DAS ALTURAS SEMPRE OS PÁSSAROS CONCLUIRAM UMA VISÃO QUASE DRAMÁTICA PARA O QUE SUPOSTAMENTE PARECE SER O PARAÍSO; E A MENTE, QUE SOFREGAMENTE MENTE, CONTINUARÁ A DEIXAR O RASTO DA INEXISTÊNCIA DAS RESPOSTAS QUE NOS ILUDEM O SONHO. POR ISSO... SÓ NOS RESTA VOAR!
sexta-feira, julho 29, 2005
Leituras IV
Contas de um demagogo - "post" rectificado
O mais extraodinário nessa mini-entrevista é que o ministro da Economia deve pensar que os contribuintes portugueses são parvos. Ao afirmar que a OTA e o TGV "no horizonte desta legislatura, representam menos de 10 por cento do Plano de Investimentos em Infra-Estruturas Prioritárias" (PIIP), está a fazer contas de chico-esperto.
No PIIP, que apenas apanha o período desta legislatura, ou seja, 2005/2009, estão previstos investimentos de 650 milhões de euros (130 milhões de contos) para o novo aeroporto internacional de Lisboa e de 1,5 mil milhões de euros (300 milhões de contos) para a alta velocidade. Total: 2,150 mil milhões de euros (430 milhões de contos)
Sabem para que servem os 2,150 mil milhões previstos até 2009? Para mais estudos e consultorias, além de expropriações. As obras propriamente ditas - parte de leão dos custos - só começarão após 2009.
Se o dr. Pinho quiser ser intelectualmente honesto pega no valor do investimento total previsto no PIIP, 25 mil milhões de euros (5 mil milhões de contos), e compara-os com o investimento total conjunto da OTA e da TGV, ou seja, 19 mil milhões de euros (3 mil e 800 milhões de contos).
quinta-feira, julho 28, 2005
A Propósito de Energias Alternativas…

A hipótese de Portugal perder o investimento estrangeiro de 426 milhões de euros que diversos investidores estrangeiros pretendiam aplicar na maior central eléctrica solar do Mundo, nas minas de São Domingos, é cada vez maior, depois do Ministério da Economia (MEI) ter anunciado que a capacidade disponível para projectos de energia fotovoltaica está praticamente esgotada, não acomodando a capacidade prevista para este projecto.
Apesar de ainda manterem o interesse em investir neste projecto em Portugal, o Jornal de Negócios apurou que a La Sabina, sociedade promotora do Parque Solar de São Domingos, não está disponível para avançar para o projecto de investimento deste parque solar sem a contrapartida estatal para a remuneração da alimentação, alegando que o projecto é economicamente inviável sem subsidiação na tarifa.
"Ausentei-me por 10 minutos. Volto já"
Repto a Marcelo
quarta-feira, julho 27, 2005
A família
A credibilidade dos ambientalistas
Onde antes se ouvia que "não só a construção desta infra-estrutura acarreta enormes impactes ambientais e se revela muito mais onerosa como será de difícil construção, dada a tipologia do solo e o biótopo de zona húmida aí existente" , hoje ouve-se que é a "única solução viável".
Onde antes se ouvia que "as faraónicas soluções de drenagem, de desvio das ribeiras da Ota e Alvarinho (com o recurso a uma barragem) e até o eventual terraplenar de um monte para garantir a funcionalidade da estrutura, mesmo com elevadas deficiências de funcionamento (é afirmado que a pista com maior qualidade de utilização é também a que mais incorre em risco de inundação), demonstram cabalmente que esta obra é completamente desajustada à localização pretendida"; hoje ouve-se que encerra alguns problemas, mas é a "solução menos má".
Será que Francisco Ferreira quer destruir a credibilidade da Quercus? Pode-se dizer que os ambientalistas já não têm muita - lembrem-se da nomeação de um ex-líder da Quercus para líder da famosa Fundação das Minas do Samouco; quer a criação da Fundação quer a nomeação do ex-dirigente foram ambas da autoria de José Sócrates.
Mas, enfim, espera-se sempre mais, muito mais, de pessoas que dizem defender os interesses do ambiente em Portugal.
Oh!, senhor Blair...

Já não falo numa intervenção como no Iraque, claro, coisa caríssima e não muito prática para ser reproduzida num curto espaço de tempo, mas uma coisa mais curtinha e rápida só para deixar o infeliz do presidente no activo poder copiar a nossa (civilizada) maneira de viver?
Já fez contas às crianças abatidas, estropiadas, abusadas e torturadas, precisamente no mundo em que o senhor e todos nós, os desenvolvidos, vivem?
Desculpe, sim? E não ligue muito ao texto que se segue, por favor. São, decerto, exageros de imprensa!
Outra coisa: não diga nada ao senhor Bush!
Repare, até nem me parece mal defendermos a nossa forma de vida; o discurso é que deveria - talvez, digo eu, o colonialista ignorante - ser coerente. Assim, os menos felizes de compreensão como eu, perceberiam melhor a sua ideia, certo?
Civilians are terrorized in attacks by the LRA.
If individuals are suspected of sympathizing with the government, the LRA uses brutal tactics such as cutting off of hands, ears or lips, to intimidate them.
