sábado, novembro 10, 2012

Com alemães deste gabarito, quem quer ser 'europeu'?

Alemães recusam a passagem de um vídeo oferecido por portugueses, pelo menos um deles ilustre, e que apenas lhes tentavam passar outros dados sobre a realidade de quem labuta diariamente no nosso rincão.
Têm eles o direito de recusar. Não lhes abona a educação. Arroga-se-lhes uma atitude que pensávamos ter nesta altura amainado para os lados de Berlim.
Por esta recusa se pode antever o que vai na cabeça de alemães que, cada vez mais, comandam a estratégia - se esta existe! - da tal ideia peregrina designada por União Europeia. Dos franceses nunca mais se ouviu falar.
Isto em vésperas de uma visita que mais parece com aquelas que são realizadas pelo nosso primeiro-ministro a uma recôndita aldeia de um nordeste transmontano ou de uma profunda serrania algarvia.
A humilhação vai-se acentuando, e seria bom que os espertos dos nossos governantes, embora a esperança seja pouca, tomassem alguma consideração pelos contribuintes portugueses e não os enganassem quando falam de patriotismo.

E que nos pode agora dizer o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa? Provoca aos alemães urticária quando se fala em Portugal e de portugueses?

A tentativa da Europa unida foi bem intencionada (até verificação de novos dados; sim, porque a história não se conta nesta altura, encontra-se ainda tudo muito quente, os factos são recentes, mesmo os que se passaram nos anos 80 do século passado), o que é certo é que todos os ideólogos se encontram fora do espaço de controlo e quem se está a bater contra o estado das coisas é gente mais nova que de fascismo e ditaduras sabe apenas o b.a.ba..

Os ciclos históricos, no que têm de pior, encontram-se sempre presentes e são motivados em grande parte pelo natural pouco conhecimento das novas gerações, afinal, das gerações que estão a começar a aprender à sua custa. Mas não nos podemos esquecer de se houve gerações que tiveram acesso aos dados da história, claro que muitos destes adulterados pelas visões assoberbadas pelos ventos das ideologias ainda vivas nos dias de hoje, a actual não se pode queixar, seja portuguesa, alemã ou até chinesa.
O passado é hoje, talvez, confundido com um corrente argumento cinematográfico em que o sangue se tornou - de novo - um produto de consumo, embora com mais conforto.

sexta-feira, novembro 09, 2012

quarta-feira, novembro 07, 2012

Tiago... concordo contigo!

Um texto que podia ser de 'quase' todos os portugueses. A leitura demora pouco tempo. Aproveite e saiba que não está só.


A FORÇA DA UE!

Expresso online

Culpados!

As declarações do 'jovem' Gaspar, enormíssimo aluno de Finanças, elogiado pelos tecnocratas europeus pertencentes a quadrantes muito bem pagos, fazendo inveja ao comum dos mortais há tempo embarcados numa ideia exigente de democracia e muito mais exigente de União Europeia, são um atestado de culpa para quem nos governou durante tantos e bons anos.

 Expresso online

Debaixo da sua singeleza e sincero rigor Gaspar não age diferente de um brilhante aluno a caminhar para o fim de curso, distante das realidades que formam os mundos da política e da sociedade, neste caso portuguesa: fala sisudo e aparentando um inequívoco ar responsável, porém, sem um preciso e necessário sentido político. Por que  não se pede o que um governo cego como este pede, sem apelar ao que de melhor os cidadãos contribuintes poderão vir a dar.
Não quero acentuar a falta de credibilidade do que disse, porque é verdade, Portugal, ao seguir este caminho, só ao alcance de lunáticos escrevo eu agora, nem daqui a cinquenta anos estará ao nível dos bons anos do pós entrada na UE. E nem se pode prever se durará até lá como corpo coeso e histórico.

Encontramo-nos hoje numa embrulhada e ainda por cima sem responsáveis à vista. Não está em causa qualquer ajuste de contas já que Portugal é suposto ser um estado de direito e com a justiça a funcionar bem (!), mas seria bom que dessem o braço a torcer para que o exemplo e as verdadeiras explicações viessem ao de cima e nos consolassem como cidadãos cumpridores das suas obrigações.

Este é um governo que nos pede o que temos e o que não temos, em nome dos nossos pecados. Importante seria percebermos - de uma vez por todas - quais são esses pecados e quem pecou!




segunda-feira, novembro 05, 2012

Os pedidos da rainha da Europa!

A rainha Merkel pediu-nos, antes que a Grécia colapse de vez por falta de liquidez nas ideias da corte europeia, mais cinco anos de sacrifícios. Cinco!
Ficamos sem saber qual a intenção e o objectivo. Alguém se propõe explicar? É que as explicações dadas em Portugal pelos que se propõem ser cortesãos ao serviço de sua 'nova majestade' não são lá grande coisa! Pior que isso: não nos convencem.

Expresso online

quinta-feira, novembro 01, 2012

A notícia da recusa de Valentim!

Não nos parece que a verdade esteja reflectida neste título do Expresso online.

Afinal e segundo o advogado, existe a possibilidade - ainda -  do recurso previsto na Lei. De outro modo a notícia seria alarmante, a juntar a todas as outras que por este ainda Estado vamos tendo ocasião de observar com certa estupefação.

Mesmo no pouco abonatório estado actual das coisas não nos parece possível a existência de birras públicas perante decisões do tribunal.

Observe-se então a pérola (o sublinhado é nosso):

terça-feira, outubro 30, 2012

Uma luta a dois que trama todos...

Este país tem sido campo de batalha entre as duas forças protagonistas do arco do poder, sem esquecer a intromissão de um PP que sempre se pôs em bicos de pés para usufruir de uma cadeira que estivesse mais a jeito, o que já aconteceu por mais de uma vez.

Nada seria condenável, pois então, se o país, o tal país de portugueses que mesmo com uma história atestando quanto de bem fez à economia mundial do pensamento liberal se tem limitado a observar o passar das modas, não estivesse numa situação ridícula e que pode ser justificada em boa parte pela má governação dos últimos 25 anos pelo menos. Naturalmente que a má governação não se inicia de um momento para o outro e, muito menos mas mais grave, num estado em que vigora a democracia representativa.

O que é certo, embora não seja politicamente correcto dizer ou escrever, é que estamos tramados e bem tramados. Se não tivesse havido privilegiados no decurso desta situação ainda se percebia o apertar do cinto; o certo é que houve e há muitas famílias que estão bem na vida, e os outros... bem, que fechem a porta.

Uma luta a dois sem benefícios visíveis para o tal estado português de que fazemos parte integrante. E porque neste caso o estado... somos nós!

quinta-feira, outubro 25, 2012

Krugman... amigo!

Estas tiradas de Paul Krugman sobre a chamada 'crise da dívida' na Europa é suficientemente esclarecedor. E nem é preciso dizer mais nada. É 'keinesiano'? E depois?

quarta-feira, outubro 24, 2012

Baixar o subsídio de desemprego?

O anúncio desta medida implica um estado de desorientação inaceitável por parte deste Governo.

Afinal, o pagamento de uma dívida que foi contraída pelos sucessivos governos deste mal amado país, e segundo as sumidades da actual governança, irá ser paga pelos que pouco ou nada têm!

Melhor do que isto, só... bem, não consigo presumir um exemplo que se compare. Tudo leva a crer que está na hora de o senhor Presidente da República Portuguesa, pelos deveres e atributos que lhe são próprios, assim como pelas obrigações que assumiu perante os portugueses, mostrar de que lado do tabuleiro se posiciona.

Lembro-me de que Rui Zink já referiu no seu 'Luto' o facto de Alberto Pimenta ter dito, ou escrito, que o maior dever de um pai é livrar o filho da tropa!


sábado, outubro 20, 2012

É o que dá... o privado em tempo de crise!



No 'Expresso Online' podia ler-se esta notícia, ontem, 6ª feira.

Não é a primeira e esperemos que seja a última com esta companhia. Privada, tem os objectivos virados para o lucro dos accionistas, naturalmente. Tendo um Estado como marca, seria, e não só em teoria, uma companhia com outros cuidados de segurança no que toca à manutenção.

Presumimos que existem hoje factores que não são de hipotética coexistência em tempo de crise. Segurança e prejuízo não jogam em companhias de baixo custo ou mesmo nas de um qualquer empresário 'novidade'! A Colômbia não é conhecida pela segurança aérea... e da Colômbia não vêm bebés, como em tempos já aconteceu com Paris.

Temo pela TAP. O princípio do lucro e do número que perpassa nos tecnocratas deste governo, impede-os de ver o futuro. Passa-se na TAP como na RTP!

Margaret Atwood explica-lhes em meia dúzia de linhas! Isto, se eles lessem, claro...

sábado, outubro 13, 2012

Será real?...

Li algures (pena não me lembrar...) que no dia 13 de Setembro de 2012, em entrevista à RTP, Passos Coelho culpou os portugueses por não comprarem automóveis, apesar de haver pessoas que os poderiam ter comprado!

Será esta a altura para um beliscão 'em grupo'?

Responsabilidade!

