, outubro 30, 2012

Uma luta a dois que trama todos...

Este país tem sido campo de batalha entre as duas forças protagonistas do arco do poder, sem esquecer a intromissão de um PP que sempre se pôs em bicos de pés para usufruir de uma cadeira que estivesse mais a jeito, o que já aconteceu por mais de uma vez.

Nada seria condenável, pois então, se o país, o tal país de portugueses que mesmo com uma história atestando quanto de bem fez à economia mundial do pensamento liberal se tem limitado a observar o passar das modas, não estivesse numa situação ridícula e que pode ser justificada em boa parte pela má governação dos últimos 25 anos pelo menos. Naturalmente que a má governação não se inicia de um momento para o outro e, muito menos mas mais grave, num estado em que vigora a democracia representativa.

O que é certo, embora não seja politicamente correcto dizer ou escrever, é que estamos tramados e bem tramados. Se não tivesse havido privilegiados no decurso desta situação ainda se percebia o apertar do cinto; o certo é que houve e há muitas famílias que estão bem na vida, e os outros... bem, que fechem a porta.

Uma luta a dois sem benefícios visíveis para o tal estado português de que fazemos parte integrante. E porque neste caso o estado... somos nós!

quinta-feira, outubro 25, 2012

Krugman... amigo!

Estas tiradas de Paul Krugman sobre a chamada 'crise da dívida' na Europa é suficientemente esclarecedor. E nem é preciso dizer mais nada. É 'keinesiano'? E depois?

quarta-feira, outubro 24, 2012

Baixar o subsídio de desemprego?

O anúncio desta medida implica um estado de desorientação inaceitável por parte deste Governo.

Afinal, o pagamento de uma dívida que foi contraída pelos sucessivos governos deste mal amado país, e segundo as sumidades da actual governança, irá ser paga pelos que pouco ou nada têm!

Melhor do que isto, só... bem, não consigo presumir um exemplo que se compare. Tudo leva a crer que está na hora de o senhor Presidente da República Portuguesa, pelos deveres e atributos que lhe são próprios, assim como pelas obrigações que assumiu perante os portugueses, mostrar de que lado do tabuleiro se posiciona.

Lembro-me de que Rui Zink já referiu no seu 'Luto' o facto de Alberto Pimenta ter dito, ou escrito, que o maior dever de um pai é livrar o filho da tropa!


sábado, outubro 20, 2012

É o que dá... o privado em tempo de crise!



No 'Expresso Online' podia ler-se esta notícia, ontem, 6ª feira.

Não é a primeira e esperemos que seja a última com esta companhia. Privada, tem os objectivos virados para o lucro dos accionistas, naturalmente. Tendo um Estado como marca, seria, e não só em teoria, uma companhia com outros cuidados de segurança no que toca à manutenção.

Presumimos que existem hoje factores que não são de hipotética coexistência em tempo de crise. Segurança e prejuízo não jogam em companhias de baixo custo ou mesmo nas de um qualquer empresário 'novidade'! A Colômbia não é conhecida pela segurança aérea... e da Colômbia não vêm bebés, como em tempos já aconteceu com Paris.

Temo pela TAP. O princípio do lucro e do número que perpassa nos tecnocratas deste governo, impede-os de ver o futuro. Passa-se na TAP como na RTP!

Margaret Atwood explica-lhes em meia dúzia de linhas! Isto, se eles lessem, claro...

sábado, outubro 13, 2012

Será real?...

Li algures (pena não me lembrar...) que no dia 13 de Setembro de 2012, em entrevista à RTP, Passos Coelho culpou os portugueses por não comprarem automóveis, apesar de haver pessoas que os poderiam ter comprado!

Será esta a altura para um beliscão 'em grupo'?

Responsabilidade!

José Manuel Fernandes escreve no Público, edição do dia 21 de Setembro do corrente ano, um artigo que termina deste modo:
"Portugal chegou onde chegou porque teve os líderes que teve. Não apenas os dos últimos anos, mas os das últimas décadas. E também por causa dos partidos que tem. O meu pessimismo (...)  deriva sim dos que nos enganaram e enganam, vendendo eternas ilusões. Isto ainda acaba bem pior do que já está."

O artigo é contundente. E é um artigo que põe em causa para além dos actores apontados o próprio sistema político. Falar da qualidade dos partidos que temos em Portugal numa perspectiva negativa a este ponto é perigoso, embora não mais do que o pouco abonatório trabalho que por estes foi produzido ao longo dos últimos anos do século XX e primeiros anos do corrente. E é mais uma amostra da 'revisão da matéria dada', até hoje.