Kony creates his army primarily through the violent abduction and forced enlistment of children. Children are used as soldiers, laborers and, in the case of girls, sexual slaves. More than 20,000 children have been kidnapped by the LRA.
terça-feira, julho 26, 2005
Isaltino dixit
Estagnação
Até parece que em 10 anos nada mudou?
Será que esta é a verdadeira prova que como o país se encontra em estado profundo de estagnação?
Oh, senhor Jardim...!
Será que por um traço sinuoso do destino já existiam madeirenses na ilha quando os rapazes do Infante D. Henrique lá desembarcaram?
Se fala muito, ainda vamos ver o senhor Sócrates a anunciar com pompa e sem circunstância a realização de uma ponte para pulverizar essa ideia da Ota!
Repare, senhor Jardim: uma ponte que seria a maior do mundo, e quiçá do sistema solar(!), entre o continente e a ilha, não? Deste modo lá se iam os dinheiritos para o futebol insular, hem?
Oh!, senhor Jardim! Não leve a mal. Isto são ideias de um colonialista ignorante:eu!
segunda-feira, julho 25, 2005
Este post não é para o João Morgado Fernandes
O Segundo Desporto Nacional!

O Fogonamáta é um jogo com regras muito simples e garante quase tanta audiência mediática como o próprio futebol, senão vejamos:
Por todo o país existem espalhados vários jogadores com a posição de bota-fogo (digamos, uns 416). Estes são essenciais ao jogo, pois depende da eficácia das suas acções que o jogo em si tenha mais ou menos interesse. Quando bem sucedido, cada bota-fogo terá ateado um ou dois incêndios de média ou grande dimensão numa dada região, que normalmente é a da sua área de residência. Caso falhe a sua missão, ou seja não consiga pegar fogo ou apenas provoque um pequeno fogacho, fácil de apagar, o jogador será sancionado e expulso da liga nacional de Fogonamáta. É por isso que todos os jogadores na posição de bota-fogo tentam dar o seu melhor. Outra penalização possível para os mesmos acontecerá caso seja descoberta a sua identidade. Neste caso procede-se a uma suspensão durante uma época, em que o jogador é condenado a treinar um ano inteiro a pegar fogo a lojas de bonsai podendo utilizar apenas fósforos dos pequenos e sem auxílio de qualquer carburante extra, como por exemplo a gasolina.
Posto o fogo, entram em campo os segundos jogadores, os chamados apagó-fogo, que o público, carinhosamente, apelida de bombeiros. Este grupo, bastante maior em número do que os bota-fogo, tem como missão no jogo apagar os incêndios provocados pelos primeiros. Trata-se de uma espécie bastante interessante, pois dada a sua fraca remuneração e facto de correrem risco de vida, continuam insistentemente a alinhar todos os anos no mediático Fogonamáta (o que atesta o sucesso desta modalidade). Para estes as regras também são simples; basta que tenham o equipamento mais obsoleto que se possa encontrar e o mínimo possível de ajudas do estado para poderem entrar no jogo. O objectivo dos apagó-fogo é sofrer o mínimo de baixas apagando o fogo no menor espaço de tempo possível. Dadas as condições precárias em que desempenham a sua função e os elevados riscos envolvidos na mesma, estes são normalmente muito apreciados pelos adeptos deste jogo, chegando mesmo a atingir o estatuto de heróis (se bem que os mesmos adeptos, ou pelo menos a maioria, se está completamente nas tintas para dar qualquer espécie de apoio prático ou concreto aos mesmos, parecendo que consideram os aplausos e umas frases bonitas o suficiente para o efeito).
Os terceiros e últimos participantes têm um papel mais passivo. No entanto a sua função não deixa de ser fundamental para o desenrolar do Fogonamáta. São eles as forças nacionais de segurança e a classe política. Ambos têm duas funções no jogo. A primeira é mediatizar com alguma regularidade uns discursos de motivação aos apagó-fogo, mostrado algum interesse pelo seu trabalho e dando a ilusória esperança de que o mesmo vale a pena. Nesta acção cabem ainda umas promessas para o futuro que, por razões óbvias, nunca são cumpridas. A segunda é garantir a protecção e segurança dos bota-fogo, pois ao longo do jogo é natural que (como acontece com os árbitros no futebol) a população interprete as suas acções como erradas e lhes queiram fazer a folha. Ora o estado tem de garantir que estes jogadores cumpram a sua parte em segurança, pois são jogadores muito caros e com um know-how e uma determinação que os tornam preciosos. Até porque a sua extinção significaria o fim da própria modalidade e portanto uma grave crise no sector dos media durante o período do Verão, o que, vamos lá ser honestos, não interessaria a ninguém. E é isto o Fogonamáta, o segundo grande fenómeno português a seguir ao futebol!
PS – A mim e à minha família já arderam algumas propriedades, das quais dependiam rendimentos importantes. Aos bombeiros deste país deixo um obrigado sincero pela sua coragem e determinação e faço votos para que num futuro próximo lhes sejam dadas as condições e o reconhecimento REAL que merecem. Aos incendiários deixo aqui uma mensagem de ódio pessoal, desejando apenas que se não arderem por cá num dos seus próprios incêndios, acabem por arder nutro sítio a que muitos chamam de inferno!