José Manuel Fernandes escreve no Público, edição do dia 21 de Setembro do corrente ano, um artigo que termina deste modo:
"Portugal chegou onde chegou porque teve os líderes que teve. Não apenas os dos últimos anos, mas os das últimas décadas. E também por causa dos partidos que tem. O meu pessimismo (...)  deriva sim dos que nos enganaram e enganam, vendendo eternas ilusões. Isto ainda acaba bem pior do que já está."

O artigo é contundente. E é um artigo que põe em causa para além dos actores apontados o próprio sistema político. Falar da qualidade dos partidos que temos em Portugal numa perspectiva negativa a este ponto é perigoso, embora não mais do que o pouco abonatório trabalho que por estes foi produzido ao longo dos últimos anos do século XX e primeiros anos do corrente. E é mais uma amostra da 'revisão da matéria dada', até hoje.

O certo é que por muitos factores que a favor do tempo e da história têm dado o tom aos desenvolvimentos políticos e económicos no chamado mundo ocidental uma coisa é certa: Portugal, mais uma vez, navegou 'à vista' perante um eleitorado crédulo nas prometidas soluções de quem o governou. Também é certo que se inicia no tempo presente uma nova fase talhada na falta de confiança nos partidos e nas invisíveis possibilidades de recuperação económica, política e moral do país.
O que estamos a principiar a viver hoje em Portugal é uma situação no mínimo muito grave. As consequências ainda se encontram  tapadas pelo movimento das imagens que os meios vão sucessivamente passando num corrupio efervescente de cor e ao ritmo de uma animação surrealista que embriaga tudo e todos, a caminho de uma ressaca que se espera não acabe com a vida dos desafortunados ébrios, que nós somos.

sábado, outubro 06, 2012

Gaspar, em frente, marchar, marchar!


O nosso Governo é 'muito mais para a frente'!
São tão poucos os ricos que em primeiro lugar vamos taxar e 'impostar'  a maioria!...
É a chamada era da 'quantidade.

Coitados dos Chineses maltratados pelos Europeus

Europa e China!
Uma relação subterrânea fomentada pela ambição dos dos grandes empresários europeus (possivelmente alunos brilhantes na faculdade do 'mestre', os que não são estúpidos, o tal de Borges 'dixit') com a deslocalização da mão de obra.
A China não se fez rogada, claro está. Resultado: produtos baratos, mais baratos do que os políticos europeus gostariam e, vai daí, tenta fechar-se a porta aos chineses aplicando elevadas taxas aduaneiras no intuito de proteger o continente do qual não se conhecem muito bem os limites e as brechas.
Eis que surge a Europa, a tal Europa meio indefinida ou o conjunto das Europas, como referiu Tony Judt, se vê envolvida numa crise da dívida - bem, grande parte deste continente ainda pouco atingida.
E aparecem os chineses com as suas elevadas reservas possibilitando uma ajuda aos europeus, também esta indeterminada, em valores e condições.
Por fim, nadad de conferências de imprensa abertas porque, de outro modo, o assunto resvala para os direitos humanos e começamos logo a lembrar-nos de Samuel, o Huntington!

domingo, setembro 30, 2012

A REALIDADE E AVATAR... antes que o fim nos abata!

Essencial ver este filme e atender às analogias com o projecto de Cameron.

Se não nos preocuparmos todos com o nosso 'Avatar' do dia a dia, temos um destino muito complicado para legar aos nossos descendentes.



O pseudo-filme, as caricaturas e a liberdade de expressão

Kurt Westergaard. o caricaturista dinamarquês que há cerca de sete anos fez zangar o mundo islâmico, afirmou-se a favor da liberdade de expressão. E avança que "o Ocidente não pode deixar-se  amordaçar por receio de ofender a sensibilidade islâmica".

O pseudo-filme, segundo as diversas notícias, não existe. E mesmo que existisse penso, pelo que li e pelas imagens que tive ocasião de observar, que não passaria de um exercício amador de cinema, com expressão 'abaixo de zero' como especialidade ou intenção. 

A liberdade de expressão como os direitos humanos nas chamadas sociedades desenvolvidas são 'armamento' que levam à discussão, debate e até à violência entre os oponentes.

Ora, as civilizações, pese a globalização e a sua aproximação e inter-relação via novas tecnologias, vivem a velocidades diferentes, unindo-se (e desunindo-se) apenas - e sempre assim foi - quando toca a interesses sobre finanças tendo como base a energia, os vários recursos básicos e a disputa rumo à centralização de poder, da mesma forma que o vêm fazendo desde o tempo das 'tabuínhas mesopotâmicas', pelo menos.

Samuel Huntington é e será uma memória viva sempre que o arremesso das pedras e os gritos  de "morte aos EUA, morte a Israel, morte a França e por aí..." se sucederem dirigidos contra as respectivas bandeiras ou embaixadas. 
O que quer dizer que a sua tese se encontra actual e bem viva.



sábado, setembro 29, 2012

O verdadeiro vencedor...

Num estudo realizado pelo Barómetro Europeu do Observador Cetelem é referido "que os alemães nunca pareceram tão confiantes e positivos em relação às capacidades do seu país (...)" sendo o único estado da Europa Ocidental "a ver o seu moral melhorar pelo terceiro ano consecutivo."

Olhando à distância, e passado o que foi considerado o paraíso do pós-guerra, mesmo tendo em conta  ajuda fornecida pela Guerra Fria ao chamado Ocidente, pergunta-se, sem aprofundar e com laivos de alguma leveza, pelo que me desculpem:

Já foram - realmente! - atestados os estados vencedores da Guerra (1941/45)?

quarta-feira, setembro 12, 2012

RESPONSÁVEIS I

Quem são os responsáveis pela obesidade do Estado português nos últimos 30 anos?

quarta-feira, agosto 15, 2012

UM DIA TRISTE para o SLB!

O facto de haver responsáveis pelo clube nas mais diversas áreas, competentes - pelo menos, teoricamente - nos seus exercícios específicos, não significa que estes sejam mesmo acertados e possuidores de mais valias que uma instituição e uma marca da estirpe do SLB impõe.
Uma liderança desde o presidente até ao técnico principal, e falamos de futebol e de indústria a sério, deve munir-se de princípios éticos e profissionais que deverão ser accionados sempre que necessário. E hoje foi necessário!

Em tempos, Félix, um 'craque', marcou uma época no SLB, e dizem as crónicas que era o melhor central português da altura. Era ele necessário ao SLB como pão para a boca. Por uma vez apenas teve um comportamento que não se enquadrou nos dignos princípios do clube. Nunca mais vestiu a camisola do SLB. O SLB foi implacável e tornou-se um exemplo.

No caso presente e triste, o problema não é 'só' Luisão. Devemos ir mais longe e perceber que os jogadores do SLB são conduzidos com sorrisos e gritaria pública que os mantém enervados, e nas alturas mais 'chamativas' portam-se com uma dureza que não é aceitável num mundo onde a competição deve andar a par com os melhores preceitos públicos pelo exemplo sistematico que encarnam.

É típico no SLB que os jogadores se envolvam quase sempre em protestos junto dos árbitros e assistentes, denotando atitudes que num campeonato de um país - como a Alemanha, por ex. -, dariam lugar a expulsões e castigos também estes sistematicos... e lá se iam os projectos de vencer ligas e afins.
Enfim, a imagem de um treinador a 'rir-se' dos acontecimentos que mesmo sem ter disso consciência incitava os seus pupilos e acompanhantes à arruaça, foi um dos espectáculos mais tristes e menos desenvolvidos que tive oportunidade de ver na TV. E pena é que estas imagens vão correr mundo. Lastimável e sem remédio.

Ir a casa de um clube, convidado para um dia de festa e estragar a dita revela um comportamento digno de 'despedimento com justa causa' a uma série de implicados. Não é grande quem quer e o SLB ainda poderá vir a ter dias melhores, pela sua história que não pelos que agora se servem dele para lhe estragar a imagem. Vivemos num tempo em que parece que o dinheiro é o rei... mas não é! Há outras coisas que o dinheiro não compra. A dignidade e a seriedade fazem parte do que não tem preço.
Para terminar e para que não haja confusão, escrevo assumindo a minha condição de sócio do SLB, a caminho da 'idade do ouro' na águia que sempre me acompanha.

segunda-feira, agosto 13, 2012

E os submarinos?... E nós?

Bem, mais um desaparecimento de documentos também faz prática em Portugal.
Após os indícios e a rápida actuação dos alemães (vendedores) sobre os implicados; após ter sido apontado e castigado um ministro grego, daquele país que muitos dizem ser 'abusador' nos gastos e mau colega europeu, etc., ficamos isolados com o problema?

Interessante como Portugal passa incólume nestes assuntos de corrupção.
Será que a inércia pode ser a próxima disciplina olímpica? Estou certo que daremos cartas no Rio se esta for aprovada!  Sendo assim e como qualidade e não defeito a 'inércia' passa a valorizar-nos como povo, coisa que pensávamos impossível até há uns anos atrás.

Nolito pediu para ser... emprestado?