O certo é que por muitos factores que a favor do tempo e da história têm dado o tom aos desenvolvimentos políticos e económicos no chamado mundo ocidental uma coisa é certa: Portugal, mais uma vez, navegou 'à vista' perante um eleitorado crédulo nas prometidas soluções de quem o governou. Também é certo que se inicia no tempo presente uma nova fase talhada na falta de confiança nos partidos e nas invisíveis possibilidades de recuperação económica, política e moral do país.
O que estamos a principiar a viver hoje em Portugal é uma situação no mínimo muito grave. As consequências ainda se encontram  tapadas pelo movimento das imagens que os meios vão sucessivamente passando num corrupio efervescente de cor e ao ritmo de uma animação surrealista que embriaga tudo e todos, a caminho de uma ressaca que se espera não acabe com a vida dos desafortunados ébrios, que nós somos.

sábado, outubro 06, 2012

Gaspar, em frente, marchar, marchar!


O nosso Governo é 'muito mais para a frente'!
São tão poucos os ricos que em primeiro lugar vamos taxar e 'impostar'  a maioria!...
É a chamada era da 'quantidade.

Coitados dos Chineses maltratados pelos Europeus

Europa e China!
Uma relação subterrânea fomentada pela ambição dos dos grandes empresários europeus (possivelmente alunos brilhantes na faculdade do 'mestre', os que não são estúpidos, o tal de Borges 'dixit') com a deslocalização da mão de obra.
A China não se fez rogada, claro está. Resultado: produtos baratos, mais baratos do que os políticos europeus gostariam e, vai daí, tenta fechar-se a porta aos chineses aplicando elevadas taxas aduaneiras no intuito de proteger o continente do qual não se conhecem muito bem os limites e as brechas.
Eis que surge a Europa, a tal Europa meio indefinida ou o conjunto das Europas, como referiu Tony Judt, se vê envolvida numa crise da dívida - bem, grande parte deste continente ainda pouco atingida.
E aparecem os chineses com as suas elevadas reservas possibilitando uma ajuda aos europeus, também esta indeterminada, em valores e condições.
Por fim, nadad de conferências de imprensa abertas porque, de outro modo, o assunto resvala para os direitos humanos e começamos logo a lembrar-nos de Samuel, o Huntington!

domingo, setembro 30, 2012

A REALIDADE E AVATAR... antes que o fim nos abata!

Essencial ver este filme e atender às analogias com o projecto de Cameron.

Se não nos preocuparmos todos com o nosso 'Avatar' do dia a dia, temos um destino muito complicado para legar aos nossos descendentes.



O pseudo-filme, as caricaturas e a liberdade de expressão

Kurt Westergaard. o caricaturista dinamarquês que há cerca de sete anos fez zangar o mundo islâmico, afirmou-se a favor da liberdade de expressão. E avança que "o Ocidente não pode deixar-se  amordaçar por receio de ofender a sensibilidade islâmica".

O pseudo-filme, segundo as diversas notícias, não existe. E mesmo que existisse penso, pelo que li e pelas imagens que tive ocasião de observar, que não passaria de um exercício amador de cinema, com expressão 'abaixo de zero' como especialidade ou intenção. 

A liberdade de expressão como os direitos humanos nas chamadas sociedades desenvolvidas são 'armamento' que levam à discussão, debate e até à violência entre os oponentes.

Ora, as civilizações, pese a globalização e a sua aproximação e inter-relação via novas tecnologias, vivem a velocidades diferentes, unindo-se (e desunindo-se) apenas - e sempre assim foi - quando toca a interesses sobre finanças tendo como base a energia, os vários recursos básicos e a disputa rumo à centralização de poder, da mesma forma que o vêm fazendo desde o tempo das 'tabuínhas mesopotâmicas', pelo menos.

Samuel Huntington é e será uma memória viva sempre que o arremesso das pedras e os gritos  de "morte aos EUA, morte a Israel, morte a França e por aí..." se sucederem dirigidos contra as respectivas bandeiras ou embaixadas. 
O que quer dizer que a sua tese se encontra actual e bem viva.



sábado, setembro 29, 2012

O verdadeiro vencedor...

Num estudo realizado pelo Barómetro Europeu do Observador Cetelem é referido "que os alemães nunca pareceram tão confiantes e positivos em relação às capacidades do seu país (...)" sendo o único estado da Europa Ocidental "a ver o seu moral melhorar pelo terceiro ano consecutivo."

Olhando à distância, e passado o que foi considerado o paraíso do pós-guerra, mesmo tendo em conta  ajuda fornecida pela Guerra Fria ao chamado Ocidente, pergunta-se, sem aprofundar e com laivos de alguma leveza, pelo que me desculpem:

Já foram - realmente! - atestados os estados vencedores da Guerra (1941/45)?

quarta-feira, setembro 12, 2012

RESPONSÁVEIS I

Quem são os responsáveis pela obesidade do Estado português nos últimos 30 anos?

quarta-feira, agosto 15, 2012

UM DIA TRISTE para o SLB!