Contra-resposta a João Morgado Fernandes
Seja como for, aqui está a minha contra-resposta:
1 - Começando pelo menos importante. Na questão do alargamento escrevi sempre sobre o sub-lanço de Aveiras/Santarém. Nunca sobre o sub-lanço Alverca/Aveiras. Este já tinha três faixas em 2001. O de Aveiras/Santarém só passou a ter três faixas a partir deste ano. No entanto, ambos poderão necessitar de um alargamento para quatro faixas, por causa do aeroporto da OTA.
2 - Confesso-te, João, que me impressionou, desculpa a redundância, o ataque que fizeste à ciência. Afirmar que os "argumentos técnicos se destinam a sustentar uma tese prévia" e que, na questão da OTA, "a ciência é posta muito rapidamente ao serviços das convicções", é uma falácia dantesca que só poderia provir - caso eu não soubesse antecipadamente, por muito que não te conheça, que não provém - de radicais. Em temáticas como o aborto, já se ouviram argumentos semelhantes a fundamentalistas religiosos.
3 - Aliás, João, quem escreve a seguinte frase és tu, não sou eu: "prefiro, por isso, ficar-me pela apreciação da espuma da decisão política. E, face às indecisões de décadas, confio nas decisões do presente. E volto a insistir - confio porque decidi confiar e não por ter feito qualquer estudo sobre a matéria". A tua legítima "confiança nas decisões do presente" quase que se assemelha a uma fé.
4 - Lamento João, mas no meu caso não há nenhuma "tese apriorística". Por acaso, e só para que saibas, no início da discussão quase clubística "Rio Frio/OTA" até era a favor desta última. Mudei de opinião depois de ter lido e falado com técnicos que me demonstraram, de forma fundamentada, o contrário.
Além do mais, caso tu não tenhas lido, eu sou a favor da construção de um novo aeroporto internacional de Lisboa. Do que discordo é da localização na OTA e do "timing" do anúncio.
Desculpa, João, não "confio" como tu. Tens o direito de ter decidido em confiar. Mesmo que seja cegamente. Tal como eu tenho o direito de não confiar.
No que diz respeito à localização, já expliquei porquê. Quanto ao "timing" porque, em primeiro lugar, ainda não foram concluídas as negociações sobre as perspectivas financeiras da União Europeia - logo, não sabes o volume dos apoios que poderás receber da UE.
Depois, meu caro, o país vive uma situação difícil em termos orçamentais. Ainda não vi fundamentados - como tu ainda não viste, apesar da "confiares" - por "A" mais "B" como é que o crescimento da economia portuguesa será promovido com a OTA. Ou seja, como é que os mais de, para já, 3 mil milhões de euros vão ser rentabilizados. Isto é, como é que a OTA exponenciará o crescimento económico.
5 - Não podes basear a construção de um aeroporto noutra coisa que não os estudos dos técnicos das diversas engenharias em causa. A não ser que desejes que os investimentos de milhares de milhões de euros sejam decididos, simplesmente, por molhar o dedo indicador, pô-lo ao vento e decidir: "sim senhor, não há vento. Pode ser aqui".
6 - Falas em teorias conspirativas sobre a OTA. Parece-me que te enganaste no destinatário. Mas, já agora, agradecia que me dizesses onde está a minha tese de cabala.
Será conspirativo escrever, ironicamente, que as empresas de construção cívil adorarão obras como a OTA, não só pela sua dimensão orçamental como também pelas dificuldase geológicas e hidrográficas inerentes ao próprio projecto? Se achas isso conspirativo, faz-me um favor: descobre uma grande empresa de obras públicas portuguesa que seja contra a OTA ou o TGV? Se conseguires descobrir, tens uma notícia.
7 - Mas, sinceramente, o mais grave é quando escreves que dispensas de "sequer de tentar ler os famosos estudos". Confesso-te que a tua confiança cega, perturba-me. Ler que um jornalista prefere viver na ignorância, porque "confio nas decisões do presente", é extremamente perturbador.
Não estão em causa convicções ou opiniões políticas. Essas, sejam elas quais forem, são legítimas. Não é isso.
O que me perturba é que tu prefiras viver na ignorância, porque "confias no presente". Fazes-me lembrar os cavaquistas anónimos da primeira metade dos anos 90 que não queriam saber dos monstruosos desvios financeiros da construção das novas auto-estradas, porque, precisamente, "confiavam no presente".
8 - Só para terminar, aconselho a leitura deste artigo, publicado no "Diário de Notícias".
Os melhores cumprimentos
Leituras II
Leituras I
Jorge Fiel, in "Expresso - Caderno de Economia"
15 dias mudam muita coisa
domingo, julho 24, 2005
O som do Outono presidencial
Estava condoído e solidário com uma desgraça que lhe passa, verdadinha!, muito longe, mas não chegou a exercer o direito de pedir responsabilidades pelos terríveis acontecimentos dos últimos dias em Portugal. Vi a sua face e percebi quanto o cansaço da sua impossibilidade lhe pesa nesta altura da sua vida. A ética que sempre se recusou a abordar está a virar-se contra si, e existem poços de onde não é nada fácil sair.
Muita saúde, senhor Presidente!
Adoração

Só é benéfico para a comunidade. E assim é, especialmente, se existe um consenso nessa comunidade relativamente ao que lhe é vital ou não.
Não há que ter qualquer medo de posições unânimes em volta do que é importante. Só não gosta de unanimismos pontuais quem tem a consciência pesada ou medo que o seu pé lhe possa fugir para a chinela - errada!