Mais uma história mal contada, a juntar às outras que se sucedem a ritmo alucinante. Os benfiquistas devem começar a ficar preocupados.
Diz a notícia que o jogador espanhol apresenta razões pessoais e que necessita de ficar mais perto da sua terra.
Mas há algum clube de renome perto da sua terra?
Ainda ninguém percebeu que 'o rei vai nu' e que dentro em pouco pode passar a réu?
Aguardemos os primeiros resultados, mas com lideranças destas, presidenciais e técnicas, o SLB começa a ficar em risco nos próximos anos.
O homem que diz que resolveu muitos problemas financeiros ao SLB com a venda de jogadores é um mestre a acabar com o rendimento deles no SLB.
Veja-se o que se está a passar com um extraordinário jogador, Ola John, ainda novo, e que tem como interlocutor um treinador que só fala português e que passa o tempo a 'incentivá-lo' (?) com gritaria!...

sábado, abril 28, 2012

LEIRIA, LIGA E QUE MAIS?...

Onde chegámos nós!
Como é possível existir  um clube dirigido profissionalmente através de um comando autocrático vociferar  contra 'os malandros' dos jogadores, quando estes têm salários em atraso, sendo o legítimo interesse destes  em receber os ditos contestado pelo honrado presidente do clube leiriense como uma acto de quem quer destruir o futebol profissional em Portugal?
Este é o país que não queremos ser . Quem inventou esta forma de agir?


quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Povo magnânimo!


Ontem à noite o Benfica ganhou ao Futebol Clube do Porto, por duas bolas a zero, no Estádio do Dragão, a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. O FCP, lider invicto do campeonato nacional, via-se assim confrontado, pela primeira vez nesta época, com a ideia de que afinal não é uma equipa hegemónica no que toca ao futebol. Subitamente, surgiram questões nas cabeças dos adeptos azuis que até aqui se mantinham fechadas a sete chaves na caixinha de Pandora. Questões que fragilizaram com evidência, as certezas absolutas que pareciam pautar a postura, não só da equipa como de toda a massa apoiante, de arrogancia e superioridade observadas ao longo de toda a época. De repente o mundo parecia acabar. O chão parecia fugir-lhes debaixo dos pés. As bolas de golfe, guardadas nos bolsos durante a maior parte da partida, começaram a voar para o relvado, assim como as garrafas de água, os isqueiros e as moedas. É incrível verificar a grandeza de uma gente que, apesar de estar a perder um jogo importante, se desfaz em generosidade, oferencendo aos adversários todos os bens que têm ali à mão, fazendo valer o epíteto de bons anfitriões que caracteriza as gentes do norte desde sempre. Não satisfeitos, ainda se deram ao trabalho de aguardar a passagem do autocarro do Glorioso e brindá-lo com mais ofertas, desta feita simples pedras, talvez por se terem desfeitos entretanto de outros bens mais valiosos. Mas ainda assim, não puderam deixar de oferecer aquilo que podiam, até ao momento da despedida. Foi tal o entusiasmo que, coitados, até partiram um vidro da viatura, sujeitando com a sua generosidade imensa, aqueles que viajavam nela ao frio intenso dessa noite de Inverno pelo resto da viagem.

Quero portanto, enquanto benfiquista, deixar aqui os meus agradecimentos a esse povo magnânimo que mais uma vez deixou bem clara a sua essência:

Pelas bolas de golfe
Pelos isqueiros
Pelas garrafas de água
Pelas moedas
Pelas pedras
Pelas emoções ao rubro
Pelos insultos
Pelo desportivismo à moda do Porto
Pela ameaças aguerridas (que implicam esforço e dedicação)
Por toda a fruta e chocolates
Pelas esmolas aos árbitros
E por tantas outras coisas que esta maravilhosa gente do FCP tem dado incansavelmente, num esforço que demonstra bem a magnitude da sua nobreza, fair play e generosidade!

Que nós, cá em baixo, saibamos retribuir essa partilha de riqueza e generosidade, não deixando de mostrar o nosso enorme obrigado pela forma extraordinaria como sempre somos recebidos.

E viva o Benfica.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Um pássaro chamado Barry

Nas últimas horas sei de um pássaro que voou em direcção à beleza que compôs enquanto viveu neste pequeno planeta dito azul no meio de nenhures; o seu nome era Barry, John Barry.

Por ter sentido a tua música, valeu a pena ter vivido! Até sempre, John!

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Zetas versus Estados

Já se projectava que esta realidade viesse a ter lugar mais cedo do que muitos imaginariam.
Um grupo armado e detentor de uma actividade referencial na economia paralela (?), numa zona em que esta actividade passou a ser um facto de peso no ambiente social e político mexicano após o 'spread' verificado a partir da Colômbia e afins, finalmente, assume-se como beligerante, tal qual um estado, prepara uma declaração de guerra a um estado legítimo no quadro internacional: a Guatemala.
Como perspectivar o próximo futuro? Naturalmente que esta não é a regra e, para já, encontramo-nos longe disso; mas, e se tivermos em conta o fortalecimento do poder dos grupos ilegítimos assim como o seu enriquecimento, o que poderemos esperar do fortalecimento das malhas que a corrupção vai tecendo na intereceção das várias instituições?

domingo, dezembro 19, 2010

A Águia Vitória, a SAD do Benfica e os novos coveiros

Sou sócio do SLB.
E muito antes das SADs invadirem o quotidiano futebolístico nacional.
Sou da altura em que a Luz metia - a pagar - mais ou menos 120.000 espectadores. E da altura em que a Luz era um Inferno para quem lá fosse jogar, independentemente do jogo ser para a Europa ou para as Feiras.

Na altura, ainda não se ouvia falar de nomes como aqueles que integram a tal 'sagrada' SAD que, no presente, parece mais ou menos ligada ao Benfica-clube.

A cultura encarnada era plena de solidariedade, de amor ao clube e de veneração à Águia, fosse ela qual fosse.

A ideia de ter uma Águia 'de verdade' na nova e pequena Luz foi e é, realmente, de louvar. É um verdadeiro espectáculo dentro do espectáculo que é o próprio jogo.

Quem quer acabar com a delícia que é observar a Vitória a voar?
Quem anda a chatear o tratador da Vitória?
Quem vai pressionando o nosso amigo espanhol dizendo-lhe que os seus conterrâneos são arrogantes?
Quem é que não gosta dos sócios do SLB?
Quem é que não percebe que são os sócios do clube que ajudam a pagar o ordenado a tão infelizes idiotas?

Quem é que, na SAD constituída para defender o SLB, não gosta... do SLB?

O que quer dizer que 'ninguém é superior à instituição'?

O Presidente Vieira vai ter pouco tempo para dar a volta a um assunto que apenas envergonha os verdadeiros benfiquistas.
Parece que começa a haver muita gente ligada ao 'inimigo' a tratar os assuntos do Benfica como quem trata 'aquilo de que não se gosta'.

Tenho a certeza de que o Presidente Vieira não tem nada que ver com esta triste história. E, como todos os benfiquistas que se prezam e que têm lugar marcado na nova Luz por muitos anos, espero ver este assunto resolvido e a bem dos que não têm que se explicar a qualquer funcionário mentecapto e, quem sabe?, a lagartos de meia tigela!

Viva o Benfica!

quarta-feira, setembro 30, 2009

Rotundas.



É extraordinária a profusão de rotundas que se tem observado nos últimos anos em Portugal, das mais majestosas, enfeitadas com monumentos, estátuas, esculturas e outras manifestações de cariz artístico (por vezes de qualidade e gosto duvidoso), às mais simples, quase simbólicas, por vezes até com um aspecto tosco e inacabado.

O facto é que a “rotunda” tem vindo a afirmar-se cada vez mais como solução óbvia para a resolução de qualquer dilema de "intersecção arterial" dentro e fora das localidades nacionais.

Será porque no longo prazo se tornam menos dispendiosas para os municípios? Pois ao contrário dos cruzamentos com semáforos, não requerem o uso de electricidade e exigem custos inferiores de manutenção? É claro que as rotundas demasiado grandes acabam por também ter semáforos. E há ainda aquelas que são iluminadas durante a noite. E não podemos esquecer a limpeza das manifestações artísticas, o aparar da relva e o podar das árvores que algumas têm. Talvez a resposta esteja então na fluidez de trânsito que estas permitem, quando comparadas com os tradicionais e obsoletos cruzamentos e os seus semáforos. No caso da rotunda, basta chegar primeiro e "é sempre a andar". Ainda assim, quem habita ou percorre os grandes centros urbanos, já se deparou ou depara diariamente, com grandes filas de trânsito que convergem para estas rodelas mágicas do planeamento urbanístico. Sinceramente e apesar de há muito tempo reflectir sobre esta questão, acerca do porquê da vitória esmagadora da “rotunda”, não encontro uma resposta que seja satisfatória.

Mas para mim, o facto mais curioso e intrigante no que toca à propagação da rotunda em Portugal, está relacionado com a insistência numa solução em relação à qual, os condutores portugueses demonstram uma inépcia crítica na compreensão das suas regras básicas de funcionamento.