O facto de haver responsáveis pelo clube nas mais diversas áreas, competentes - pelo menos, teoricamente - nos seus exercícios específicos, não significa que estes sejam mesmo acertados e possuidores de mais valias que uma instituição e uma marca da estirpe do SLB impõe.
Uma liderança desde o presidente até ao técnico principal, e falamos de futebol e de indústria a sério, deve munir-se de princípios éticos e profissionais que deverão ser accionados sempre que necessário. E hoje foi necessário!

Em tempos, Félix, um 'craque', marcou uma época no SLB, e dizem as crónicas que era o melhor central português da altura. Era ele necessário ao SLB como pão para a boca. Por uma vez apenas teve um comportamento que não se enquadrou nos dignos princípios do clube. Nunca mais vestiu a camisola do SLB. O SLB foi implacável e tornou-se um exemplo.

No caso presente e triste, o problema não é 'só' Luisão. Devemos ir mais longe e perceber que os jogadores do SLB são conduzidos com sorrisos e gritaria pública que os mantém enervados, e nas alturas mais 'chamativas' portam-se com uma dureza que não é aceitável num mundo onde a competição deve andar a par com os melhores preceitos públicos pelo exemplo sistematico que encarnam.

É típico no SLB que os jogadores se envolvam quase sempre em protestos junto dos árbitros e assistentes, denotando atitudes que num campeonato de um país - como a Alemanha, por ex. -, dariam lugar a expulsões e castigos também estes sistematicos... e lá se iam os projectos de vencer ligas e afins.
Enfim, a imagem de um treinador a 'rir-se' dos acontecimentos que mesmo sem ter disso consciência incitava os seus pupilos e acompanhantes à arruaça, foi um dos espectáculos mais tristes e menos desenvolvidos que tive oportunidade de ver na TV. E pena é que estas imagens vão correr mundo. Lastimável e sem remédio.

Ir a casa de um clube, convidado para um dia de festa e estragar a dita revela um comportamento digno de 'despedimento com justa causa' a uma série de implicados. Não é grande quem quer e o SLB ainda poderá vir a ter dias melhores, pela sua história que não pelos que agora se servem dele para lhe estragar a imagem. Vivemos num tempo em que parece que o dinheiro é o rei... mas não é! Há outras coisas que o dinheiro não compra. A dignidade e a seriedade fazem parte do que não tem preço.
Para terminar e para que não haja confusão, escrevo assumindo a minha condição de sócio do SLB, a caminho da 'idade do ouro' na águia que sempre me acompanha.

segunda-feira, agosto 13, 2012

E os submarinos?... E nós?

Bem, mais um desaparecimento de documentos também faz prática em Portugal.
Após os indícios e a rápida actuação dos alemães (vendedores) sobre os implicados; após ter sido apontado e castigado um ministro grego, daquele país que muitos dizem ser 'abusador' nos gastos e mau colega europeu, etc., ficamos isolados com o problema?

Interessante como Portugal passa incólume nestes assuntos de corrupção.
Será que a inércia pode ser a próxima disciplina olímpica? Estou certo que daremos cartas no Rio se esta for aprovada!  Sendo assim e como qualidade e não defeito a 'inércia' passa a valorizar-nos como povo, coisa que pensávamos impossível até há uns anos atrás.

Nolito pediu para ser... emprestado?

Mais uma história mal contada, a juntar às outras que se sucedem a ritmo alucinante. Os benfiquistas devem começar a ficar preocupados.
Diz a notícia que o jogador espanhol apresenta razões pessoais e que necessita de ficar mais perto da sua terra.
Mas há algum clube de renome perto da sua terra?
Ainda ninguém percebeu que 'o rei vai nu' e que dentro em pouco pode passar a réu?
Aguardemos os primeiros resultados, mas com lideranças destas, presidenciais e técnicas, o SLB começa a ficar em risco nos próximos anos.
O homem que diz que resolveu muitos problemas financeiros ao SLB com a venda de jogadores é um mestre a acabar com o rendimento deles no SLB.
Veja-se o que se está a passar com um extraordinário jogador, Ola John, ainda novo, e que tem como interlocutor um treinador que só fala português e que passa o tempo a 'incentivá-lo' (?) com gritaria!...

sábado, abril 28, 2012

LEIRIA, LIGA E QUE MAIS?...

Onde chegámos nós!
Como é possível existir  um clube dirigido profissionalmente através de um comando autocrático vociferar  contra 'os malandros' dos jogadores, quando estes têm salários em atraso, sendo o legítimo interesse destes  em receber os ditos contestado pelo honrado presidente do clube leiriense como uma acto de quem quer destruir o futebol profissional em Portugal?
Este é o país que não queremos ser . Quem inventou esta forma de agir?