Porém, e no momento presente, em Portugal parece haver um ponto de contacto no 'acto de adoração' aqui representado e o atirar a toalha ao chão por parte de quem não conseguiu descobrir outros caminhos, para não falar do fundamental ar novo que infelizmente não apareceu no desenvolvimento de um '25 de Abril' cada vez mais mitológico e por isso mais perigoso para os seus 'utilizadores', como se costuma dizer em gíria informática.
Bento Coelho da Silveira, 1620-1708
c. 1655, óleo sobre tela, 123 x 100 cm
Museu de S. Roque, Lisboa, Portugal
sábado, julho 23, 2005
Inacreditável!
Portugal começa a dar mostras de estar sem capacidade de regeneração.
A falta de consenso entre os portugueses de maior responsabilidade natural é um facto provado. Parece não se entenderem e o resultado do que é importante para o país está à vista de todos.
Ai, que a paciência do 'chinês', ou do 'português', não é importante para o caso, começa a esgotar-se; e se a 'pretensa democracia portuguesa' já não tem meios para fazer andar o comboio, o perigo começa a enviar o aroma da catástrofe, agora iminente.
Este é um discurso que detesto, tão catastrófico que me agonia, mas será que o sono se vai prolongar até ao final do Verão?
Cuidado, 'comandantes'...!
!!??
Helmut Schmidt
sexta-feira, julho 22, 2005
Speechless
[Resposta ao Milhafre, obviamente sem qualquer intenção de descredibilizar.]
www.terrasdonunca.blogspot.com
Resposta a Morgado Fernandes
Lamento, João, mas não tiveste sucesso.
Primeiro, porque, sinceramente, dúvido que tenhas lido os meus três post´s. Leitor do teu blogue, constatei há pouco tempo que és um pouco preguiçoso em termos de leituras técnicas. Não te queres chatear com coisas chatas que tenham a ver com o TGV, por exemplo. Preferes a ignorância. Com a OTA deduzo que tenhas o mesmo sentimento. Estás no teu direito, claro.
Sabes que, às vezes, não é preciso ser engenheiro para leres estudos sobre o TGV ou sobre a OTA. Para os fazer é fundamental ter passado uns 4/5anos no Instituto Superior Técnico, mas para ler não. Basta querer obter esses mesmo estudos - tu, por exemplo, como jornalista podes pedi-los no Ministério das Obras Públicas -, pegar neles e tentar decifrar o que está lá escrito. Quando não conseguires, fazes uma coisa simples: pegas no telefone e falas com engenheiros que te ajudem a decifrar as partes mais técnicas.
Ao longo de três anos como jornalista, acompanhei a área das Obras Públicas. Nessa altura, tive a oportunidade de ler alguns dos estudos feitos sobre a OTA e falar com especialistas do sector aeronáutico. Concederás que fui acumulando alguma informação.
Essa informação que recolhi é a base dos meus três post's.
Lamento que prefiras achincalhar, em vez de discutir de forma séria a escolha da OTA.
Mas só para teu conhecimento, porque sei que poderás não ter tempo para procurar essa informação, a Brisa está obrigada pelo contrato de concessão, como se pode ler aqui, a alargar os sub-lanços de duas para três faixas caso o Tráfego Médio Diário (TMD) ultrapasse os 35.000 veículos, sendo obrigatório o alargamento de três para quatro faixas caso o TMD alcançe os 60.000 veículos. As obras terão que ser feitas com dois anos de antecedência.
Como tu referes, já houve um alargamento, concretizado este ano, de duas para três faixas no sub-lanço Aveiras de Cima/Santarém.
Quando referi a duplicação da A1 tinha como referência um estudo de 2001, quando a A1, nesse sub-lanço, só tinha 2 faixas. Logo, a duplicação de que falei seria para 4 faixas em cada sentido. Ou seja, 8 no total. Tendo em conta que estamos a falar de um aeroporto que iniciará a sua actividade com uma capacidade para 14 milhões de passageiros/ano, podendo ir até à capacidade máxima de 30 milhões de passageiros/ano, convirás que a barreira dos 60.000 passageiros de TMD será facilmente ultrapassada.
Como tu sabes, o Governo de Barroso congelou o investimento na OTA, logo não foram feitos mais estudos. Espero que agora seja feito esse up-grade, que tu os peças para ler - eu irei concerteza pedi-los - e que se chegue - o que não acredito - à conclusão de que a OTA é uma péssima opção.
Os melhores cumprimentos
O regresso dos sobreiros
Uma pequena ironia: sabiam que a implantação do aeroporto da OTA levará à eliminação de de 2.480 a 5.406 sobreiros? Sabiam que a NAER - empresa pública fantasma criada em 1998 para organizar o concurso de construção - ou o consórcio construtor do novo aeroporto não estão, para já, obrigados a replantar os sobreiros abatidos?
Se não acreditam, leiam o Estudo de Impacte Ambiental disponível aqui.
Mais uma extravagância urbanistica
O Incompetente
Não conheço lugar algum da Europa ou do Mundo onde se assista com ar mais incompetente e criminoso aos inqualificáveis incêndios que diariamente voltam a destruir o nosso interior, a nossa estabilidade emocional, o nosso equilíbrio como cidadãos e, por fim, a nossa capacidade de darmos a volta, de construirmos a tal riqueza que, e cada vez mais, se nos torna vital.