(Recordo um episódio caricato decorrido há uns anos atrás, aqui em Lisboa. Dirigia-me num táxi para o centro comercial das Amoreiras, quando esse mesmo táxi, ao arrancar num sinal verde, na rotunda do Marquês de Pombal, foi abalroado violentamente por outro carro, o que nos levou, a mim e à pessoa que me acompanhava na altura, a fazer o restante percurso a pé, devido ao choque em que nos encontrávamos em consequência do acidente. Surpreendentemente não houve ferimentos graves mas o caso ainda valeu uma radiografia à minha acompanhante, devido a uma contusão na cabeça e uns anos mais tarde uma ida a tribunal a ambos, como testemunhas. Um par de horas depois, já de regresso a casa, apanhámos novamente um táxi e ao chegar à rotunda do Marquês, achámos curioso o “nosso” 1º táxi, o sinistrado, ainda se encontrar no local, com o carro que servira de aríete encaixado na carroçaria mas desta feita com a polícia a tomar conta da ocorrência. Enquanto trocávamos impressões sobre o assunto e em simultâneo satisfazíamos a curiosidade do presente taxista acerca dos pormenores do acidente e do facto de termos participado nele, dá-se um novo embate, entre o “nosso” 2º táxi e outro automóvel. Sinceramente, até hoje não sei de quem foi a culpa neste 2º acidente, nem sei muito bem o que aconteceu. Apenas nos despedimos do taxista, abrimos as portas do taxi e fomos embora para casa, a pé.)

Coincidência?




domingo, maio 03, 2009

IRÃO? Para onde?

IRÃO, 2009, planeta Terra.

Se um qualquer Deus existisse (o que faria com que estivessemos perante outro milagre, embora não tão espantoso como é o da Vida), o que diria Ele das suas criações?

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Salvem o "Miguel" (e os outros também)!



Para quem não sabe, as rolhas tradicionais são feitas de cortiça. A cortiça é a casca de uma árvore chamada sobreiro. E Portugal é o maior exportador de cortiça a nível mundial. A cortiça é um material versátil e 100% natural. Com um vasto leque de possíveis utilizações, podemos encontrá-la tanto nas garrafas de vinho, como em nossas casas, em peças de vestuário e acessórios de moda e até mesmo no isolamento térmico dos tanques de combustível externos do Space Shuttle Columbia, utilizado pela NASA.
Segundo dados da APCOR (Associação Portuguesa de Cortiça), referentes ao ano de 2007, o valor gerado pelas exportações nacionais de cortiça representa cerca de 0,7% do PIB (a preços de mercado), aproximadamente 2,3% do total das exportações portuguesas e cerca de 30% do total das exportações portuguesas de produtos florestais. Isto só para dar uma ideia da importância deste sector.
A indústria corticeira nacional tem um rosto de destaque de quem toda a gente certamente já ouviu falar, especialmente desde que, em 2008, a revista Forbes o classificou como o homem mais rico de Portugal e um dos mais ricos do mundo. Refiro-me obviamente a Américo Amorim, presidente do Conselho de Administração do Grupo Amorim, ao qual pertence a sobejamente conhecida Corticeira Amorim, que é a maior empresa mundial de produtos de cortiça e está organizada em cinco unidades de negócio: Matérias-Primas, Rolhas, Revestimentos, Aglomerados Compósitos e Isolamentos.
A crescente procura de soluções alternativas ao uso da rolha de cortiça em alguns mercados internacionais (especialmente em países como os EUA, a Austrália e a Nova Zelândia), optando por rolhas sintéticas ou tampas de plástico, tem comprometido e ameaçado de forma séria todo o sector corticeiro. Recentemente, numa tentativa de contrariar esta tendência, o Grupo Amorim financiou uma curiosa campanha internacional em defesa da tradicional rolha de cortiça, usando para o efeito o actor humorístico Rob Schneider que, segundo o breve filme criado para o efeito, tem como missão viajar até Portugal na nobre demanda de "Salvar o Miguel" (no título original: Save Miguel), sendo que "Miguel" é um sobreiro, o que neste caso é sinónimo de "Cortiça".
Pelos vistos o resultado desta campanha e de outras eventuais medidas (se é que as houve mas pretendo acreditar que sim) tomadas em defesa desta matéria-prima, símbolo de Portugal no mundo (apenas o fado e vinho do Porto terão uma conotação tão imediata com a Lusitânia), não têm tido o sucesso esperado. O sector corticeiro está em crise e começam finalmente a surgir nos meios de comunicação social algumas notícias que revelam a delicada situação em que se encontra.
No caso da Corticeira Amorim, podia ler-se hoje no Jornal de Negócios que foi anunciado o despedimento de 193 trabalhadores, o que é grave. Mas ainda mais grave é o que se passa com a Suberus, grupo detentor da segunda maior corticeira nacional. Para além da actividade corticeira, a Suberus tem ainda ramificações na área da metalurgia e não sei se noutras mais (neste momento a maioria dos sites do grupo estão suspensos ou inactivos, sendo portanto difícil reunir informação mais detalhada). No que toca à cortiça, a Suberus detém duas fábricas no norte do país a Vinocor e a Subercor, em Mozelos, Santa Maria da Feira e uma outra, a Subercentro, em Ponte de Sor, no Distrito de Portalegre.
Desde o dia 21 do passado mês de Janeiro que os cerca de 160 empregados das fábricas Vinocor e Subercor iniciaram uma greve de protesto, devido aos salários em atraso de Dezembro e respectivos subsídios de Natal. Hoje foi anunciado nos diversos meios de comunicação social que a Suberus apresentou em tribunal um pedido de insolvência para as suas 4 empresas do ramo corticeiro, Vinocor, Subercor, Subercentro e Subergal Trading, que empregavam no total cerca de 300 trabalhadores.
Escusado será dizer que lamento profundamente a situação, não só do sector (relativamente ao qual tenho uma profunda ligação de proximidade afectiva) como em especial a dos trabalhadores que vêm agora uma nuvem ainda mais negra a surgir no horizonte.
Mas não posso deixar de fazer uma referência sentida àqueles que neste momento sofrem talvez os dias mais angustiantes das suas vidas e de quem nunca se ouve falar (o que demonstra o desinteresse absoluto por parte dos media por tudo que não seja populista e notícia "fácil"). Refiro-me aos pequenos intermediários e produtores que, no último ano, venderam todo, ou a maior parte do seu stock de cortiça a qualquer uma destas empresas e até hoje não viram um tostão.
Falo de pessoas cuja vida é dedicada exclusivamente a este negócio e, em muitos caso, vivem há meses a fio numa angustia atroz, consumidos diariamente por sentimentos contraditórios que oscilam entre a esperança e o desespero, a boa-fé e a desconfiança, a revolta e o arrependimento. Assistem impotentes ao consecutivo adiar de uma solução, que vai tardando e nunca mais chega. Sujeitam-se às promessas dos devedores de que tudo está a ser feito para resolver a situação, de que não serão esquecidos, de que assim que o problema esteja resolvido serão eles os primeiros a receber o seu dinheiro. E eles, movidos por uma fé que, antes de mais só existe porque perdê-la seria sinónimo de assumir que perderam tudo, lá vão acedendo, esperando, dizendo que sim a tudo o que lhes é pedido.
Muitos destes homens não acompanharam a evolução dos tempos, não têm escritórios, nem computadores, nem internet. Não contratam advogados, nem secretárias, nem assistentes, nem analistas para os ajudar nos seus negócios e alguns nem sequer lêem o jornal mas seguem religiosamente os noticiários televisivos, mesmo que não percebam na íntegra tudo o que lá se diz. Não dispensam no entanto um bloquinho de notas, onde fazem contas e apontam números de telefone. E um lápis, que muitos afiam com o mesmo canivete que usam para retirar uma lasca das pranchas de cortiça nova, para verificar a quantidade de "verde" (que resulta da humidade por evaporar ainda "presa" no interior da mesma) e poder assim calcular quanto tempo falta para a poder pesar já seca. Igualmente indispensáveis são os dois livros sagrados, o dos cheques e o dos contratos, preenchidos sempre à mão e em triplicado, sabe-se lá quando é que um bom negócio pode bater à porta. Pesam as pilhas (de cortiça) a olho e raramente se enganam (confirmando-se a sua extraordinária precisão sempre que alguém insiste em usar a balança). Calculam a cubicagem com uma fita métrica e umas contas de cabeça. Trazem na memória o extenso mapa da planície, dos montes e vales, conhecem as corgas e os caminhos de cor, assim como os nomes das herdades e daqueles a quem pertencem. Nunca precisaram de um GPS, a maioria nem sabe o que isso é. São homens do Sul, esta raça em vias de extinção. Uma espécie de cowboys à portuguesa, cavaleiros solitários que trocaram os cavalos por jipes e percorrem diariamente centenas de quilómetros pelos montes alentejanos, à procura do negócio. Homens para quem a palavra é sempre de honra e um compromisso fica selado com um aperto de mão.
São portanto presas fáceis neste jogo em que no outro extremo do tabuleiro, no Norte, estão as modernas e organizadas empresas, com as suas unidades fabris, os escritórios, as secretárias, os advogados e a internet. Muitos destes homens têm idades avançadas, que já não permitem o fôlego necessário para lidar com esta montanha-russa de emoções que os depara agora, no fim da linha, com a hipótese de ver tudo aquilo porque lutaram uma vida inteira esfumar-se em nada. Porque o risco que correm é mesmo esse, ver o "tudo" transforma-se em "nada".
É nesses que mais penso e por quem o meu coração mais pesa. É a esses que deixo aqui uma palavra de solidariedade e coragem. Salvem o "Miguel" mas salvem primeiro aqueles que desde sempre deram o seu contributo para que, em boa parte devido ao seu esforço, o "Miguel" seja hoje aquilo que é.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

"Qimonda" aqui já não sou eu.