Desde já assumo que escrevo isto manifestando a minha incompetência.
Sim, sou incompetente. Só um incompetente poderia escrever estas linhas e ao mesmo tempo participar por omissão em acções tendentes a descobrir os verdadeiros criminosos e quem poderá estar por detrás do 'holocausto da floresta portuguesa'.
Até o próprio Deus seria incompetente, por falta de meios, no intento de atear tantos e estratégicos fogos num território magrinho, como é o de Portugal.
Que se vá observando, haverá, decerto, assassinos em terra e (porque não) no ar que, encapotadamente e com ar de quem cumpre um horário de trabalho, vão deitando fogo ao que eu costumo designar por território português.
Pergunto: se tantos ministros se vão por impedimentos psicológicos e indução jornalística, porque não pedir responsabilidades de forma verdadeiramente séria, com o objectivo-mínimo de perceber a verdadeira falta de prevenção e 'sensível buraco negro' na explicação para a razia incendiária que se vive neste pequeno território, hoje também pequeno de mentalidades?
Estará também aqui o 'politicamente correcto' a servir de mortalha a Portugal!
Em Espanha, e no azar que foi o incêndio de Guadalajara, já o suposto prevericador 'por incúria', parece, está prestes a ser julgado e pode apanhar cerca de 20 anos de prisão efectiva. Falo de um acidente, enorme, mas de um acidente. Nada a ver com o 'centro comercial dos incêndios' - made in Portugal. Nós só precisamos de um sindicato que proteja os incendiários, nesta altura profissionais, com horário de trabalho e regalias, enquanto houver uma árvore para queimar.
E aqui? O que se passou nos últimos anos, relativamente a acções? Ouviram falar de algo? Também ouvi, mas só... ouvi!
Até nem foi no Verão, falou-se ainda o tempo estava frio, e isso aconteceu a seguir à primeira grande inauguração incendiária, penso que por volta de 2003.
Depois? Tudo entrou na normalidade e toda a gente ficou a saber que, com sorte, até poderemos explorar os incêndios em Portugal como fenómeno para turista ver, no próximo ano de 2006. Se ainda existir Portugal!
Enfim, só um problema de incompetência agudíssima, mas também de ignorância para com a vida e consequentemente falta de respeito total para com a sua espécie, portanto, maldade, poderia ter dado origem a um país que consome um problema desta dimensão, no século XXI.
Não deveria ser permitido juntar mais que uma percentagem razoável de incompetentes em lugares de responsabilidade acrescida e visível para a comunidade e para o resto do mundo, no mesmo lugar, com o mesmo sistema político, leis, etc., porque, dizem as estatísticas, poderá conduzir qualquer povo a resultados dramáticos.
Vejam só o resultado que deu a qualidade do ajuntamento dos últimos anos, num lugar chamado Portugal!
quinta-feira, julho 21, 2005
Perversidades
Quando as OTA's são o problema - parte 1
Quando as OTA's são o problema - parte 2
6 - Há uns anos atrás li um estudo comparativo de empresas de obras públicas portuguesas e espanholas. A conclusão era lapidar: tendo em conta o PIB de cada país, as empresas públicas portuguesas estavam claramente sobredimensionadas para o mercado português.
Sabem porquê? Porque o Estado não pára de lhes dar OTA's.
Quando as OTA's são o problema - conclusão
Corridas e azares
"Mau! Queres que ainda vou apanhar com a babicha e o seu candidato", pensei eu para os meus botões.
Tive meia sorte. A Bárbara tinha ficado em casa. Para desilusão da senhora da papelaria, histérica para vé-la.
Por muito que o meu "bom dia" fosse apressado, alguns dirigentes socialistas não me largavam. "Então, não quer ir dar o seu apoio ao candidato Manuel Maria Carrilho?", perguntaram-me provocatoriamente. Talvez querendo ouvir a minha resposta, pouco diferente da que tem sido dada na rua pelos restantes lisboetas. "Não, obrigado".
Mal virei as costas, a caminho do pão fresco, aparece-me a senhora ministra da Cultura a correr sem fato de jogging, mas com mala , saltos ligeiramente altos e correspondente bijuteria verde alface. "Queres ver que é mais um a correr para fora do Governo...", ainda questionei, esqueçendo-me dos meus anteriores interlocutores.
Afinal, não são só os lisboetas que correm de Carrilho. Também a sua sucessora, uma portuense dos sete costados, o quer ver a milhas...
quarta-feira, julho 20, 2005
Enfim... chegámos ao Brasil!
Motim em prisão de Leiria fez seis feridos
Um motim no Estabelecimento Prisional de Leiria (antiga prisão-Escola) causou distúrbios durante todo o dia e só ficou controlado cerca das 17:00, após confrontos que causaram seis feridos, disse fonte dos Serviços Prisionais.
Diário Digital
A prova de que estamos a andar para trás.
Os nossos parceiros europeus parecem não ter acesso a estes filmes sul-americanos. Por cá vamos observando o produto da incúria e da incompetência! São muitos anos a andar para trás, digo eu.
Responsáveis? Férias?
Assim não vamos lá!
O seguidista chega a ministro
Arrisco mesmo a dizer que o ex-presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e candidato vetado à liderança executiva da PT não chegará ao fim dos 4 anos de mandato.
Alberto Castro, professor da Universidade Católica do Porto, apreciado pelos apoiantes de Sócrates no Norte, terá mais uma oportunidade de chegar ao Terreiro do Paço.
Campos e Cunha it´s not dead - epílogo
Como sou optimista, não acreditei numa ruptura a curtissímo prazo. Afinal, bastaram três dias para Campos e Cunha perder a paciência e pedir a demissão. Alega razões pessoais, familiares e cansaço. Esta última é a que deve ser realçada, visto que as restantes são apenas oficiosas.
Certamente que as declarações do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, sobre a "inadiabilidade" da OTA e do TGV não serão estranhas à decisão do professor da Universidade Nova. Lino desmentiu e afrontou em público um superior hierárquico. Não nos esqueçamos que Campos e Cunha era ministro de Estado e das Finanças, sendo o número 4 do Executivo. O ministro das Obras Públicas costuma sentar-se nos extremos da bancada do Governo no Parlamento. É um subordinado.
Em política os formalismos e os simbolismos são fundamentais. É através deles que a autoridade política se constrói.
José Sócrates não só não defendeu o seu ministro das Finanças, como ignorou-o olimpicamente. Preferiu elogiar Freitas do Amaral e a entrevista do ministro dos Negócios Estrangeiros ao "Diário de Notícias".
É uma opção. Legítima. Mas que lhe sairá caro. A competência técnica de Campos e Cunha, apreciada em Bruxelas, é quase inatingível.
Campos e Cunha fez bem em sair. Não podia deixar que a sua autoridade fosse posta em causa por subordinados. Mas o professor da Nova não deixará de dar o troco a José Sócrates durante o resto do mandato do Governo. Preparem-se para mais artigos de opinião que condicionarão a actividade do seu sucessor.
A vingança será servida fria.
terça-feira, julho 19, 2005
Uma bicada...
Georg Hegel, in 'Filosofia do Direito'
O príncipe anda desaparecido
O que me leva a perguntar: que é feito da autoridade do “mad dog” António Costa? Será que o facto inédito dos polícias ameaçarem bloquear a principal ponte do país não justifica uma aparição pública do príncipe do XVII Governo Constitucional?
Aliás, por onde anda o ministro da Administração Interna, numa altura em que os os fogos continuam a alastrar pelo país fora? Será que foi de férias como Fernando Gomes fez em 2000? Espero que não tenha feito como o actual administrador da Galp, que utilizou um helicópetro do Serviço Nacional de Bombeiros...
segunda-feira, julho 18, 2005
Campos e Cunha it´s not dead - conclusão
Campos e Cunha sabe que, em nome da coerência do seu pensamento político, será o primeiro ministro a sair do Executivo. Porque sabe que não conseguirá travar a influência do aparelho socialista liderado por Jorge Coelho na definição do investimento público. E porque já deve saber que José Sócrates nunca lhe dará a autonomia suficiente para sanear as contas públicas. Muito menos depois de ter explicitado em público uma visão diferente da do chefe.
Por isso mesmo, o professor da Universidade Nova começou a preparar a sua saída com o artigo de opinião no "Público". Começou a deixar um legado que condicione o seu sucessor.
Na Primavera do próximo ano, teremos um novo ministro das Finanças.
domingo, julho 17, 2005
Campos e Cunha it´s not dead - parte 1
Nada a opôr. Pelo contrário. É imprenscindivel cortar alguns benefícios, para bem do próprio sistema. Tal como é um imperativo social unformizar todos os sistemas de segurança social e de saúde da Função Pública como o Regime Geral e com o Serviço Nacional de Saúde.
Resta saber as medidas em pormenor.
E, já agora, gostaria que alguém perguntasse a Luís Campos e Cunha a sua opinião sobre o recuo de António Costa na questão da extinção do subsistema de saúde das forças de segurança? Ou muito me engano ou a resposta será surpreendente.
Campos e Cunha it´s not dead - parte 2
quinta-feira, julho 14, 2005
As perguntas do marciano (1)

- Prova-me - atirou-me o sinistro e.t. - que os da tua espécie, os humanóides, merecem avançar rumo aos diferentes modos de vida que se estendem pelo cosmos!
- Fácil - disse-lhe, sem hesitar - queimámos - vivas - 30 pessoas, há poucos dias atrás, no Sudão; curtimos um atentado em Londres, onde morreram pessoas inocentes, homens, mulheres e crianças, em número indeterminado; acabámos com cerca de trinta crianças, há dois dias atrás, em Bagdad, num atentado de uma eficácia digna do Diabo nos seus melhores dias; afundamos regularmente petróleo para lavar as águas dos oceanos; assaltamos, corrompemos, mentimos, maltratamos, assassinamos, com a mesma frieza com que sempre o fizemos ao longo da nossa história, e, para além disso, ainda nos contentamos com miudezas! Sabes, continuamos a queimar Portugal, um pequeno e ingénuo país, mantendo uma média de 500 incêndios diários, como se isto fosse natural, e sem qualquer reacção por parte da população que lá vive e que somos nós, etc., etc...
Queres saber de gente mais desenvolvida e preparada para encontros imediatos?