A gigante internacional Qimonda abandonou o posto de liderança enquanto maior exportador nacional, passando a ocupar a 3ª posição no Top 10. O lugar da frente é agora assumido pela Petrogal (do grupo Galp Energia) e em 2º lugar está a Autoeuropa (pertencente ao grupo Volkswagen). Pelo andar da carruagem, penso que a Qimonda ainda estará longe de terminar a sua queda no ranking, mesmo com o surgimento de um eventual comprador. Segundo o Diário Económico, só nos últimos 7 meses a Qimonda perdeu cerca de 97% do seu valor na bolsa de Frankfurt, 68% dos quais já em 2009.
Quanto à Petrogal, tem a seu favor o facto de pertencer a um grupo forte, que vende um bem essencial. Apesar da baixa do preço do barril de petróleo, a descida de preços nas bombas de combustível não tem sido proporcional à queda, ao contrário do que se verificou ao longo do período em que a tendência foi inversa, em meados do ano passado. Outro aspecto positivo, prende-se com as sucessivas descobertas de poços de petróleo no Brasil, na parceria que a Galp Energia detém com a brasileira Petrobras. Parece-me portanto assegurada a solidez deste grupo.
No caso da Autoeuropa e apesar de um futuro que se mantém incerto, se por um lado pode sofrer baixas devido à quebra acentuada da venda de automóveis, não só em território nacional como nos mercados mundiais em geral, tem apesar de tudo a seu favor o facto de pertencer à Volkswagen, que é, não só o maior fabricante europeu de automóveis, como vê agora a Porsche assumir o controlo accionista da empresa ao reforçar a sua posição, detendo actualmente 50,76% do capital da mesma e que espera, ainda este ano, chegar aos 75%. Portanto é aguardar para ver qual o futuro da Autoeuropa que, para já, ocupa o 2º lugar deste ranking.
Aqui fica a lista fornecida pelo INE do Top 10 das maiores exportadoras nacionais (entre Janeiro e Outubro de 2008). Curiosamente, ou não, apenas 4 são realmente portuguesas:

1 - PETRÓLEOS DE PORTUGAL-PETROGAL, SA
2 - AUTOEUROPA - AUTOMÓVEIS, LDA
3 - QIMONDA PORTUGAL, SA
4 - REPSOL POLÍMEROS LDA
5 - SOPORCEL - SOCIEDADE PORTUGUESA DE PAPEL, SA
6 - CONTINENTAL MABOR - INDÚSTRIA DE PNEUS, SA
7 - PORTUCEL - EMPRESA PRODUTORA DE PASTA E PAPEL, SA
8 - PEUGEOT CITROEN AUTOMÓVEIS PORTUGAL, SA
9 - SOMINCOR - SOCIEDADE MINEIRA DE NEVES - CORVO, SA
10 - BLAUPUNKT AUTO-RÁDIO PORTUGAL, LDA

Globalização pouco global!



Não, não é um convite para ir para a neve. É Davos, que termina sem consenso, ou melhor, sem soluções para a "crise", revelando a grande anedota dos tempos que correm. Tempos esses de globalização, dos gigantes globais, das comunicações globais, dos monopólios globais, das marcas globais, das empresas globais mas e quando se fala de crise? Onde é que estão as soluções globais? E as políticas globais? E as medidas globais? É que, ao chamar-se "global" a esta crise, embora o seja de facto, só o é nos seus efeitos, pois ninguém assume a sua parte de culpa. Já agora, até se aproveita para ir ao mapa, tirar o pó e puxar o lustro às fronteiras que pareciam tão apagadas e mortiças mas afinal estão (e sempre estiveram) lá. E aproveita-se o momento solene para recordar o mundo da culpa do vizinho e da nossa inocência. E já agora recorda-se também, um bocadinho, as nossas diferenças, porque que em tempos de vacas gordas, quando se anda de barriga cheia é tão fácil pensar: Ahhhh… Como é bom sermos todos iguais!
Pelos vistos a "globalização" só funciona quando a seta está no verde. Quando os peixes se vão comendo, segundo a “ordem natural” das coisas, um após outro, sendo que o último é sempre maior que o anterior. Assim que esta cadeia alimentar é interrompida por uma indigestão ou pior, uma intoxicação alimentar, pronto! Zangam-se as comadres, viram-se as costas, ninguém come mais ninguém e ninguém se fala (fora meia dúzia de peixes, dos maiores, que vão trocando umas impressões entre eles de como é que hão-de continuar a papar os pequenitos assim que lhes passar a dor de barriga). Começam a atribuir-se as culpas para poder votar uns quantos ao ostracismo e restabelecer a ordem e o equilíbrio. Os grandes dizem que os pequenos estavam estragados e não avisaram e os pequenos defendem-se dizendo que, se assim era, foi porque os grandes não tinham nada que limpar o rabo com o plâncton de que eles (os pequenos) se alimentam.
E pronto, a globalização é assim.

sábado, janeiro 31, 2009

Silêncio............................


Um apelo solidário!


Entre a espada e a parede





O ano começa especialmente mal para um dos pilares económicos deste país.

As alterações na chamada Tributação Autónoma, no P.C. (Pagamento por Conta) e no P.E.C. (Pagamento Especial por Conta), numa altura em que se apregoam ajudas às pequenas e médias empresas, revelam bem a ironia e o sentido de humor negro, tão característicos de um governo do sul da Europa.

Assiste-se, uma vez mais, ao lançamento de uma cortina de fumo que tem como objectivo desviar a atenção dos reais contornos desta chamada "crise" que assola o mundo. Crise essa que por cá, pouca importância tem quando comparada com o mexerico e a iminente escandaleira. Quem é que vai quer saber da Tributação Autónoma e do Pagamento por Conta, quando o 1º Ministro, num ano de eleições legislativas, se vê envolvido num potencial escândalo de corrupção?

Num país de iliteratos, é muito mais interessante (e fácil) especular com grande afinco acerca dos culpados e inocentes (sendo que as massas se entusiasmam mais com os culpados) do que estar atento às decisões do poder que influenciam directamente a vida e as condições de vida daqueles que tanto especulam em vez de estar atentos.

Depois há os chavões mediáticos, de que as pessoas gostam muito mas de que normalmente sabem pouco. Coisas como o Freeport , a 3ª ponte, o aeroporto, o TGV, o BPN ou o BPP, vão servindo de quebra-gelo no dia-a-dia da sociedade. No entanto fica sempre bem ter assunto ou no mínimo opinião, acerca destas coisas. Mas após aquela fase inicial de conversa, em que se lançam para a mesa um apanhado das memórias mais presentes daquilo que se ouviu ou se leu acerca do assunto nos últimos dias (tudo dito em tom de opinião), o que realmente fascina as pessoas, é especular quem estará por detrás disto e daquilo, quem andará a meter dinheiro ao bolso, quem sofrerá as consequências, quem pagará a factura e, em suma, quem será culpado... Ou inocente, claro. O mais curioso é que tal debate, nunca se traduz numa tomada de atitude ou de posição concreta relativamente a coisa nenhuma. Mesmo que se apurem "culpados" e que a certeza seja absoluta, a consequência máxima resultante será sempre e apenas uma carga extra de emoção na abordagem do assunto e todos os actos de revolta contra tal vilania, serão sempre teóricos e jamais passarão a outro formato que não o da ilustração verbal. Parece que esta passividade tem uma raiz genética, contendo uma informação acumulado ao longo dos séculos, que nos faz assumir que, de uma forma ou de outra, estaremos sempre a ser pilhados e ludibriados por quem está no poder, tomando-o portanto como um dado pacífico e adquirido.

Por outro lado, assassinar a carreira política de José Sócrates em ano de eleições, quando a única alternativa é uma senhora cujos recursos políticos variam apenas entre um silêncio absurdo e veementes críticas, demonstrando assim uma falta absoluta de ideias concretas, alternativas e soluções que não passem apenas por colocar a palavra "não" antes de todas as iniciativas e planos do actual governo, não me parece alternativa.

Sinto portanto que estamos entre a espada e a parede. E o problema é a tal da "crise", que muita gente ainda não percebeu que, mais do que um excelente tema para conversas de café (e muito caro aos lusitanos dada a sua fácil conotação com o fado e a desgraça), lhes pode mudar a vida por completo, num abrir e fechar de olhos, enquanto se distraem com a grande novela dos culpados e inocentes.

"Não perca esta noite, mais um episódio de Freeport, a primeira novela portuguesa transmitida por todos os canais em simultâneo, com uma versão diferente em cada um. A escolha a sua..."

domingo, agosto 24, 2008

Portugal violento

Falhanço!
Está precisamente a passar dos limites toleráveis. Esta situação que se vive hoje em Portugal é a mais perigosa da Europa.
O estado democrático português não está a saber lidar com as questões relativas à segurança dos cidadãos.
Os sucessivos Governos têm uma má relação com o tema da Segurança Interna. Má consciência?
O que se passa hoje é o resultado de 30 anos de falta de visão política global e de avulso deslumbramento intelectual.