Foto Lusa
quarta-feira, julho 13, 2005
O Estado das Coisas II

Os tópicos: OTA, TGV, Central Nuclear em Portugal, o preço do petróleo, o défice… Pelos vistos nada de muito novo nos últimos tempos. Todas questões sérias e de relevo, sem dúvida! O que me incomoda não são as questões em si, mas a forma mais ou menos teórica e aparentemente inocente (para não dizer aparvalhada) como as tenho visto serem tratadas e discutidas por quem, supostamente percebe e manda no assunto.
Manobras de charme à parte, refiro-me à OTA e ao TGV, acho que a ideia da Central Nuclear é acima de tudo um risco. Ontem, numa discussão amigável, o meu oponente defendia a construção da mesma como algo positivo porque passados vinte anos do gravíssimo acidente de Chernobyl, a tecnologia evoluiu bastante, tornando uma Central Nuclear muito mais segura hoje em dia e a mesma resolveria cerca de 40% das necessidades de consumo de electricidade do nosso país. Pode ser que sim. Mas na minha modesta opinião, em primeiro lugar passaremos a ter um excelente alvo de atentados terroristas, em segundo seja por que razão for, um acidente nuclear em Portugal (isto caso não haja um em Espanha primeiro, na central mais próxima da nossa fronteria, que iria dar no mesmo mas com a vantajem de ao menos morrermos de consciencia tranquila) significaria, dada a escassa extensão do nosso território, uma sentença de morte, à qual apenas escapariam os futuros mutantes portugueses e aqueles que atempadamente conseguissem fugir para as ilhas, ou para o estrangeiro (refiro-me evidentemente a toda a classe politica, alguma da empresarial e os responsáveis pela Central Nuclear, que certamente seriam os primeiros a ser avisados e evacuados em caso de acidente).
Se a questão é também o preço do petróleo, numa situação “apertada” como é a actual devido ao défice e a tudo o que este acarreta, deixem-me dizer desde já que nunca vi um país pobre ter ideias tão pobres como o nosso! A questão aqui é a seguinte, normalmente, os países pobres têm ideias brilhantes de modo a colmatar ou contornar a sua pobreza. São movidos pelo “engenho” a encontrar alternativas e a aproveitar os seus recursos específicos de modo eficaz e exemplar. Mas cá não. A malta gosta demasiado da mama para mexer o cu!
Num país (Portugal, só para que não hajam dúvidas) em que actualmente os carros movidos a diesel representam cerca de 60% das vendas, em que as frotas de camionagem são compostas por veículos movidos a diesel, assim como a grande maioria das máquinas agrícolas, vive-se o estrangulamento causado pelo preço do petróleo como se fosse o fim do mundo e não houvessem quaisquer alternativas. Pois eu não sei quais são os limites da estupidez ou da ignorância ou até da má vontade da nossa classe política, mas certamente que todos eles já ouviram as palavras mágicas: BIODIESEL! O Biodiesel, para quem não saiba, pode ser obtido de duas formas. A primeira das quais representa uma solução absolutamente genial para um problema gravíssimo em termos ambientais. Trata-se da reciclagem de óleos usados. Que óleos? Os das cozinhas em nossa casa, dos restaurantes, enfim, qualquer óleo de origem vegetal que tenha feito umas frituras. Sendo que os mesmos ao serem lançados ao “esgoto” vão poluir os rios, entupir as ETAR e matar uns milhares de peixes e outras formas de vida subaquática, sendo também que o tempo de degradação do óleo é muito extenso, que melhor ideia poderá existir do que transformar um verdadeiro veneno para o planeta em combustível para os nossos carros? Ainda por cima, os gases emitidos pela combustão do Biodiesel, são facilmente absorvidos pela natureza de uma forma quase total devido à sua origem vegetal, ao contrário dos combustíveis de origem fóssil. A segunda alternativa é fabricar o Biodiesel a partir de óleos virgens. Assim poderíamos “plantar” o nosso combustível, mas perde-se quanto a mim a questão mais interessante que é a da reciclagem. Só mais uma nota, todos os motores diesel de última geração estão preparados para aceitar 100% Biodiesel puro, ao passo que os mais antigos necessitam de uma mistura com Diesel convencional. Ora digam lá se não é enervante morrer de sede à beira de água?
Outra: Portugal deve ser o, ou pelo menos um dos, países da Europa com maior exposição solar anual. Onde é que se encontram PAINÉIS SOLARES? Em meia dúzia de sítios. Existe alguma lei que obrigue a sua aplicação em qualquer tipo de construção habitacional ou institucional? Pelo que observo presumo que não. Com a gigantesca factura que pagamos pela energia eléctrica, pergunto se fará sentido construir uma Central Nuclear antes de esgotar os recursos e as vantagens naturais de dispomos dada a nossa localização geográfica. Muitos países nórdicos e da Europa central fazem uso da energia solar usando o pouco sol a que têm direito e nós, que é lá isso… A malta gosta é de petróleo, de Centrais Nucleares, de quexinhas e sofrimentos, agora pensar e trabalhar… Tá quieto!
TV em directo (a notícia!)
O povo português, a partir de agora começa a ter legitimidade para actuar por sua conta.
Estamos perdidos.
A senhora de Fátima diz que o povo não convoca a alma perante a corrupção e não vence a crise económica!!!!!!!! E pergunta porquê!
Estamos mais perdidos ainda.