Portugal está a falhar em toda a linha, interna e externamente.
Falhanço total? Ainda podemos ir a tempo de sair deste ambiente perigoso?
Responsáveis?
...
A culpa é da globalização?
Disparate. É verdade que é uma situação irreversível e deve ser aceite pelas suas características intrínsecas, mas a segurança interna de um país, mesmo democrático e europeu é sempre um tema de liderança e capacidade de previsão, mais a reposta que se impuser pelas circunstâncias.

O país está a derivar perigosamente para um beco pouco saudável.
Aos contribuintes está a chegar a responsabilidade da resposta. Se um estado não responde, deve responder quem paga.
Os outros, os que não pagam encontram-se talvez divertidos a observar uma situação que também lhes pode estalar nas mãos.

Cuidado com as consequências!

O Tua e as justificações...

A responsabilidade de uma companhia que é, hoje, deficitária, paga por todos os contribuintes, que alberga administradores a ganhar salários principescos e que, supostamente, diz que as inspecções funcionam a tempo e são efectivas, mas que deixa instalar a dúvida quanto à seriedade das mesmas porque parece existirem parafusos soltos a mais e mais dúvidas pelos infaustos acontecimentos a que vamos assistindo no ano de 2008, pode deixar-nos em estado de choque porquanto aprendemos que um estado democrático funciona sempre que não houver fuga ao dever por parte de quem assumiu o compromisso para com a comunidade que o integra.

Como resolver, se os mesmos administradores públicos vêm dizer que o seu capote não tem penduradas culpas e que as causas ninguém as pode saber tão facilmente?

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

O Japão e a má relação com as baleias

A continuação da triste história da humanidade.
Por conveniência? Por fome? Pela sobrevivência, essa luta natural e incómoda para a vida, que paradoxo!
Matam-nas. Mães e filhas. No seu meio ambiente. Matam-nas, simplesmente. Pela ciência, dizem os anúncios oficiais. Mas matam-nas, apenas.
Pela ciência?, perguntamos nós, na senda das questões há muito tempo levantadas por pensadores de estirpe, pensadores de referência. Ora, pela ciência não se deveria matar. A verdadeira ciência é aquela que é pela vida, pois que outra que reclame a morte para chegar a resultados deverá muitíssimo, senão tudo, a um interesse egoísta e que não levará a bom porto o futuro da humanidade. E para que serve a humanidade se o futuro for menos que bom para os seus usufrutuários?

Para terminar a nota: não são os japoneses apenas os maus da fita, o problema está na espécie, na maior parte dela.
Mas devemos manter a esperança, mesmo com lágrimas, mesmo tapando a revolta, só assim poderemos ainda materializar - mesmo que num outro tempo - um mundo melhor.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Hospital de Faro, uma terrível nódoa, esta história!

Vergonha!

Já na Urgência de um Hospital de referência de Coimbra, dizem que da Universidade mais antiga e mais respeitada, parece que a coisa não correu ao nível de um país europeu, como se denomina habitualmente Portugal. Uma senhora foi agredida enquanto esperava que uma sua colega fosse atendida. Agredida, violentamente, por um ser embriagado. Sem segurança à vista! Morreu!

Agora, mais um caso. Triste! Sem palavras. Maltrata-se e mata-se num hospital, em Portugal e em 2007.

Um exemplo do estado de um país que não se sabe cuidar. Sem dimensão. Triste, tão triste como já o foi num passado mais ou menos recente. Triste!

quarta-feira, agosto 01, 2007

R.I.P.



Morreu Bergman... Morreu Antonioni.

Em dois dias, o cinema perdeu dois dos seus mais significativos representantes. Cinema esse que se encontra num estado deplorável, apático, letárgico, diria mesmo moribundo. Talvez o desaparecimento destes dois expoentes máximos da chamada sétima arte, signifique isso mesmo, a proximidade de uma morte há muito anunciada (o próprio Louis Lumière duvidava seriamente da sobrevivência desta disciplina, desde sempre dividida entre a faceta artística e um lado prostituto, meramente comercial) e por várias vezes adiada devido aos génios inconformados daqueles que lhe devolveram o fôlego da vida e a chama da arte maior. Recordo como Griffith ressuscitou o cinema do coma prematuro em que se encontrava no início do século XX ao criar e introduzir uma linguagem cinematográfica definitiva (a mesma que ainda hoje conhecemos) que permitiu finalmente o uso de uma narrativa mais completa e complexa, até então impossível, libertando os filmes da sua mera condição de palhaçada limitada a dez minutos e elevando-os às emocionantes história de duas horas que nos deixam agarrados ao ecrã, vivendo essa coisa mágica que é a catarse. Um pouco mais tarde, Eisenstein deu um passo em frente no que toca à montagem, imprimindo um dinamismo sem precedentes ao cinema, transformando sequências de imagens em metáforas simbólicas que deixavam as plateias em êxtase. Outros houve que com estes aprenderam, ou em paralelo deixaram o seu legado e o tornaram numa das formas mais evidentes e abrangentes de comunicação e afirmação, quer de ideais políticos, sociais, económicos ou artísticos. Nas últimas décadas, em especial desde os anos 80 e salvo raras excepções, o cinema tem vindo a fraquejar em ambos os extremos da equação. Sinto que está esgotado, velho, decadente, à beira do ridículo e por consequência, do fim. Redundante. Sobram uns quantos exemplos, poucos, que me levam a crer que o cinema pode sair deste marasmo moribundo, que se divide entre a patética estagnação da vertente industrial e a pseudo-intelectualidade de um vazio sem precedentes em que se encontra de momento. Não fora um certo Inland Empire de um Lynch visionário, muito à frente do seu tempo, ou o Hotel de um Figgis puramente rebelde, eu diria que amanhã o terceiro defunto seria o cinema, ele próprio, a constar nos cabeçalhos dos jornais como “Aquele que morreu por ter chegado ao fim”.

terça-feira, julho 24, 2007

O Regresso do Corvo!



Após um longo período de ausência devido a múltiplas questões do foro profissional, este corvo volta a rasar baixinho os vastos campos semeados de letras da blogoesfera.

Sempre atento ao desenrolar desta narrativa desenfreada, que é a vida, faltam-me as palavras neste regresso tardio. Ou melhor, as palavras não me faltam, não sei é por onde começar, o que no fundo vai dar ao mesmo. Folgo em constatar que esta história sem fim, que lentamente se desenrola, continua a conter todos os ingredientes da arte maior, alternando com sabedoria entre os vários registos que fazem de uma narrativa um prazer completo e complexo. Haja comédia, paixão, drama, aventura, terror.

Um Benfica cor-de-rosa e feliz, quase chinês por um triz, um primeiro-ministro perdido, às escuras e o séquito de fiéis cegos que o acompanha, um Joe, que é quase Dalton, mas se disfarça de Berardo, que ocupa o CCB e dispara em todas as direcções falhando sempre o alvo (enquanto aproveita tal distracção para ir aliviando o peso de umas moedas aos que ficam a olhar para o ar), um Verão primaveril, a fórmula 1 que já não dá, o futebol que está sempre a dar, o Pinto da Catarina que vai ao castigo, a televisão que teima em dar mais do mesmo e do mesmo consegue sempre dar mais, um Penim que tarda em desaparecer, o Lula e o Choco a trocar tinta, os prós e os contras que a nada levam, as Chiquititas que Juram Vingança da Floribella, uma câmara sem presidente, um candidato que queria extinguir o IPPAR, meter água com a EPUL, fazer não se sabe bem o quê com a EPAL, para no fundo extinguir o IPPAR... Uns partos aqui, uns óbitos acolá, cada vez nascem menos, isto anda ao Deus dará… No Iraque tudo na mesma, vão morrendo a conta-gotas e o cowboy todo contente… Pelas Américas revolta-se a gente, cada vez mais limpinhos e ecológicos, do Prius ao Hummer, todos deitam água de colónia dos escapes, com cheirinho a alfazema… Os lusos lá vão reconquistando o mundo há muito perdido, uns poços de petróleo em Angola, umas auto-estradas nos States, o Renova preto sempre a dar… Uma desgraça no Japão, a Maddie que vale um milhão, o Milhafre desaparecido, o cinema que está perdido, na música a mesma coisa, neste mundo meio combalido, passarinho preso na loisa…

Lamento o tom fraudulento e enganador, mas como avisei ao início, estou perdido neste emaranhado de acontecimentos que alternam entre o hilário e o lúgubre. Pode ser que com o tempo me vá reencontrando.

O Corvo.

terça-feira, julho 03, 2007

O BRONX de Lisboa...

Chama-se a isto 'os novos problemas da democracia'.
Talvez (?) uma invenção dos sucessivos governos lusos.
Já somos 'modernos'!

domingo, julho 01, 2007

Presidência Portuguesa da UE...

A mensagem da Amnistia!

O Enigma no Afeganistão...

Afeganistão versus... Alguns atrasados do Afeganistão versus... As NU versus... Os EUA versus... ou o Humano versus o seu 'melhor' desígnio?

Como se poderá interpretar um facto deste tipo?

A Justiça (?) lusa!

Não dá para acreditar!
E dizem os entendidos, claro, que este é um país credível!
Imaginem o que seria necessário fazer para que estes senhores fossem dissuadidos da vida que levam; lixar os que pagam impostos apenas leva a medidas que incluem apresentação periódica!
É para rir ou chorar?

sábado, junho 02, 2007

Notícia chocante!

Esta notícia leva-nos a pensar que Portugal continua a ter, no seu seio, enormes deficiências a nível humano! São deficiências porque parece que não vivem no mesmo mundo que os outros!

Quem é esta gente? Que responsáveis temos nós a ganhar o dinheiro do contribuinte e a fazer figura de 'urso'? O que é que se pode dizer destes espécimes?

O que é que se pode dizer de um Estado que ao tomar conhecimento desta história não se mexe no sentido de resolver a questão a bem dos Direitos da Humanidade?

Não vamos descansar e não vamos deixar de acompanhar esta 'enormidade'.
Um dia, neste país, a responsabilidade vai ter que ser pedida a quem de alguma maneira a vestiu!

segunda-feira, maio 21, 2007

Notícia perigosa

Perigosa esta notícia. Parece apelar a uma forma qualquer de revolta.
O modo como os órgãos de comunicação fazem uso indiscriminado da sua falta de regulação é, no minimo, perigosa.

Esta parece ser uma notícia colocada de forma irresponsável. Esta é uma forma de envenenamento com o rabo já muito de fora.

Portugal esta a resvalar. E quem chama a isto 'democracia' brinca com o fogo!

segunda-feira, maio 14, 2007

Filomena Teixeira, a face do atraso dos responsáveis

A mãe portuguesa, depois do acontecido com a menina britânica, no Algarve, mostra a face da impotência e do laxismo português com tudo o que é nosso!

Em Portugal o hábito é lavar! E só nos mexemos se os media internacionais nos colocam em 'xeque'.

1998 foi já ali ao lado, não aconteceu no século passado!
Só falta dizer que a Internet é a responsável pela maior eficácia das conclusões, deixando de lado a questão da solidariedade , das leis internas e da consciência - ou a falta dela - de muitos portugueses responsáveis!

O problema não é a polícia portuguesa. A nossa polícia é óptima; a questão legal é que talvez nos trame!

O maior valor de um trabalho - em qualquer área profissional - é a qualidade da prevenção!

Filomena, uma grande, grande força para si! Não desista!

segunda-feira, abril 09, 2007

O preço de um sistema que é um fracasso

Mais um assalto a um posto gasolineiro, mais uma morte perfeitamente estúpida e inglória.
Este é apenas mais um caso que vai aparecer nas páginas dos jornais lusos. Assim se alimentam de ordenados uma série de profissionais 'de qualquer notícia', que é para isso que eles existem.
Este país 'sem plano' vai-se - dizem os arautos da governação - banalizando numa espiral de pretenso desenvolvimento. E a noção de desenvolvimento é apenas tornarmo-nos compatíveis com o crime e a banalização da morte.
É o exemplo de Estado - pago pelos contribuintes - que se está nas tintas para o seu inevitável dever de controlar e exercer a violência em nome de quem paga.
Claro que esta violência legitimada não seria de todo necessária se à frente dos destinos desta nação à beira mar plantada não tivessem estado ao longo dos anos demagogos e artífices de negócios em nome de quem raramente dá a cara.
Num país em que os arguidos desfazem na Justiça em espaço nobre da televisão pública sob a complacência de todo um povo - calado e submisso, como foi sempre seu apanágio -, num país em que a Lei do Oeste, importada das pradarias do Novo Continente, está no auge, é de esperar o pior para os próximos tempos.
O país dos partidos em nome 'do desconhecido' está possivelmente a agonizar.
Como dizia uma pessoa conhecida, 'o país está perigoso', e para quem não reconhece as lições da história, preparemo-nos para qualquer coisa mesmo... má!

domingo, janeiro 07, 2007

A ineficácia portuguesa na Nazaré!

Não vale a pena tentar mostrar ao Mundo que somos desenvolvidos - EXPO, Euro 2004, etc. - porque não temos capacidade para defender quem merece ser defendido.

O caso da Nazaré é pura e simplesmente uma vergonha! Somos pobres e continuamos subdesenvolvidos para o que verdadeiramente interessa. E é uma pena!

Quase sem comentários

Três crianças morrem ao imitar execução de Saddam Hussein
A execução de Sadam Hussein é assunto interno iraquiano, diz o Governo de Bagdade, que ameaça cortar relações com os países que criticaram a condenação à morte. A última polémica está agora relacionada com a morte de três crianças, depois de terem visto as imagens do enforcamento.
A morte de Saddam, a milhares de quilómetros de distância, provocou a dor e a tragédia, na casa dos Pelico, emigrantes da Guatemala que vivem no Texas. A família chora a morte de Sérgio. Tinha 10 anos. Morreu a imitar a execução do antigo ditador iraquiano.
Mas Sérgio não foi o único jovem que morreu a imitar o enforcamento de Sadam Hussein. Numa aldeia do leste da Índia, Moon Moon, uma menina de 15 anos foi encontrada morta, enforcada no tecto do celeiro. O pai não levou a sério o facto de se ter recusado a comer durante dois dias, de ter avisado que queria sentir a mesma dor de Sadam, a quem chamou de patriota.
No vizinho Paquistão, depois de ver as imagens da execução, um rapaz de nove anos morreu devido a uma brincadeira de mau gosto com a irmã mais velha, que o levou a pendurar-se pelo pescoço na ventoínha do tecto.
Em todo o Mundo, os especialistas salientam já o carácter violento das imagens do enforcamento de Saddam. Vistas sem a explicação dos mais velhos, podem provocar alterações graves de comportamento, entre crianças e adolescentes, com problemas, ou mais sensíveis que o habitual.

ESTA É UMA NOTÍCIA RETIRADA DO EXPRESSO
Como dado digno de estudo, por favor, atente-se no último parágrafo, especialmente na frase "Vistas sem as explicações dos mais velhos (...) ou mais sensíveis que o habitual", a qual deixamos sem qualquer comentário, obviamente por falta de capacidade ou para não ultrapassarmos o limite da boa educação!
A nossa sensibilidade diz-nos que esta é a forma de pensar da sociedade actual, em suma, este é o resultado das democracias da moda, as democracias que se mascam como uma qualquer pastilha, apenas porque 'todos os direitos são sagrados', ou seja, vivemos na fase do 80!
O que é a história senão um oceano sujeito às leis da expansão cósmica, cumprindo os seus ciclos de movimento acelerado e de calma embora sempre com tonalidades diferenciadas?



terça-feira, janeiro 02, 2007

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Saddam; os humanos continuam a desafiar as lições básicas da História

Mais uma vez, um ex-governante, falo de Saddam, e não vou tecer comentários acerca da sua índole governativa, pois que, para isso, existe muita gente que não se cansa de o fazer, vai ser executado, para gáudio de todos os que querem perpetuar o negócio da guerra.
A partir da sua execução, com o beneplácito dos EUA (país de costumes duros e presumivelmente puros, segundo muitos dos seus autóctones espalhados pelos vários estados e igrejas), estará criado o próximo mito proveniente desta martirização. Neste processo deverão ocorrer muitos mais e terríveis massacres, e não haverá maneira de se prever o fim para esta nova crise, pertença de um velho novelo de crises que se desenvolvem umas sobre as outras, sempre com a conivência de altos (i)responsáveis que teimam em não implementar os ensinamentos que a História faculta aos homens. A pena de morte atrai outras penas de morte, e assim sucessivamente.
Para quê, retirar criminosos (e responsáveis por impensáveis atrocidades) do inferno que continua a ser a Terra?
E o que ganham os povos, quando assistem, impávidos, como se de mais um filme de ficção se tratasse, às execuções entre dirigentes, uns mais legais que outros, dependendo da posição actual e sempre do poder actual das suas armas?
Caminhamos a passos largos para uma catástrofe de proporções dificilmente imagináveis, e todos os tijolos que se vão colocando com vista à consumação das negras previsões são actos também eles criminosos. A legitimidade nunca será motivo de lavagem do próximo crime. mesmo que lhe seja dado o nome de execução.
Consola-me ser europeu, nos costumes, na assumida velhice continental e nas palavras de dirigentes que me podem bem representar afirmando sem temores a sua discordância perante uma acção que felizmente faz parte da nossa herança legal de outros tempos.
Sem possibilidade de se esconderem dos seus actos e das suas ficções, que apenas servem interesses bem longe dos olhares e convicções de quem os elegeu, mais uma vez a vergonha defendida por teses legalistas perfeitamente espúrias se vai colar aos nomes de dirigentes de países ditos desenvolvidos.
Nunca se fecharão ciclos com assassinatos políticos, nunca. E a democracia é, antes de tudo, um estado de elevada educação e respeito pela vida.
A melhor obra de Mozart ficará sempre manchada pelos aspectos mais básicos que regulam qualquer espécie de crime. À justiça dos homens apenas lhe falta um sponsor, que hoje em dia poderá ter naturalmente e cada vez mais visível o sinal da Coke americana.
Não será também assim no TPI?

quarta-feira, dezembro 27, 2006

O mau exemplo!