TV em directo (continuação)
Pensava ainda ter sonhado.
Voltei, coloquei uma toalha molhada na testa, fixei o monitor e tudo me pareceu normal.
Agora, e finalmente, as coisas corriam a meu favor.
Pessoas a quem algo se deve pelo conhecimento que possuem continuavam a tentar explicar porque estamos nós no último lugar do tal ranking europeu.
De repente, uff!, eis que o homenzinho surge, a pedido da senhora de Fátima, e começa, vermelhão, a estrebuchar uma série de precipícios verbais e a pedir comissões e discussões de comissões no sentido de se poder escolher a direcção da educação, patatá, patatá, uff!, outra vez. Tsss, tsss, tss...!
O suor corria-me desalmadamente pela testa, minha e doída, que se havia transformado numa pista de ciclismo molhada e sem bicicletas, e sim, agora, só me restava chamar alguém que trouxesse um martelo, pequenino, me desse com ele no alto do tatuço e me pusesse a dormir. Rápido, de preferência.
Só tive medo de uma coisa: de, por um infeliz acaso, sonhar com 'o homenzinho de lilás' a gritar quer toda a sua família foi 'emigrante', e para me humilhar, muitissimo bem humilhado, soprar ao vento das 'revoluções da história' a defesa revolucionária do senhor Jardim - o Principe das Marés.
TV em directo!
O bigode está agora com o tamanho de relva quase sintética. Coisas dos nossos dias.
Fala, abastardamente e de uma forma aparvalhada, de uma luta que já foi há vida nas teorias da história, há uns bons anos.
Chama-se Arnaldo Matos e está num debate com gente de referência.
Bebi demais.
terça-feira, julho 12, 2005
Bicada pela fé!
É-me tão familiar, apenas pela curiosidade que nutro por ela, que não quero deixar de 'bicar' uns grãos sobre a dita.
A fé, essa desconhecida, tão poderosa.
O mundo parece ser um local de paradoxos e de contrários.
Também a mim a fé me confunde, pelo desconhecimento que dela tenho.
Todas as acções criminosas perpetradas ao longo da história do Homem em nome de uma qualquer fé, são apenas, e só, criminosas; de fé, não têm nada.
As palavras, essas desconhecidas, tão poderosas!
Quero agradecer a 'dica' sobre o livro.
Saudações.
Catroga certeiro
"Temos de redimensionar e modernizar a administração pública. Estamos com 750 mil funcionários públicos e Espanha tem 2 a 4 milhões. Se admitirmos uma relação de um para quatro, proporcional à população, isto significa que deviamos ter apenas 600 mil funcionários, que era o que tinhamos em 1995.
O país está a suportar esses custos com um aumento de impostos e perda de produtividade e competitividade. Se o país tem um nível de despesa pública oito pontos percentuais do PIB acima do registado em Espanha, isso representa 14 mil milhões de euros de excesso de despesa, o que afecta negativamente a fiscalidade e a produtividade".
Será que um Governo socialista alguma vez conseguirá poupar 14 mil milhões de euros?
De recuo em recuo...
Segundo o "Público" de Sábado passado, Costa já anunciou às associações profissionais das forças de segurança que tudo continuará na mesma. Depois dos polícias lhe terem gritado nas manifestações em frente ao seu Ministério "ó mentiroso vem à janela!", o ministro da Administração Interna resolveu não mexer em nada. É o que se chama firmeza negocial.
É certo que as forças de segurança têm que ter remunerações decentes - um polícia de baixa patente nao leva para casa mais de 150 contos/mês -, mas os subsistemas de saúde têm que acabar na Função Pública. A uniformização é um imperativo moral e ético. Não podem existir regras especiais dentro da Administração Pública. Ainda para mais quando os subsistemas de saúde das forças policiais já geraram um passivo de mais de 150 milhões de euros.
Com recuos como este, o Governo de Sócrates vai perdendo a credibilidade e a base social de apoio. Independentemente da maioria absoluta.
segunda-feira, julho 11, 2005
Polémicas jornalisticas
segunda-feira, julho 04, 2005
Belmiro, a Comunidade e os Governos de Portugal
Sempre à procura do pai, típico do português, e inesperado da parte do nosso grande empresário.
Isto, para mim, só quer dizer que o nosso Belmiro de Azevedo não confiou em governo nenhum, não lhes confiou (a) qualquer responsabilidade e acha que as manobras dos TGV's só valem para questões eleitorais e... nada mais!
Eu também penso assim e não me compete pensar, porque mesmo que pense assim não vou poder evitar, democraticamente, o que quer que seja, relativamente ao TGV ou a projectos similares.
Curioso...
Nós, Bruxelas e a dificuldade de assumir a comunidade
O que nos falta?
Happy Birthday
domingo, julho 03, 2005
José Miguel Júdice e a vontade de picar!
Começo a pensar que, para algumas figuras 'tipicamente' portuguesas, os partidos começam a ser aquilo a que é costume designar por 'empeçilho' .
Ai, que ainda vamos ouvir o impensável acerca da forma como estão arrumadas as tendências cá no burgo!
Roubo!
O espaço público, essencial à democracia, foi-me roubado. Roubado pelo sistema partidário, pelo sistema representativo, pelo sistema mediático transcendente.
(...)
José Gil, Portugal, Hoje - O Medo de Existir