Muitas vezes nos confrontamos com a dúvida: o que terá corrido mal em Portugal depois de alinharmos no Euro?
Embora a resposta esteja no ar e nas mentes de todos - porque o culpado conhece sempre a solução do seu problema, embora não a distinga na maioria dos casos - apenas hoje chegou a confirmação oficial: Portugal, o mau exemplo, para referência dos próximos países a colocarem a fria moedinha nas suas contas quotidianas. Tão simples como isto: não faça o que aqueles meninos ali do Sul fizeram; de outro modo, espalha-se.
E que será feito dos responsáveis que estiveram a tratar do assunto, na altura, e que deixaram que as coisas chegassem a este ponto? Teriam sido despedidos, com justa causa, ou estão agora a gozar a reforma dourada que normalmente se paga em Portugal sempre que as coisas correm mal?

sábado, dezembro 23, 2006

O princípio do fim de uma barbaridade!

Por fim, as coisas começam a movimentar-se em Espanha.
Com senso político, os espanhóis vão começar pela proibição da morte dos toiros nas arenas; depois, virá o resto, e mais depressa do que pode parecer: o fim das toiradas!
Será que os espanhóis tomarão a dianteira aos lusos, sempre mais papistas que o papa?

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Outro anúncio...

Queridas senhoras, não esqueçais a venda de beneficência! É um bom modo de vos libertardes das coisas inúteis que estorvam em casa. Trazei os vossos maridos.

terça-feira, dezembro 05, 2006

ANÚNCIOS PAROQUIAIS

Recordai na oração todos aqueles que estão cansados e desconfiam da nossa paróquia.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Uma vergonha cósmica...













Os direitos dos seres humanos não estão em causa, ou seja, sabemos que vivemos num mundo que só há muito pouco tempo inscreveu os direitos dos humanos na cartilha dos bons comportamentos, dos comportamentos próprios para gente inteligente. Assim torna-se simples verificar o atraso do espírito humano, da maioria dos seres teoricamente mais inteligentes do planeta Terra.

Ao constatarmos o facto torna-se muito mais difícil escrever e falar sobre o mau trato a que os animais estão sujeitos, especialmente aqueles que servem para a alimentação da população 'inteligente'. Já nem colocamos na mesa a actualíssima dscussão sobre o comer carne ou não; deixemos essa questão para outras calendas, possivelmente para daqui a uns bons anos em que as revelações e a experiência científica poderão ajudar o público consumidor a perceber melhor o seu papel como depositário da tal inteligência, permitam-nos, de certo modo 'mítica'.

Custa, de qualquer modo, muito ler notícias como esta (procurem nas notícias da coluna da direita)! A canalha portuguesa - claro que existe canalha em todos os países do mundo - sofregamente sentada em cima de um lucro de origem esclavagista, trata os animais que são oferecidos à alimentação da população como se de objectos se tratasse.
Abjecto, portanto e nestes casos digno de assassinos efectivos e à solta. Afinal, daqui por um par de anos serão denominados por assassinos pela gente que vier substituir esta grande massa não-pensante que habita, no caso presente, em Portugal. Como a lei é permissiva, ou melhor os sistemas de controlo relativamente a estes excessos, vale tudo aqui no território do faz-de-conta.

Agora por isso: saberá esta gente - se é possível chamar a esta escumalha 'gente' - o que está a ingerir e a relação com as formas de tratamento e morte dos valiosos 'conteúdos' na consequente digestão 'pacóvia' e excessivamente farta na barriga dos brutos?

E não confundam, nem falo como vegetariano, mas são cenas destas que possivelmente vão ajudar a acabar com um comércio perfeitamente inadequado aos desafios que se erguem no presente e futuro da humanidade.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Pobres de nós...

Esta notícia não explica, porque não pode, mas deixa-nos o facto que roça o surreal. Quantos mundos existem neste mundo, sabem?
Contudo, se sabem, como se pode ansiar a uniformização de pensamento, se o local onde ela se encontra não aparece nos exames neurológicos mais ou menos comuns?

terça-feira, novembro 21, 2006

ANÚNCIOS PAROQUIAIS

Para quantos de entre vós têm filhos e não o sabem, temos um espaço preparado para as crianças.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Vai Uma Bucha De Super-Poderes?



Ok, no caso português não é assim tão grave. Cá as pessoas geralmente não se atiram para dentro de contentores de resíduos tóxicos, pelo menos não intencionalmente. Mas o que esta notícia nos diz é que talvez sem sabermos, um dia acordemos todos com um aspecto esverdeado, a deitar laser dos olhos e a levantar pianos de cauda com uma mão. Ou então, com um aspecto acinzentado/incolor, com os olhos cegos e a mão a cair-nos do braço. Logo se vê. Isto porque há umas quantas empresas portuguesas de camionagem que usam os seus camiões para fazer o transporte de resíduos tóxicos pele península ibérica (a denuncia foi feita pelos espanhóis) e usam depois os mesmos para transportar… ALIMENTOS! Pois, podia ser outra coisa qualquer, materiais de construção, cortiça, madeira, qualquer coisa, mas não, são mesmo produtos alimentares, para seres humanos, entenda-se. Mas afinal parece que está tudo bem. Não há problema nenhum, podemos estar todos descansados porque segundo o senhor major (atenção à questão do “major”) Jorge Amado, o coordenador do SEPNA (Serviço Especial de Protecção da Natureza), desde que os camiões sejam lavados segundo as normas a coisa passa. E como é que se prova se fora lavados segundo manda a lei? Apresentando uma factura da lavagem… Pois então! Como todos sabemos que a camionagem, os majores e as facturas são coisas desde sempre relacionadas com o bem e a honestidade, porque não começar já a treinar a visão raio-X, ou levantar algumas peças de mobília mais pesadas lá de casa?

terça-feira, outubro 31, 2006

Bush, afinal, também pode ser um 'muro'!

A Bush, só lhe faltava assinar um despacho para a construção de um muro a vincar e a separar, decerto com custos irreparáveis, as fronteiras dos EUA e do México.

Contudo já se sabia que o presidente americano tinha uma afinidade especial para resolver os problemas através de muros, pois a imaginação é um factor que lhe sobra, ainda por cima no lugar de pouca responsabilidade que ocupa.

segunda-feira, outubro 30, 2006

E Quioto, Portugal?

Será apenas um regime de excepção, este de dois dias de calor acima do 'normal'? Que respondam os portugueses responsáveis pelo não cumprimento do protocolo de Quioto!

sexta-feira, outubro 27, 2006

O perigo da palavra tradição

A tradição é uma palavra perigosa, porque geradora de modos de pensar e de actos alinhados com um passado geralmente omisso da nobreza humana.

quinta-feira, outubro 26, 2006

A RTP e os grandes(?) portugueses!

O programa conduzido pela Maria Elisa sobre a peregrina ideia de colocar a ignorância lusa a votar, qual Totoloto, numa personagem que é afirmada pelos ideólogos do programa como o melhor dos portugueses - uma ideia só ao alcance de povos em declíneo - é patético. Sem palavras.
A democracia portuguesa no seu melhor!

sábado, outubro 21, 2006

Entre-os Rios ou entre culpas?

A sentença do Tribunal, ilibando os acusados do processo, deixa, mais uma vez, o contribuinte a 'coçar a cabecinha'! Impõe-se a pergunta: funciona a Justiça?
Bem, houve um julgamento, houve uma sentença, daí poder responder-se que sim, que funciona. Mas, e neste processo não há culpados? Será verdade aquilo que ouvi a um advogado de defesa, dizendo que a ponte caiu 'de causas naturais'? Se é assim, está na hora de se poupar com os engenheiros e consequentemente com os departamentos do estado que tratam das obras públicas!
E só nos resta rezar e comprarmos suficientes amuletos sempre que passarmos numa ponte em território nacional. Que lástima!

sexta-feira, outubro 13, 2006

O fim da barbárie?

Esta notícia é mais um sinal do avanço da espécie rumo à responsabilidade que detém na condução do planeta onde vive e coabita com seres 'irmãos', necessitados dos seus cuidados, não das suas patifarias'!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Militares, possíveis, desejáveis e urgentes ocupações











Já dizia Carl Sagan nas 'Ligações Cósmicas', Gradiva, que...

"A história da exploração da superfície da Terra tem sido largamente uma história militar; emparte porque é uma aplicação apropriada das tradições militares de organização e coragem pessoal. São as outras tradições militares que hoje nos colocam em perigo. (...) E sabe-se que a grande maioria dos astronautas e cosmonautas têm sido militares. Isto é certamente bom. Quantos mais estiverem ocupados lá em cima, menos estarão ocupados cá em baixo."

quarta-feira, outubro 04, 2006

...
A guerra não é
Nunca de ideias,
É sempre de falta delas.

MARTHIYA DE ABDEL HAMID
SEGUNDO ALBERTO PIMENTA

Ed. & ETC, 2005

domingo, outubro 01, 2006